O Tocantins deu início nesta segunda-feira ao vazio sanitário do algodão, medida fitossanitária que prossegue até 10 de dezembro. A Secretaria responsável pela defesa agropecuária estadual, por meio da Agência de Defesa Agropecuária do Tocantins (Adapec), informou que o objetivo é prevenir e controlar o bicudo-do-algodoeiro, principal praga da cultura no período.
O que determina o vazio sanitário
Durante o intervalo determinado pela legislação estadual fica expressamente proibida a manutenção de plantas vivas de algodão em áreas de produção. A regra visa interromper o ciclo do inseto e reduzir a incidência de gerações sucessivas que podem comprometer a produtividade na safra seguinte.
Fiscalização e orientações da Adapec
A Adapec afirmou que realizará monitoramento nas áreas onde houve cultivo de algodão na última safra para verificar o cumprimento das exigências fitossanitárias. Caso sejam encontradas plantas vivas, o proprietário ou ocupante da área será notificado para promover a eliminação por meios mecânicos ou químicos, conforme previsto na legislação estadual.
- Período do vazio sanitário: 21 de setembro a 10 de dezembro.
- Medidas exigidas: retirada ou destruição de plantas vivas de algodão por meios mecânicos ou químicos.
- Fiscalização: monitoramento da Adapec nas áreas de cultivo da safra anterior e notificações aos responsáveis por descumprimento.
Dados de área cultivada
No período de safra 2025/2026 foram cadastrados na Adapec 9.763,34 hectares de algodão no Tocantins. Esse levantamento é referência para o trabalho de monitoramento durante o vazio sanitário e para eventual aplicação de sanções administrativas nos casos de infração.
| Item | Informação |
|---|---|
| Início do vazio sanitário | 21 de setembro |
| Término do período | 10 de dezembro |
| Área cadastrada (safra 2025/2026) | 9.763,34 hectares |
Sobre o bicudo-do-algodoeiro
O bicudo-do-algodoeiro é um besouro, com coloração que varia entre cinza e castanha, e comprimento entre 3 e 7 milímetros. A praga pode atacar desde o início da emissão dos botões florais até a colheita, apresentando de quatro a seis gerações dentro de um único ciclo da cultura quando não controlada. Sem medidas de controle eficazes, a praga pode provocar perdas de até 70% na produção, segundo dados técnicos sobre a espécie.
Consequências do descumprimento
O não cumprimento do vazio sanitário sujeita o responsável às sanções previstas na legislação estadual, que incluem notificações e penalidades administrativas. A obrigatoriedade de eliminação das plantas vivas é uma ferramenta preventiva de impacto coletivo, pois visa reduzir o inóculo da praga e proteger as lavouras vizinhas e as safras futuras.
Recomendações práticas para produtores
Especialistas em defesa vegetal costumam orientar que os produtores:
- verifiquem imediatamente as áreas cultivadas na safra passada para identificar plantas vivas;
- anotem e documentem ações de eliminação por meios mecânicos (arrancamento, trituração) ou químicos, conforme orientações técnicas;
- mantenham comunicação com a Adapec em caso de dúvidas ou de situações de difícil manejo, para orientação técnica e regularização.
A adoção rigorosa do vazio sanitário é considerada estratégia central para reduzir a pressão do bicudo sobre a cotonicultura estadual e preservar a produtividade e a rentabilidade dos produtores que dependem da cultura. A Adapec permanece como órgão responsável pelo monitoramento e pela aplicação da norma durante o período estipulado.