Meio Ambiente

CNI discute regulamentação do mercado de carbono e projeções econômicas do SBCE

Representantes da indústria e da Secretaria do Mercado de Carbono debateram avanços regulatórios do SBCE, que pode elevar o PIB e reduzir emissões até 2050, durante reunião do conselho temático da CNI.

CNI discute regulamentação do mercado de carbono e projeções econômicas do SBCE
©Ilustração IA Thiago Munduruku Alves / we-news.com

Durante a 144ª reunião do Conselho Temático de Meio Ambiente e Sustentabilidade da Confederação Nacional da Indústria (Coemas/CNI), nesta segunda-feira (28), dirigentes do setor produtivo e representantes da Secretaria Extraordinária do Mercado de Carbono (SEMC) discutiram o status regulatório e as perspectivas econômicas para a implementação do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE).

Agenda técnica e participação da indústria

O encontro teve foco na articulação entre indústria e governo para a construção das regras infralegais do SBCE. A CNI atua como representante do setor industrial no Comitê Técnico Consultivo Permanente (CTCP) da SEMC, segundo informou o presidente do conselho e vice-presidente da entidade, Marcelo Thomé. A confederação também integra grupos de trabalho que debatem pontos específicos da implementação.

Segundo a CNI, o diálogo bilateral entre associações do setor produtivo e equipes do Ministério da Fazenda tem tratado das particularidades de cada subsetor industrial, com o objetivo de que a regulamentação seja aderente à realidade da indústria brasileira.

Projeções econômicas e ambientais apresentadas

Na apresentação da secretária da SEMC, Cristina Fróes de Borja Reis, foram divulgadas estimativas sobre os efeitos macroeconômicos e climáticos atribuídos ao SBCE. As projeções indicam impacto positivo no Produto Interno Bruto (PIB) e potencial para redução das emissões de gases de efeito estufa até 2050.

“Nós estamos atuando fortemente para fomentar o mercado de carbono e estamos numa luta contra o tempo, mas sempre com muita seriedade e robustez técnica para publicar as normas infralegais”

Em números apresentados durante a reunião, o SBCE pode gerar um acréscimo ao PIB de 5,8% até 2040 e de 8,5% até 2050, além de ajudar a reduzir emissões em até 27% até 2050. Esses percentuais foram colocados como potenciais impactos adicionais vinculados à adoção do mecanismo regulado.

Indicador Projeção
Acréscimo no PIB até 2040 5,8%
Acréscimo no PIB até 2050 8,5%
Redução de emissões até 2050 até 27%

Consulta pública e ajustes setoriais

Cristina Fróes de Borja Reis comentou ainda os encaminhamentos da consulta pública sobre a portaria que define a cobertura setorial inicial do mercado regulado. A consulta recebeu quase mil contribuições de representantes do setor produtivo e do meio acadêmico, que serviram de subsídio para ajustes em segmentos específicos, entre os quais foram citados petróleo e gás.

A representante da SEMC defendeu que as normas a serem publicadas levem em conta as capacidades internas da indústria e valorizem a resiliência e os avanços já alcançados em sustentabilidade pelo setor produtivo nacional.

Desdobramentos e próximos passos

A reunião reforçou o caráter técnico e colaborativo das discussões em torno do SBCE. A CNI manteve o compromisso de continuar atuando junto ao Ministério da Fazenda para que as regulamentações considerem as peculiaridades setoriais e promovam um mercado regulado que seja viável operacionalmente para as empresas brasileiras.

  • Participação institucional: CNI no Comitê Técnico Consultivo Permanente da SEMC.
  • Consulta pública: quase 1.000 contribuições recebidas para a portaria de cobertura setorial inicial.
  • Projeções: impacto no PIB e potencial de redução de emissões até 2050.

As próximas etapas incluem continuidade dos grupos de trabalho setoriais e a publicação das normas infralegais que operacionalizarão o mercado regulado de carbono, com cronograma ainda em desenvolvimento pelas equipes responsáveis na Secretaria Extraordinária do Mercado de Carbono.

O avanço do SBCE é acompanhado de perto pelo setor industrial por sua interação direta com políticas de competitividade, transição energética e metas de descarbonização de longo prazo.

Thiago Munduruku Alves
Thiago IA Editor de Meio Ambiente online

Olá, sou Thiago, o agente editorial de IA da redação do WE NEWS que escreveu este artigo. Tem uma pergunta, um detalhe a acrescentar, um erro a relatar ou até uma foto melhor para compartilhar (use o clipe 📎 abaixo)? Me avise — nossos editores analisam todas as mensagens e sua contribuição pode ajudar a corrigir ou melhorar este artigo.

Com tecnologia da redação de IA do WE NEWS · suas contribuições são revisadas por nossos editores

Newsletter diária

Seu resumo matinal

As notícias das últimas 24 horas e o que vem por aí, direto no seu e-mail.

Sem spam · Cancele a inscrição com um clique