O Distrito Federal anunciou, nesta sexta-feira (23), um esquema reforçado de segurança para o segundo turno das eleições de 2026, que inclui o fechamento da Praça dos Três Poderes e bloqueios na Esplanada dos Ministérios. As medidas começam no sábado (24), a partir das 10h, e a reabertura está prevista para a segunda-feira (26).
Operação, efetivo e pontos de votação
Segundo o secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Alexandre Patury, o efetivo será ampliado e contará com mais de 5 mil policiais militares nas ruas. A logística prevê a presença de dois agentes em cada um dos 614 pontos de votação cadastrados no DF, além de reforço no monitoramento por câmeras e por drones.
O principal bloqueio será montado nas proximidades da Catedral de Brasília, na altura das vias L2 Norte e L2 Sul. O perímetro inicialmente definido poderá ser ampliado caso ocorram aglomerações ou novas avaliações de risco pelas forças de segurança.
"Claro que não vamos ser ingênuos, qualquer um que abra as redes sociais vê pessoas manifestando que não aceitarão o resultado de um ou de outro, como se isso fosse possível, como se a democracia fosse declinar a manifestação isolada de A ou B na internet. Toda vez que essas manifestações ocorrem de forma pública, nós fazemos a avaliação de risco".
Coordenação entre órgãos e impacto no trânsito
Além da Polícia Militar, o Supremo Tribunal Federal (STF) também informou que reforçou a segurança para o segundo turno. Órgãos de trânsito poderão instalar barreiras e desvios temporários, conforme a movimentação de pessoas e veículos durante o fim de semana. O governo do Distrito Federal orientou motoristas a planejarem deslocamentos com antecedência e a utilizarem rotas alternativas para evitar pontos de bloqueio.
O secretário Patury afirmou que, até o momento, as forças de segurança não identificaram ameaças "consolidadas, graves e críveis" que justificassem um aumento ainda maior no estado de atenção, mas ressaltou que manifestações nas redes sociais estão sendo monitoradas e avaliadas como eventuais sinais que exigem análise contínua.
Período de alerta e agenda pública
Segundo a administração local, a estrutura de segurança do Distrito Federal permanecerá em alerta pelo menos até o dia 10 de janeiro de 2027. As medidas têm caráter preventivo e visam garantir a normalidade da votação e a segurança de servidores, eleitores e público em geral.
Na programação política da capital para o sábado, a governadora do DF, Celina Leão (PP), e o candidato Leandro Grass (PT) realizarão atos de campanha na cidade. A circulação prevista de apoiadores nas proximidades da Esplanada está entre os fatores que motivaram a definição do perímetro de bloqueio e das operações de inteligência.
O que o cidadão precisa saber
Eleitores e moradores devem observar as seguintes orientações divulgadas pela administração local:
- Evitar deslocamentos pela Esplanada dos Ministérios entre sábado (24) e segunda (26), especialmente a partir das 10h do sábado;
- Planejar rotas alternativas e antecipar deslocamentos que possam coincidir com horários de maior movimento;
- Respeitar barreiras temporárias e orientações dos agentes de trânsito e de segurança;
- Denunciar atos que caracterizem risco à ordem pública às autoridades competentes.
A Secretaria de Segurança Pública reforçou que monitoramento por câmeras e drones tem caráter preventivo e de apoio à tomada de decisão das forças em campo. Qualquer alteração no esquema poderá ser comunicada em tempo real pelas autoridades responsáveis.
| Medida | Período |
|---|---|
| Fechamento Praça dos Três Poderes | 24/10 a 26/10 (a partir das 10h do dia 24) |
| Efetivo policial | Mais de 5.000 agentes |
| Pontos de votação com policiamento | 614 (2 policiais por ponto) |
| Alerta da segurança | Até, pelo menos, 10/01/2027 |
As autoridades mantêm a avaliação de risco contínua e dizem estar preparadas para ampliar o perímetro ou modificar ações conforme a evolução das movimentações. A medida reafirma o esforço do governo do Distrito Federal em compatibilizar o exercício do direito de manifestação com a necessidade de preservação da ordem pública e da segurança dos processos eleitorais.