A Prefeitura de Macapá, por meio da Companhia de Iluminação Pública, Energia Sustentável, Habitação e Mobilidade Urbana (Cipemach), fiscalizou nesta quinta-feira, 25, a implantação da nova etapa do Programa Luz Baixa em conjuntos habitacionais da capital. A iniciativa prevê a instalação de sistemas fotovoltaicos para geração de energia e a conversão da produção em créditos que reduzem o valor das contas residenciais.
O que já foi executado
O programa começou pelo Residencial Mucajá, onde as 592 unidades já contam com as placas solares instaladas. A visita técnica desta semana ocorreu principalmente nos residenciais Açucena e São José, dois complexos que agora passam pelas etapas de cadastramento e instalação.
| Conjunto | Situação | Unidades / Cadastros |
|---|---|---|
| Mucajá | Instalação concluída | 592 apartamentos |
| Açucena | Instalação iniciada / cadastramento em andamento | Mais de 800 moradores cadastrados |
| São José | Cadastramento em andamento | — |
| Macapaba 1 e 2 | Próximas etapas | — |
Como funciona a implantação
Segundo a Cipemach, a execução do programa envolve três frentes principais: instalação das placas solares, montagem dos inversores e adequação dos padrões de medição para que a energia gerada seja reconhecida pela concessionária como créditos. A Prefeitura informa que a instalação e a homologação dos sistemas não geram custo direto para as famílias contempladas.
"Estamos subindo as placas solares, instalando os inversores e fazendo o retrofit nos padrões de medição",
declarou o engenheiro eletricista responsável pelo programa, Bruno Costa, durante a visita técnica.
Próximos passos e impactos esperados
Após a conclusão das instalações, os sistemas passam por processo de homologação junto à concessionária para que os créditos de energia sejam computados nas faturas dos moradores. A Prefeitura destaca que a expansão do programa visa reduzir os custos com energia elétrica e melhorar as condições de moradia nos conjuntos habitacionais da cidade.
- Finalizar cadastro dos beneficiários nos conjuntos Açucena e São José;
- Instalar placas e inversores nas unidades já cadastradas;
- Homologar os sistemas com a concessionária para geração de créditos na conta;
- Avançar para os conjuntos Macapaba 1 e 2 conforme cronograma da Cipemach.
Do ponto de vista da gestão municipal, a continuidade do programa também representa um esforço por soluções energéticas sustentáveis e pela diminuição de despesas recorrentes das famílias que residem em empreendimentos públicos ou subsidiados. A iniciativa integra políticas locais de eficiência energética e favorece a inclusão de tecnologias limpas em habitação social.
Especialistas em infraestrutura apontam que a adoção de sistemas fotovoltaicos em larga escala em conjuntos habitacionais pode gerar efeitos multiplicadores: redução da despesa familiar, diminuição da pressão sobre a rede elétrica nos horários de pico e estímulo a serviços locais de instalação e manutenção. Para que esses ganhos se concretizem, porém, dependem de operação adequada dos equipamentos e de canais claros de atendimento e manutenção oferecidos pela administração municipal.
A Prefeitura não detalhou, por enquanto, o cronograma completo para conclusão das próximas fases nem o prazo para a homologação das unidades já instaladas em Mucajá. A Cipemach informou que acompanha as etapas para garantir que a implantação técnica e a regularização junto à concessionária ocorram sem ônus para as famílias beneficiadas.