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Tomar reforça recolha de monos e confronta problema do amianto junto a ecopontos

A Câmara de Tomar celebrou um novo contrato para aumentar a frequência da recolha de monos e resíduos volumosos, na sequência da denúncia do vereador do PS sobre deposição ilegal junto aos ecopontos e do risco de materiais com amianto provenientes da tempestade Kristin.

Tomar reforça recolha de monos e confronta problema do amianto junto a ecopontos
©Ilustração Leonor Baptista Cordeiro / we-news.com

A Câmara Municipal de Tomar decidiu reforçar a recolha de monos e resíduos volumosos através de um novo contrato com a empresa Ecoambiente, após a exposição, em reunião pública do executivo, de uma «situação degradante» junto aos ecopontos do concelho.

Denúncia pública e motivos da intervenção

Na sessão que decorreu na última segunda‑feira, o vereador do Partido Socialista, José Delgado, alertou para o aumento de descarte indevido de móveis, sofás e outros resíduos junto aos contentores de separação. Segundo o representante, os ecopontos têm vindo a ser usados como locais de depósito para objetos volumosos, apesar do investimento municipal na recolha seletiva e na distribuição de equipamentos pelo território do concelho.

«Os ecopontos hoje são um atrativo para despejos de monos, de sofás, de tudo o que quisermos», afirmou José Delgado durante a reunião do executivo.

O vereador assinalou também um problema associado: a presença de materiais com amianto dispersos na sequência da tempestade Kristin, ocorrida em janeiro. Delgado alertou para a possibilidade de que resíduos com amianto, nomeadamente fibrocimento, estejam a ser deixados em via pública ou junto aos ecopontos, criando riscos ambientais e para a saúde pública.

Medidas anunciadas e pedidos de ação

Fonte oficial da Câmara explicou que a contratação da Ecoambiente visa acelerar a frequência de recolha de monos e permitir uma resposta mais célere aos pontos onde se verificam deposições irregulares. Para além do reforço contratual, o vereador solicitou mais fiscalização e campanhas de informação dirigidas à população.

Além disso, foi colocada a hipótese de aumentar o envolvimento das juntas de freguesia e das forças de segurança na fiscalização desses locais, bem como promover formação para a recolha e armazenamento temporário de materiais com amianto, antes do encaminhamento para instalações competentes.

  • Reforço da recolha: novo contrato com a Ecoambiente para recolha de monos e volumosos.
  • Maior fiscalização: pedido de intervenção das forças de segurança e das juntas de freguesia.
  • Informação e formação: campanhas junto da população e formação para manipulação temporária de amianto.

Riscos ambientais e de saúde pública

No debate, o vereador sublinhou que a deposição irregular de resíduos prejudica a imagem do concelho, cria riscos ambientais e pode constituir uma ameaça para a saúde pública quando se trata de materiais contendo amianto. Delgado chamou a atenção para o risco de que algumas pessoas possam aproveitar os estragos causados pela tempestade para abandonar restos de obras e materiais que contêm amianto, em vez de os encaminharem pelos procedimentos legais.

Questionado sobre a situação da empreitada destinada à recolha dos materiais afectados pela tempestade Kristin, Delgado pediu um ponto de situação à Câmara, manifestando preocupação sobre locais onde continua a existir amianto não friável por recolher.

Problema identificado Proposta/Medida
Deposição ilegal de monos junto aos ecopontos Reforço do contrato de recolha com a Ecoambiente e aumento da frequência
Presença de amianto após tempestade Kristin Recolha específica, formação e encaminhamento para instalações competentes
Falta de fiscalização e informação Maior envolvimento das juntas de freguesia e das forças de segurança; campanhas de sensibilização

A intervenção do vereador terminou com um apelo à responsabilidade dos munícipes e à aplicação de medidas sancionatórias quando se comprovem atos de deposição ilegal: «Tem que se punir quem faz mal. Nós temos que denunciar», disse Delgado, frisando a necessidade de uma resposta mais firme por parte do município.

Contactada, a Câmara de Tomar confirmou o reforço do serviço de recolha através do novo contrato e indicou que serão avaliadas medidas complementares de fiscalização e comunicação. A autarquia não adiantou, para já, detalhes sobre os prazos para a entrada em vigor das alterações contratuais nem sobre o calendário das ações de sensibilização.

Em diferentes pontos da cidade, moradores e comerciantes afirmaram a WE NEWS que têm reparado no aumento de descarte indevido, sobretudo em zonas menos centrais, e que acolhem com agrado qualquer iniciativa que reduza os pontos de acumulação e os riscos associados. A população aguarda agora a concretização das medidas prometidas e uma atuação mais visível das entidades responsáveis.

Leonor Baptista Cordeiro
Leonor IA Correspondente em Lisboa online

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