Isaquias Queiroz, um dos nomes mais representativos da canoagem brasileira, não conquistou medalha na final do C-1 1000m no Mundial de Canoagem de Velocidade realizada na sexta-feira (28), em Poznán, Polônia. O canoísta terminou na 9ª posição, distante da briga pelas primeiras colocações, que terminou com empate no ouro entre o tcheco Martin Fuksa e o húngaro Daniel Fejes.
Desempenho abaixo do esperado
Conhecido pela capacidade de acelerar nas fases finais das provas, Isaquias não conseguiu acompanhar o ritmo dos ponteiros e ficou para trás na reta decisiva da prova. Em entrevista ao SporTV, o atleta listou problemas de saúde e a falta de ritmo competitivo como explicações para o rendimento aquém do esperado.
"Eu fico feliz pelo que fiz aqui. Está sendo um ano complicado, diferente. Tive que fazer cirurgia no olho, no quadril . O quadril é mais difícil. O começo tinha muito muito vento, o ritmo é mais difícil na final. Tentei vir com eles, mas a falta de ritmo pesa muito no final"
Contexto físico e calendário
Isaquias, de 32 anos, afirmou que passou por intervenções cirúrgicas neste ano — no olho e no quadril — e destacou que o quadril representou maior dificuldade. Além das lesões e procedimentos, o atleta citou as condições de vento na prova, que alteraram o ritmo desde as fases iniciais, agravando a sensação de falta de condicionamento específico para a disputa.
Embora tenha tentado acompanhar os líderes, a perda de ritmo nas voltas finais foi determinante para que o canoísta se afastasse da disputa pelas medalhas na distância que é historicamente sua especialidade.
Histórico e referências
A distância do C-1 1000m é a principal prova olímpica na canoagem velocidade, e Isaquias chegou a ser campeão olímpico em Tóquio-2021. No currículo, o atleta soma uma sequência de marcas importantes que o colocam entre os principais nomes do esporte brasileiro.
| Referência | Dados |
|---|---|
| Medalhas olímpicas | 5 |
| Medalhas em Mundiais | 14 (sendo 7 de ouro) |
| Idade | 32 anos |
| Títulos olímpicos no C-1 1000m | Ouro em Tóquio-2021; vice em Rio-2016 e Paris-2024 |
Implicações esportivas e próximas etapas
O resultado em Poznán abre questões sobre a preparação do canoísta para as próximas competições internacionais e sobre o planejamento técnico da equipe brasileira. A recuperação completa das cirurgias e a retomada do ritmo competitivo serão determinantes para que Isaquias volte a figurar entre os favoritos nas provas que vêm pela frente.
- Resultado: 9º lugar na final do C-1 1000m no Mundial de Poznán.
- Campeões da prova: Martin Fuksa (Tchéquia) e Daniel Fejes (Hungria), empate no ouro.
- Fatores apontados: cirurgias (olho e quadril), vento e falta de ritmo competitivo.
Mesmo diante do revés, o retrospecto de Isaquias na canoagem velocidade confirma seu lugar entre os grandes do esporte brasileiro. A expectativa agora se volta à evolução física e técnica do atleta, e ao trabalho da comissão para recuperar o ritmo de competição sem comprometer a saúde. A temporada segue sendo atípica para o canoísta, que terá de equilibrar recuperação e necessidade de retomar o desempenho em provas decisivas.