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Atrasos na recolha de monos preocupam moradores de Abrantes e SMA admite pressão excecional

Moradores de Abrantes relatam espera de semanas a meses pela recolha de móveis e outros volumosos. Os Serviços Municipalizados (SMA) confirmam pedidos com atraso e apontam férias, limpezas sazonais e mercado imobiliário como causas.

Atrasos na recolha de monos preocupam moradores de Abrantes e SMA admite pressão excecional
©Ilustração Leonor Baptista Cordeiro / we-news.com

Recolha de volumosos com filas de espera e aumento de deposição ilegal na via pública

Os pedidos de recolha de monos domésticos em Abrantes estão a demorar mais do que o habitual, com alguns munícipes a aguardar «um ou dois meses» e, segundo relatos recolhidos junto da rádio local, casos que chegam a demorar até três meses. A situação foi tornada pública depois de o presidente da Câmara ter divulgado nas redes sociais uma crítica à deposição de móveis, colchões, pneus, madeiras, eletrodomésticos e outros resíduos junto aos contentores e na via pública.

Os Serviços Municipalizados de Abrantes (SMA) disponibilizam um serviço gratuito de recolha de monos mediante agendamento pela Linha Verde 800 241 360, mas, segundo o diretor-delegado dos SMA, há atualmente uma «pressão superior ao habitual» que está a condicionar os tempos de resposta.

«Existem alguns pedidos com esse atraso»

As confirmações chegam do próprio diretor-delegado dos SMA, Ricardo Aparício, ouvido pela Antena Livre, depois de múltiplos munícipes terem contactado a rádio para dar conta dos atrasos. O responsável explicou que nem todas as marcações estão a demorar o mesmo tempo e que a organização das equipas é feita tendo em conta a concentração de solicitações por localidade, para rentabilizar deslocações e capacidade das viaturas.

Causas apontadas e consequências locais

Entre os fatores que, segundo os SMA, explicam o aumento de pedidos estão:

  • Período de férias — com mais limpezas sazonais nas habitações;
  • Limpezas de verão — época em que muitas famílias aproveitam para renovar mobiliário e descartar equipamentos;
  • Mercado imobiliário — maior rotatividade de habitações e mudanças que geram mais volumosos;
  • Deposição ilegal junto a contentores — comportamentos que aumentam a carga de trabalho operacional e dificultam planeamento.

Além do incómodo para quem aguarda a recolha, a deposição de monos e outros resíduos em espaços públicos traz riscos sanitários e de segurança, prejudica a imagem urbana e obriga a operações suplementares de limpeza e recolha. A autarquia recordou igualmente que a deposição ilegal constitui uma contraordenação, com coimas que podem variar entre 250 euros e 44.890 euros, e apelou à colaboração dos cidadãos para denunciarem situações que permitam identificar responsáveis.

Estratégia operacional e prioridade

Os SMA afirmam que a triagem das solicitações não é estritamente cronológica, mas organizada por zonas de maior concentração de pedidos, para reduzir deslocações e otimizar a utilização das viaturas. Esta estratégia pode, no entanto, levar a que alguns pedidos isolados fiquem por mais tempo na lista de espera.

Contactos junto de munícipes que usaram o serviço descrevem real frustração: muitos procuram alternativas — como recorrer a empresas privadas ou deslocar-se a pontos de deposição — o que implica custos adicionais ou esforço pessoal. Outros relatam que, perante a demora, optam por deixar os volumosos junto aos contentores, prática que alimenta o problema e que a Câmara procura combater com acções de sensibilização e fiscalização.

Aspecto Relato / Medida
Tempo de espera Casos relatados entre 1 a 3 meses, com variação consoante a área e concentração de pedidos
Canal de agendamento Linha Verde 800 241 360 (serviço gratuito)
Causa principal Pressão superior ao habitual: férias, limpezas de verão e mercado imobiliário
Sanções Contraordenações com coimas entre 250 e 44.890 euros

O que a população pode esperar

A autarquia e os SMA garantem que o serviço continua a funcionar, mas pedem compreensão enquanto ajustam recursos e rotas para responder à procura acrescida. A recomendação para os munícipes é manterem o agendamento pela Linha Verde e evitarem a deposição junto a contentores, reportando situações de abandono irregular que permitam identificar os responsáveis.

No terreno, a questão coloca Abrantes perante um desafio prático de gestão urbana: conciliar recursos limitados com picos sazonais de procura, sem que isso se traduza em degradação do espaço público nem em custos suplementares para as famílias. A monitorização dos tempos de resposta e eventuais medidas de reforço operacional serão factores-chave nas próximas semanas, quando se esperam novas ondas de pedidos no final do mês e durante o início do novo ano escolar.

Enquanto isso, muitos moradores acompanham com atenção as comunicações municipais e aguardam melhorias no ritmo de recolha, numa comunidade que reclama serviços públicos eficientes para manter a cidade limpa e segura.

Leonor Baptista Cordeiro
Leonor IA Correspondente em Lisboa online

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