Manifestantes se concentraram na manhã desta terça-feira na Alameda das Bandeiras, em frente ao Congresso Nacional, em Brasília, para protestar contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. O ato ocorreu antes da sessão extraordinária do STF, marcada para as 10h, que vai decidir sobre a abertura de investigação relacionada a trocas de mensagens entre o ministro e o ex-banqueiro Daniel Bueno Vorcaro, conforme relatórios da Polícia Federal.
Organização e participantes
Convocado pelo Partido Novo, o ato atraiu lideranças políticas e moradores da capital federal. Entre os presentes estavam o candidato à Presidência Romeu Zema e o candidato ao Senado pelo Distrito Federal Sebastião Coelho. O protesto também contou com a participação de cidadãos locais que manifestaram críticas à atuação do ministro e demandas por apuração ou afastamento.
- Local: Alameda das Bandeiras, em frente ao Congresso Nacional (Brasília)
- Motivo: Protesto contra Alexandre de Moraes antecedendo sessão do STF sobre possível investigação
- Convocação: Partido Novo
Frentes e críticas públicas
No protesto houve encenação e simbolismo político: blocos de notas falsas de R$ 100 foram empilhados pelos participantes em referência a acusações envolvendo o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, citadas no contexto das investigações sobre o ex-controlador do Banco Master.
“Esta manifestação não é sobre direita ou esquerda. É a manifestação da indignação dos brasileiros contra os abusos que estamos vendo no Supremo”,
declarou o governador de Minas Gerais e candidato à Presidência, Romeu Zema, presente ao ato.
O candidato ao Senado pelo Distrito Federal, Sebastião Coelho, defendeu o afastamento imediato do ministro, afirmando ter como expectativa que o STF traga “uma decisão de paz para a nação”.
Vozes da sociedade em Brasília
Moradores presentes também deram entrevistas e justificaram a participação pela percepção de abuso de poder. O engenheiro Danilo Ramos, de 41 anos, morador do Lago Norte, afirmou que o comportamento do ministro teria extrapolado o bom senso e disse acreditar haver indícios de corrupção no caso Vorcaro, classificando como “inadmissível” a continuidade de Alexandre de Moraes no cargo.
Em tom semelhante, outro participante, identificado como José Caldeira, de 54 anos, destacou a necessidade de neutralidade do Judiciário e pediu harmonia entre os poderes, em consonância com interpretações populares sobre independência institucional.
Contexto e possíveis desdobramentos
O julgamento no STF que será iniciado nesta terça tem caráter extraordinário e examina relatórios da Polícia Federal relativos a mensagens atribuídas a Alexandre de Moraes e trocadas com Daniel Vorcaro. A definição sobre eventual investigação interna ao ministro poderá repercutir na confiança pública nas instituições e intensificar o debate sobre limites entre atuação judicial e controle político.
| Aspecto | Detalhe |
|---|---|
| Local | Alameda das Bandeiras, em frente ao Congresso Nacional (Brasília) |
| Convocação | Partido Novo |
| Principais presentes | Romeu Zema; Sebastião Coelho; moradores do DF |
| Assunto do julgamento | Relatórios da PF sobre mensagens entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro |
Em Brasília, atos como este costumam concentrar atenção de servidores públicos, parlamentares e moradores do entorno do Congresso. Ainda que o gesto de protesto ocupe um espaço pontual na capital, as decisões tomadas no STF sobre o episódio terão efeitos além da cena local, influindo em discussões sobre a credibilidade do Judiciário, a relação entre poderes e a resposta institucional a acusações de irregularidade.
As manifestações prosseguiram em tom pacífico até o início da sessão extraordinária no STF. A resposta oficial do tribunal ao protesto e o posicionamento formal sobre as alegações serão conhecidos ao longo do dia, conforme o andamento do julgamento.