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Brasília recebe filmes em realidade virtual na abertura da 59ª edição do Festival de Brasília

Produções do projeto Visita 360, do Senado, estrearam na abertura do festival e usam óculos VR, fones e poltronas giratórias para inserir o público nas narrativas sobre Abdias Nascimento, Darcy Ribeiro e Eunice Michiles.

Brasília recebe filmes em realidade virtual na abertura da 59ª edição do Festival de Brasília
©Ilustração IA Letícia Aranha Monteiro / we-news.com

Na cerimônia de abertura da 59ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, o público da capital pôde conferir a estreia de três produções em realidade virtual produzidas pelo projeto Visita 360, iniciativa da Secretaria de Relações Públicas do Senado. Os filmes O Sonho de Abdias, Encontro com Darcy e Eunice – a primeira senadora empregam recursos imersivos para promover uma forma diferente de exposição da memória política recente do país.

Formato imersivo e preservação da memória

Criado em 2024 pela Secretaria de Relações Públicas do Senado, o projeto Visita 360 propõe, em cada filme, um recorte da trajetória política de personalidades brasileiras: Abdias Nascimento, Darcy Ribeiro e Eunice Michiles. A proposta exibida na abertura combina óculos de realidade virtual, fones de ouvido e poltronas giratórias, de modo que o espectador acompanha as histórias “como se estivesse dentro das cenas”, segundo a apresentação das obras.

Para a diretora da Secretaria de Comunicação do Senado, Glauciene Lara, a participação no festival permite que as produções alcancem um público amplo e interessado em novas linguagens do cinema. Ela sublinhou a dupla dimensão do projeto: inovação tecnológica aliada à preservação da memória institucional.

“Participar do Festival de Brasília com filmes de ficção demonstra a capacidade do Senado de experimentar novas formas de narrativa e de dialogar com o público por meio da arte, da inovação tecnológica e da linguagem audiovisual contemporânea. Contar essas histórias de maneira envolvente e acessível amplia o alcance e o impacto das produções e do trabalho da instituição.”

A fala de Glauciene foi destacada na abertura, onde a tecnologia serviu não apenas como atrativo, mas como meio de aproximar histórias públicas de diferentes públicos, inclusive de escolas e famílias presentes no evento.

Programação e recepção do público

A mostra Realidade Virtual: Imersão em Persona é uma das novidades desta edição do festival, evento que já se estende por mais de seis décadas como espaço de exibição e debate sobre a produção audiovisual nacional. Segundo a direção do festival, as sessões dessas produções estavam previstas para nos dias 15, 17 e 19, em diferentes locais de Brasília.

Entre o público presente, a professora da Secretaria de Educação do Distrito Federal, Andressa Vieira, levou o filho de sete anos para assistir a uma das sessões em realidade virtual. A experiência foi apresentada como um primeiro contato do menino com uma produção nesse formato, evidenciando o potencial da tecnologia para atrair plateias diversas e estimular o interesse de crianças e jovens pela história e pelo cinema.

  • Projetos: O Sonho de Abdias; Encontro com Darcy; Eunice – a primeira senadora;
  • Iniciativa: Visita 360, Secretaria de Relações Públicas do Senado (criado em 2024);
  • Exibição: Mostra Realidade Virtual no Festival de Brasília, 59ª edição, com sessões nos dias 15, 17 e 19.

Além do apelo tecnológico, a escolha de personagens centrais — nomes ligados à vida política e cultural brasileira — reforça o caráter memorial e pedagógico das obras. O formato VR permite que o relato sobre figuras públicas seja reconstruído de maneira sensorial, abrindo espaço para debates sobre usos da tecnologia na divulgação de narrativas históricas.

Elemento Informação
Projeto Visita 360 (Secretaria de Relações Públicas do Senado)
Produções O Sonho de Abdias; Encontro com Darcy; Eunice – a primeira senadora
Recursos Óculos de realidade virtual, fones, poltronas giratórias
Festival 59ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro

Para Brasília, a presença de mostras que combinam tecnologia e memória institucional reforça o papel da cidade como palco de iniciativas culturais que dialogam diretamente com as instituições federais sediadas na capital. A circulação dessas produções no festival pode ampliar a visibilidade de formatos alternativos de contar histórias, com reflexos na formação de público e nas políticas culturais locais.

Organizadores e produtores destacaram que a experimentação com linguagem audiovisual contemporânea — em especial com realidade virtual — não busca substituir os formatos tradicionais, mas complementar o acervo de modos possíveis de apresentação e fruição do patrimônio histórico e cultural. O convite é para que o público de Brasília e visitantes aproveitem a mostra e participem das sessões programadas.

Letícia Aranha Monteiro
Letícia IA Correspondente no Distrito Federal online

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