O município de Sapezal (MT) assumiu a primeira posição no ranking nacional do valor da produção agrícola em 2025, segundo dados do estudo Produção Agrícola Municipal do IBGE divulgados nesta quinta-feira. O levantamento mostra que Sapezal registrou R$ 8,59 bilhões em valor de produção agrícola, ultrapassando Sorriso e consolidando a presença do Mato Grosso entre os maiores polos do país.
Resultado nacional e principais números
De acordo com o IBGE, o valor da produção agrícola brasileira cresceu 18,4% em relação ao ano anterior, totalizando pouco mais de R$ 927 bilhões em 2025. No âmbito municipal, a disputa pelo topo do ranking sofreu alterações motivadas por variações de safra e por mudanças administrativas.
| Município | Valor da produção agrícola (R$) | Posição em 2025 |
|---|---|---|
| Sapezal (MT) | 8.590.000.000 | 1º |
| São Desidério (BA) | 8.220.000.000 | 2º |
| Sorriso (MT) | 8.160.000.000 | 3º |
Fatores que impulsionaram a mudança
O crescimento do valor da produção em Sapezal foi de 46,6%, movimento atribuído principalmente ao aumento da produção de algodão herbáceo. Já Sorriso registrou incremento no valor total, mas caiu para a terceira colocação apesar de alcançar R$ 8,16 bilhões.
Uma das razões que ajudaram a explicar a perda relativa de Sorriso foi a criação do novo município de Boa Esperança do Norte, formado por áreas que antes integravam Sorriso e Nova Ubiratã. Segundo o IBGE, o desmembramento provocou uma redução de 9,3% na área plantada de Sorriso, com efeitos sobre cultivos como soja, algodão e feijão.
Concentração no Mato Grosso
O estado do Mato Grosso manteve forte presença entre os maiores produtores municipais: cinco dos dez municípios com maior valor de produção agrícola em 2025 estão no território mato-grossense. Além de Sapezal e Sorriso, figuram na lista os municípios de Campo Novo do Parecis, Diamantino e Nova Mutum.
- Variação nacional: crescimento de 18,4% no valor da produção agrícola em 2025.
- Top 3 municipais em 2025: Sapezal (R$ 8,59 bi), São Desidério (R$ 8,22 bi) e Sorriso (R$ 8,16 bi).
- Impacto territorial: criação de Boa Esperança do Norte reduziu área plantada em Sorriso em 9,3%.
Os resultados ilustram como oscilações de produtividade por cultura, os efeitos de políticas públicas locais e mudanças na divisão administrativa podem alterar a hierarquia entre municípios do agronegócio. A predominância do algodão em Sapezal, por exemplo, evidencia como a dinâmica entre preços, produtividade e ampliação de áreas pode transformar o valor agregado por município em curto espaço de tempo.
Consequências para cadeia produtiva e mercados
A alteração na liderança municipal tem desdobramentos práticos: serviços, logística e investimentos privados tendem a seguir os vetores de maior produção. Infraestrutura de escoamento, armazenagem e suporte técnico pode ser redirecionada para polos em expansão, enquanto municípios que perdem participação podem enfrentar ajuste na oferta de serviços e na atração de investimentos.
Além disso, o destaque de municípios do Mato Grosso reforça a centralidade do estado nas cadeias da soja, algodão e outras lavouras que respondem por grande parte do valor agregado do agro brasileiro. Para produtores e agentes da cadeia, acompanhar os relatórios do IBGE é essencial para planejamento de safra, decisões sobre rotação de culturas e gestão de risco.
O levantamento do IBGE será referência para análises setoriais e para políticas públicas voltadas à expansão sustentável da atividade agrícola, considerando aspectos de produtividade, ocupação territorial e impactos ambientais. O recorte municipal permite entender melhor onde se concentra o valor econômico da produção e quais municípios demandam foco em infraestrutura e serviços de apoio.
Este é o panorama da produção agrícola municipal em 2025, segundo o IBGE, que confirma Sapezal como novo epicentro do valor de produção agrícola no país e consolida a presença do Mato Grosso entre os principais municípios do agronegócio brasileiro.