Em Seixal, dezenas de alunos que vão ingressar no 7.º ano no próximo ano lectivo ainda não têm escola atribuída, conforme denunciaram esta segunda-feira vários encarregados de educação que se concentraram junto à Escola Básica de Vale de Milhaços. A situação acontece a pouco mais de um mês do arranque das aulas e mantém famílias sem certezas sobre o percurso escolar dos filhos.
Protesto e exigência de respostas
Perante a falta de respostas e a proximidade do início das aulas, pais e encarregados de educação marcaram presença junto às instalações da escola, reclamando uma solução imediata. Segundo os manifestantes, os alunos afetados não obtiveram colocação em nenhuma das cinco escolas que tinham indicado como preferência no processo de matrícula.
«Neste momento, os nossos alunos não têm escola», afirmou Carlos Santos, um dos encarregados de educação presente na concentração.
O sentimento entre os presentes foi de inquietação e decepção. Vários encarregados relataram terem tentado obter esclarecimentos junto da Agência para a Gestão do Sistema Educativo (AGSE) sem sucesso, e que a comunicação com as entidades responsáveis tem sido insuficiente.
Contactos com a autarquia e responsabilidades
A situação já foi levada à Câmara Municipal do Seixal. Na semana passada, os pais reuniram-se com o presidente e vereadores da autarquia para expor o problema e procurar alternativas para a colocação dos alunos. Apesar desse contacto, as famílias dizem continuar sem garantias de que os filhos terão escola a tempo do início do ano lectivo.
A falta de colocação em escolas preferenciais, aliada à ausência de alternativas imediatas comunicadas pela AGSE, é apontada pelos encarregados de educação como a principal razão para a inquietação. Os pais questionam, ainda, os critérios e os prazos do processo de atribuição de vagas, bem como a capacidade das entidades em garantir uma solução em tempo útil.
Impacto e preocupação local
Para além do problema logístico — transporte, organização familiar e adaptação dos alunos a novas turmas —, os encarregados de educação alertam para o impacto psicológico nos jovens, que encaram o período pré‑lectivo com incerteza. A falta de uma resposta clara das entidades competentes agrava a ansiedade das famílias num momento em que deveriam estar a ultimar a preparação para o novo ano escolar.
- Problema identificado: dezenas de alunos do 7.º ano sem colocação.
- Preferências indicadas: cinco escolas preferenciais no processo de matrícula.
- Ações tomadas: reunião com a Câmara Municipal do Seixal e concentração junto à Escola Básica de Vale de Milhaços.
Na ausência de dados oficiais detalhados divulgados publicamente sobre o número exacto de alunos não colocados ou sobre as razões técnicas das não colocações, as reivindicações dos encarregados de educação centram‑se na exigência de transparência e de soluções imediatas. A autarquia foi informada e contactada, mas ainda não foram anunciadas medidas concretas que assegurem a integração destes alunos antes do início das aulas.
| Elemento | Informação conhecida |
|---|---|
| Nível escolar | 7.º ano |
| Alunos afetados | Dezenas (não quantificadas publicamente) |
| Escolas preferenciais | Cinco indicadas no processo de matrícula |
| Ações dos pais | Concentração junto à escola; reunião com presidente e vereadores da Câmara |
Moradores e encarregados de educação ouvidos no local apelaram à intervenção célere da AGSE e da autarquia, pedindo que sejam disponibilizadas vagas adicionais ou realocadas turmas de forma a evitar que os alunos comecem o ano lectivo sem escola atribuída. A exigência é também de maior clareza nos critérios de colocação e na comunicação entre as entidades e as famílias.
Enquanto não chega uma resposta oficial que esclareça números e soluções, a comunidade escolar de Vale de Milhaços e arredores prepara‑se para acompanhar de perto os desenvolvimentos. Para muitos pais, a próxima semana será decisiva para perceber se os prazos administrativos permitirão uma solução antes de setembro.
Esta situação coloca Seixal perante um desafio logístico e administrativo que terá repercussões imediatas no quotidiano das famílias e na organização das escolas locais. O acompanhamento atento da Câmara e da AGSE será determinante para mitigar os efeitos desta incerteza e assegurar que os alunos possam iniciar as aulas com normalidade.