Na sequência da última reunião do executivo municipal, a Câmara de Ourém aprovou a abertura do concurso público para a construção de um acesso mecânico que liga a vila medieval ao castelo. O projeto, cujo valor estimado é de 2,5 milhões de euros, integra ainda trabalhos de estabilização da encosta contígua à sede da Junta de Freguesia de Nossa Senhora das Misericórdias.
Objetivos e financiamento
Segundo a deliberação da autarquia, a intervenção conta com financiamento comunitário na ordem dos 1,7 milhões de euros e prevê um prazo de execução de 18 meses. A Câmara sublinha que a obra pretende melhorar as condições de acessibilidade no centro histórico, beneficiando igualmente os residentes, ao mesmo tempo que actua sobre patologias identificadas no edifício e na encosta junto à junta de freguesia.
«será determinante para dotar este centro histórico de melhores condições de acessibilidade, não só para visitantes, mas também para moradores»
O projeto não se limita ao equipamento mecânico: está prevista uma intervenção abrangente no espaço público envolvente, com arranjos exteriores e obras de estabilização que visam assegurar a segurança da área e reduzir riscos associados à degradação da encosta.
O que está previsto construir
De acordo com a informação disponibilizada pelo município, o acessro mecânico incluirá os seguintes elementos:
- Elevador com plataformas de partida e chegada;
- Estrutura metálica e carril;
- Arranjos exteriores com estacionamentos, muros de suporte e praça pública;
- Passeios e ligação à via pública;
- Instalações sanitárias de apoio;
- Trabalhos de estabilização da encosta junto à sede da Junta de Freguesia de Nossa Senhora das Misericórdias.
A autarquia adianta também que o projeto prevê articulação com o serviço de transporte urbano TUFO e a disponibilização de bicicletas eléctricas, numa lógica de promoção da mobilidade suave e de redução da circulação automóvel no núcleo histórico.
Impactos previsíveis para a cidade
O investimento visa, segundo a Câmara, não só facilitar o acesso de visitantes ao núcleo histórico e ao castelo, mas igualmente criar condições para a redução do trânsito automóvel na vila medieval, preservando o património existente e melhorando a qualidade do espaço público. A estabilização da encosta é apresentada como uma obra prioritária, face às «várias patologias que urge resolver» naquele troço urbano.
Este tipo de equipamento pode alterar a dinâmica de circulação e permanência na área histórica: além da componente de acessibilidade, a articulação com o serviço de transportes e a oferta de bicicletas eléctricas sugerem uma estratégia municipal orientada para um modelo de turismo mais sustentável e para a promoção da mobilidade suave.
Prazos e passos seguintes
Com o concurso agora aberto, o procedimento público deverá anteceder a adjudicação e o início da obra, cuja duração contratual foi fixada em 18 meses. A Câmara não detalhou no comunicado o calendário preciso do concurso nem os critérios de seleção das propostas, apenas referindo o montante global e a comparticipação comunitária obtida.
| Elemento | Valor/Descrição |
|---|---|
| Orçamento estimado | 2,5 milhões de euros |
| Financiamento comunitário | 1,7 milhões de euros |
| Prazo de execução | 18 meses |
Os detalhes finais sobre o traçado, compatibilização patrimonial e soluções técnicas para a estabilidade da encosta deverão constar do caderno de encargos do concurso. A proximidade da intervenção com a sede da Junta de Freguesia de Nossa Senhora das Misericórdias torna necessário um acompanhamento atento dos trabalhos para minimizar incómodos aos moradores e aos serviços locais.
Na vila medieval, a expectativa municipal é a de combinar conservação do património com melhoria da acessibilidade, oferecendo uma alternativa ao uso do automóvel e potenciando o castelo como pólo de atração turística em condições de segurança e conforto para quem vive e visita Ourém.