A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), por meio do Batalhão de Aviação Operacional (Bavop), realizou nesta quarta-feira uma demonstração dos equipamentos que serão empregados para monitorar o segundo turno das eleições, marcado para domingo. Ao todo, 15 drones vão operar em pontos de votação no Distrito Federal com o objetivo de detectar crimes eleitorais e reforçar a presença da corporação durante o pleito.
Modelos e capacidades
Durante a apresentação, foram exibidos três modelos que compõem a frota a ser utilizada: o Mavic 3T (pequeno porte), o Matrice 30T (porte intermediário) e o Matrice 400RTK (grande porte). A PMDF informou que alguns desses aparelhos conseguem alcançar até 10 km de distância e capturar imagens com definição elevada, permitindo vigilância a longa distância.
| Modelo | Porte | Alcance informado |
|---|---|---|
| Mavic 3T | Pequeno | Não especificado |
| Matrice 30T | Intermediário | Não especificado |
| Matrice 400RTK | Grande | Até 10 km |
Observação: a corporação informou que um único aparelho chega a custar, em média, R$ 250 mil.
Finalidade operacional e seleção de locais
A finalidade declarada é identificar e documentar infrações como boca de urna, distribuição de material de campanha (os chamados "santinhos"), manifestações e outras irregularidades durante o dia de votação. Segundo a PMDF, os locais que serão monitorados foram definidos a partir de um levantamento conjunto com o Tribunal Regional Eleitoral (TRE), que considerou dados do primeiro turno e fatores como concentração de eleitores e histórico de ocorrências.
“É possível decolar do Guará 2 e conseguir enxergar perfeitamente a Torre de TV, por exemplo”, afirmou o tenente Gutemberg durante a demonstração.
A major Talita, também da corporação, explicou que o mapeamento levou em conta não apenas a incidência criminal, mas o grau de sensibilidade das seções eleitorais, permitindo uma atuação estratégica para garantir maior presença da PMDF onde o risco é considerado superior.
Vantagens e limitações do uso de drones
Para a corporação, os veículos aéreos não tripulados reduzem o desgaste e o tempo de deslocamento das equipes em solo, permitindo atuação mais rápida e cobertura ampliada de áreas extensas. As imagens capturadas servirão para subsidiar ações imediatas e também como registro para eventual responsabilização administrativa ou criminal.
- Objetivo principal: detecção de crimes e ilícitos eleitorais;
- Cobertura prevista: 15 drones distribuídos em pontos sensíveis do DF;
- Coordenação: Batalhão de Aviação Operacional em parceria com o TRE-DF;
- Limitação técnica: operação depende de condições climáticas e restrições de espaço aéreo.
Aspectos legais e transparência
O emprego de drones em operações policiais envolve questões legais sobre privacidade e direito à imagem. No âmbito das eleições, a atuação da PMDF será realizada em articulação com a Justiça Eleitoral, segundo informou a corporação, com o propósito de coibir infrações sem interferir no exercício do voto nem no sigilo eleitoral. A seleção prévia dos locais e o uso de tecnologia visam, conforme a corporação, aumentar a sensação de segurança dos eleitores e facilitar a pronta resposta a ilícitos.
Impacto para o eleitor
Para o cidadão, a presença de drones pode significar maior vigilância e registro mais ágil de irregularidades no entorno das seções eleitorais. A expectativa das autoridades é que a tecnologia desencoraje práticas como pressão ao eleitor e distribuição ilegal de material de campanha, contribuindo para um pleito mais calmo e dentro das normas. Ao mesmo tempo, a PMDF deverá zelar para que a captação de imagens observe limites legais, preservando a integridade do processo eleitoral.
As operações com drones no domingo estarão integradas à escala de policiamento do Tribunal Regional Eleitoral e à logística do Bavop. A corporação informou que as ações são parte de um conjunto de medidas para garantir a ordem e a legalidade durante o segundo turno no Distrito Federal.