A Prefeitura de Palmas ampliou os serviços de reabilitação oferecidos pela rede municipal ao estruturar atendimentos de hidroterapia no Centro de Atenção Especializada à Saúde Francisca Romana Chaves, na Arno 31 (303 Norte). A modalidade é aplicada pelo Grupo Saúde na Água e utiliza a água como recurso terapêutico para prevenção e tratamento de lesões, doenças e dores crônicas.
Atuação e público-alvo
Segundo o fisioterapeuta da Secretaria Municipal de Saúde (Semus) Daniel de Jesus Sousa Santana, o trabalho realizado no grupo é de fisioterapia aquática, com exercícios terapêuticos adaptados às necessidades dos participantes. Ele destacou o perfil dos atendidos e as condições mais frequentes:
“Atendemos principalmente pessoas de meia-idade e idosos com condições como artrite reumatoide, fibromialgia, discopatias degenerativas da coluna, lombalgias e dorsalgias. As atividades incluem aquecimento, mobilidade, alongamento, equilíbrio, fortalecimento muscular e relaxamento, sempre de acordo com as necessidades dos usuários.”
O caráter coletivo do Grupo Saúde na Água reforça tanto a intervenção fisioterapêutica quanto a promoção da convivência social entre os participantes.
Benefícios relatados e objetivos terapêuticos
De acordo com Daniel Santana, os usuários vem relatando melhora em aspectos funcionais. Os efeitos mencionados pela equipe técnica concentram-se em três frentes principais: mobilidade, fortalecimento muscular e gasto energético. A abordagem na água permite trabalhar esses objetivos com menor impacto articular, aproveitando as propriedades físicas do meio aquático (flutuabilidade, resistência e sustentação).
- Prevenção e tratamento de lesões musculoesqueléticas;
- Alívio de dores crônicas e melhoria da mobilidade;
- Promoção da integração social e apoio à saúde mental dos participantes.
Usuários destacaram ganhos além do físico. A aposentada Socorro Barbosa, de 60 anos, descreveu a atividade como fator de recuperação emocional e social. Em seu relato, a participação no grupo contribuiu para enfrentar quadro depressivo e resgatar a alegria:
“Foi ótimo para a mente e para o corpo. Aqui fiz amizades e melhorei muito. Fazia muito tempo que eu não sorria, mas aqui eu sorrio até demais.”
Outra participante, Maria Aparecida Fidelis dos Santos, de 50 anos, observou mudanças na rotina, com aumento gradual da prática de caminhadas e natação após o início das sessões — indicações que reforçam a função da hidroterapia como porta de entrada para hábitos mais ativos.
Estrutura e procedimentos
O serviço está sediado no Centro de Atenção Especializada à Saúde Francisca Romana Chaves, unidade que integra a rede municipal e oferece atividades específicas de reabilitação. A Semus destaca que as sessões são planejadas conforme as necessidades dos usuários e conduzidas por profissionais habilitados em fisioterapia aquática.
| Itens | Descrição |
|---|---|
| Local | Centro de Atenção Especializada à Saúde Francisca Romana Chaves (Arno 31, 303 Norte) |
| Modalidade | Hidroterapia / fisioterapia aquática |
| Público | Pessoas de meia-idade e idosos com condições musculoesqueléticas e reumáticas |
Embora a matéria oficial não apresente dados numéricos sobre número de vagas ou frequência das sessões, profissionais e usuários ressaltam o caráter coletivo e os ganhos na qualidade de vida. A usuária Socorro chegou a afirmar que gostaria de maior frequência dos encontros durante a semana: “Faz bem para a cabeça”, diz ela.
Implicações para a saúde pública local
A incorporação da hidroterapia como serviço regular na rede municipal pode reduzir a demanda por atendimentos ambulatoriais convencionais relacionados a dor crônica e limitações de mobilidade, caso mantenha adesão e acompanhamento clínico adequados. Além disso, a atividade coletiva proporciona promoção de saúde mental, importante em populações idosas onde a solidão e a depressão são fatores de risco para piora funcional.
Para acessar o serviço, os interessados devem buscar informações junto à Secretaria Municipal de Saúde de Palmas. Profissionais ressaltam que as sessões são adaptadas individualmente e integradas a um plano de tratamento, quando indicado.
O investimento em terapias não farmacológicas, como a hidroterapia, reflete uma tendência de ampliar intervenções voltadas à funcionalidade e autonomia dos usuários, priorizando recuperação e prevenção dentro do sistema público de saúde.