A corrida ao governo do Amapá para as eleições de 2026 contará com cinco candidaturas registradas e divulgadas: Clécio Luís (União Brasil, nº 44), o atual governador; Dr. Furlan (PSD, nº 55); Carlos Cley (PSTU); Jairo Palheta (PCO) e Marcos Reátegui (DC, nº 27). A disputa destaca-se pela presença de dois políticos com histórico recente na administração da capital, Macapá, o que transforma a eleição estadual em um confronto entre trajetórias municipais e a continuidade da gestão atual.
Perfis principais e números
O governador e candidato à reeleição, Clécio Luís Vilhena Vieira, tem 54 anos, formação em Geografia pela Universidade Federal do Amapá e especialização em Desenvolvimento Sustentável e Gestão Ambiental. Clécio construiu carreira política no estado, atuando como vereador e sendo eleito prefeito de Macapá por dois mandatos antes de assumir o Palácio do Setentrião em 2023. Na eleição de 2026, ele concorre com o número 44 e tem como candidato a vice Teles Júnior.
O principal adversário apontado na lista de candidatos é Antonio Paulo de Oliveira Furlan, conhecido como Dr. Furlan. Médico de 53 anos, ele disputa pelo PSD com o número 55 e integra a coligação "Trabalhar para Transformar o Amapá", formada por Novo, PSD, Podemos e PL. Dr. Furlan também tem vínculo com a administração de Macapá, onde consolidou sua carreira política, e marcha para o pleito com Luciana Gurgel na vaga de vice.
Completam a lista de concorrentes Carlos Cley (PSTU) e Jairo Palheta (PCO), que representam forças partidárias de esquerda de menor expressão eleitoral no estado, e Marcos José Reátegui de Souza (DC), identificado pelo número 27 e com 65 anos, segundo a relação dos candidatos.
Contexto político e implicações para o eleitor
A eleição de 2026 no Amapá coloca em evidência dois pontos que influenciam o cenário de votação. Primeiro, a presença de dois candidatos com passagem recente pela Prefeitura de Macapá — Clécio Luís e Dr. Furlan — transforma a disputa em um referendo sobre gestões municipais que, por sua vez, servem de cartaz para propostas estaduais. Segundo, a trajetória partidária de Clécio, que transitou por PT, PSOL e Rede antes de chegar ao União Brasil, evidencia um rearranjo político que pode repercutir na composição de alianças e no comportamento eleitoral local.
Do ponto de vista prático, eleitores devem observar os números de urna atribuídos a cada chapa (44 para Clécio Luís; 55 para Dr. Furlan; 27 para Marcos Reátegui) e as coligações que os acompanham, pois esses elementos determinam a organização de campanha e o acesso a tempo de rádio e televisão durante o período eleitoral.
- Número de candidaturas: 5
- Candidatos com experiência executiva municipal: Clécio Luís e Dr. Furlan
- Números de urna citados: 44 (Clécio Luís), 55 (Dr. Furlan), 27 (Marcos Reátegui)
O que muda com a disputa
Além da disputa simbólica entre as trajetórias municipais, a reeleição do atual governador ou a vitória de um adversário terá efeitos diretos na continuidade de políticas públicas estaduais, em especial nas áreas de urbanismo, gestão ambiental e serviços públicos que possuem interface com a gestão municipal. A informação sobre a formação de coligações, como a que acompanha Dr. Furlan, sinaliza também como a governabilidade poderá ser desenhada em caso de vitória: alianças partidárias influenciam composição do legislativo e articulação política para aprovar projetos.
| Candidato | Partido | Número | Idade (informada) |
|---|---|---|---|
| Clécio Luís | União Brasil | 44 | 54 |
| Dr. Furlan | PSD | 55 | 53 |
| Marcos Reátegui | DC | 27 | 65 |
| Carlos Cley | PSTU | - | - |
| Jairo Palheta | PCO | - | - |
O eleitor amapaense deverá acompanhar nas próximas semanas a apresentação de programas de governo, debates e a consolidação de apoios regionais, que serão determinantes para avaliar viabilidade eleitoral das candidaturas. Informações oficiais sobre registros, coligações e números estão disponíveis junto à Justiça Eleitoral e órgãos de divulgação de candidaturas.
A disputa, com foco inicial em Macapá e na trajetória dos candidatos, terá desdobramentos no interior do estado conforme as campanhas apresentem propostas sobre orçamento, serviços públicos e desenvolvimento regional. A confirmação das cinco candidaturas redefine o calendário político no Amapá e marca o início formal da disputa estadual.