A base governista do Piauí realizou, na terça-feira (11), uma plenária dedicada às demandas de pessoas com deficiência física e neurodivergentes, no âmbito da formulação do novo plano de governo. O encontro reuniu propostas voltadas às áreas de saúde, educação e empregabilidade, com ênfase na ampliação e na descentralização de serviços atualmente concentrados em Teresina.
Compromisso com a descentralização
Durante a plenária, o governador e candidato à reeleição, Rafael Fonteles, reafirmou o objetivo de levar serviços especializados para as macrorregiões do estado. Entre as iniciativas citadas está a expansão das centrais de atendimento às pessoas com autismo, hoje concentradas na capital, para outras regiões do Piauí.
“Eu vim aqui reafirmar esse compromisso de continuar nessa pegada, descentralizando, por exemplo, as centrais de atendimento às pessoas com autismo para as macrorregiões do estado do Piauí. Não ficar apenas em Teresina.”
A fala do governador indica uma prioridade do plano de governo em reduzir desigualdades de acesso a serviços especializados que, segundo a organização do encontro, devem contar com equipes multiprofissionais e infraestrutura adaptada às necessidades locais.
Medidas propostas e áreas de atuação
Segundo os participantes da plenária, as propostas apresentadas se concentram em três eixos principais: ampliação dos Centros Especializados em Reabilitação (CERs), expansão do atendimento educacional especializado nas escolas e fortalecimento dos serviços de saúde para neurodivergentes. O documento interno debatido na reunião também prevê maior ênfase na empregabilidade de pessoas com deficiência.
- Saúde: ampliação dos CERs e oferta de equipes multiprofissionais em territórios de saúde;
- Educação: reforço do atendimento educacional especializado nas redes escolares;
- Empregabilidade: inclusão de propostas para facilitar o ingresso e a permanência no mercado de trabalho.
O vice-governador e candidato a vice na chapa do atual governo, Wellington Bandeira, afirmou que as plenárias integram um processo amplo de escuta da população iniciado no início do ano, com seminários e uma plataforma colaborativa. Segundo ele, as discussões visam consolidar propostas construídas coletivamente.
“Essas plenárias estão servindo pra gente apresentar ao povo as propostas do novo plano de governo, que foram construídas coletivamente com o povo, desde o diálogo pelo Piauí, passando pelos seminários que nós realizamos desde o início do ano, agora com a plataforma colaborativa.”
Impacto regional e desafios operacionais
A proposta de descentralização aponta para uma mudança na organização dos serviços de referência, que hoje concentram atendimento especializado em centros urbanos da capital. Se implementadas, as medidas podem reduzir deslocamentos longos para famílias que buscam diagnóstico e terapias, além de ampliar a capilaridade dos serviços de reabilitação.
Contudo, a efetivação dessas ações depende de decisões orçamentárias, formação e contratação de profissionais especializados e investimento em infraestrutura local. A criação ou ampliação de unidades exige também articulação com secretarias municipais e regionais de saúde e educação para garantir continuidade do atendimento.
Próximos passos e transparência
A plenária integra uma série de encontros organizados pela base governista para compor o novo plano de governo. Não foram divulgados, na ocasião, prazos detalhados para a implementação das propostas nem estimativas de custo. A agenda prevê novos debates setoriais e a promoção de canais de participação para consolidar as propostas antes da formalização do plano.
| Proposta | Área | Objetivo |
|---|---|---|
| Expansão das centrais de atendimento ao autismo | Saúde | Descentralizar e ampliar acesso nas macrorregiões |
| Ampliação dos CERs | Saúde | Oferecer equipes multiprofissionais em territórios de saúde |
| Atendimento educacional especializado | Educação | Fortalecer suporte nas escolas |
| Políticas de empregabilidade | Trabalho | Inserir e manter pessoas com deficiência no mercado de trabalho |
Para que as propostas avancem, especialistas e representantes das próprias comunidades deverão ser ouvidos nas próximas etapas. A convenção de prioridades e a tradução dessas propostas em ações concretas dependerão, ainda, de como serão detalhados os instrumentos de financiamento e coordenação entre os níveis de governo.
Embora a plenária tenha apresentado um roteiro de intenções, o impacto real para os piauienses só será perceptível após a definição de metas, prazos e garantias orçamentárias. Até lá, a divulgação de cronogramas e estimativas financeiras será o principal indicador para avaliar a viabilidade das medidas anunciadas.