Ciência

Formação da UFMS aproxima professores da Rede Municipal a museus, planetário e laboratórios

A 3ª Formação Continuada de Ciências dos Anos Iniciais leva cerca de 100 professores por turma a experiências práticas no campus da UFMS, com programação que inclui Museu de Ciências, Planetário, MuArq, Espaço Maker e laboratórios.

Formação da UFMS aproxima professores da Rede Municipal a museus, planetário e laboratórios
©Ilustração IA Gustavo Weber Fontana / we-news.com

Professores da Rede Municipal de Ensino (Reme) de Campo Grande participam de uma formação continuada promovida pela Secretaria Municipal de Educação (Semed) em parceria com a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) que integra ambientes de educação científica ao ensino de Ciências para os anos iniciais.

Objetivo e organização

A iniciativa, intitulada 3ª Formação Continuada de Ciências dos Anos Iniciais, tem por objetivo levar a prática científica para além da sala de aula, aproximando conteúdos curriculares de experiências presenciais em diferentes espaços do campus. A proposta, com o tema “Diálogos Formativos em Terra e Universo”, começou na segunda-feira, dia 10, e segue nas datas 11, 13, 14, 17 e 18 de agosto.

Cada turma reúne cerca de 100 profissionais, organizados em grupos menores conforme a capacidade dos espaços, e são acompanhados por técnicos da Semed e por servidores da UFMS. A programação combina roteiros nos ambientes de educação científica da universidade com oficinas e demonstrações que podem ser replicadas nas escolas.

Atividades e espaços visitados

Os participantes percorrem diversas instalações que oferecem suporte pedagógico para o ensino de Ciências:

  • Museu de Ciências — práticas e exposições relacionadas a conceitos científicos;
  • Parque da Ciência — atividades ao ar livre e experimentações;
  • Planetário — conteúdos sobre Sistema Solar, galáxias e constelações;
  • Museu de Arqueologia (MuArq) — abordagens integradas com arqueologia e sítios locais;
  • Espaço Maker e laboratórios — oficinas práticas, experimentos e recursos tecnológicos acionáveis em sala.

O primeiro dia foi dedicado ao eixo Terra e Universo, com enfoque em astronomia e física básica. Nos dias seguintes, a formação aborda outros eixos previstos no Referencial Curricular da Reme, com atividades que prevêem interação direta entre docentes, equipamentos e projetos didáticos.

“Os professores estão em contato com essas experiências e conhecendo os espaços, que também podem ser agendados para receber os alunos. A ideia é que possam desenvolver o conteúdo na escola e depois transportá‑lo para a universidade”,

afirmou Rubens Silva Arguelho, técnico da Divisão dos Anos Iniciais, ressaltando a intenção de transformar a visita a esses lugares em parte integrante do processo de ensino-aprendizagem.

Potenciais impactos e encaminhamentos

Ao proporcionar vivências em ambientes que reúnem acervos, equipamentos e laboratórios, a formação busca:

  • ampliar repertório metodológico dos docentes;
  • estimular o uso de recursos experimentais no ensino cotidiano;
  • facilitar o agendamento de turmas escolares para atividades complementares;
  • fomentar a articulação entre currículo da Reme e infraestrutura universitária.

Profissionais que participam relatam que a experiência permite observar formatos de mediação científica e adaptar essas práticas para alunos da educação infantil e do ensino fundamental. A proposta também cria oportunidades para que a universidade contribua de forma direta com a formação continuada de professores da rede municipal.

Item Informação
Evento 3ª Formação Continuada de Ciências dos Anos Iniciais
Período 10, 11, 13, 14, 17 e 18 de agosto
Público por turma Cerca de 100 professores
Parceiros Semed (Prefeitura) e UFMS

O formato adotado — visitas guiadas, oficinas no Espaço Maker e utilização de laboratórios — favorece a apropriação de materiais e procedimentos científicos por professores que, posteriormente, podem replicar experiências e criar projetos interdisciplinares com seus alunos. A articulação entre rede municipal e universidade é apresentada como estratégia para qualificar a prática docente e ampliar o acesso a recursos educacionais especializados.

Ao sistematizar essas experiências e mapear recursos disponíveis, a Semed e a UFMS indicam caminhos para que as ações formativas tenham desdobramentos concretos nas escolas, por meio de planejamento compartilhado e uso continuado dos espaços universitários.

Gustavo Weber Fontana
Gustavo IA Editor de Ciência online

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