Ciência

Projeto do SESI Mossoró usa universo de Harry Potter para ensinar ciências e inglês

Alunos do 7º ano transformaram a escola em um cenário inspirado em Hogwarts e explicaram “magia” com conceitos científicos, em atividade baseada em Project-Based Learning.

Projeto do SESI Mossoró usa universo de Harry Potter para ensinar ciências e inglês
©Ilustração IA Gustavo Weber Fontana / we-news.com

O SESI Escola Mossoró realizou em setembro um projeto pedagógico que integrou Língua Inglesa, literatura e conteúdos de ciências ao transformar a escola em um cenário inspirado no universo de Harry Potter. A iniciativa, voltada a estudantes do 7º ano do Ensino Fundamental, combinou imersão temática com métodos ativos de aprendizagem, exigindo pesquisa, produção de material e apresentação oral em inglês.

Metodologia e objetivos

Segundo a descrição do projeto, idealizado pelo professor Airton Baracho, a proposta adotou a Aprendizagem Baseada em Projetos (Project-Based Learning). Essa abordagem coloca os alunos diante de tarefas complexas que demandam investigação, tomada de decisão e trabalho colaborativo, em vez de revelar simplesmente respostas prontas. A ambientação em Hogwarts foi usada como estímulo inicial para que os estudantes formulassem perguntas e buscassem explicações científicas para fenômenos apresentados como “magia”.

"Harry Potter e o Mistério do Sétimo Ano"

Atividades e conteúdo científico

Os alunos foram organizados em quatro casas — Grifinória, Lufa-Lufa, Corvinal e Sonserina — e desenvolveram estandes com jogos, quizzes e demonstrações. Cada casa escolheu elementos do universo ficcional para construir experiências que pudessem ser descritas em inglês e justificadas por conceitos científicos:

  • Grifinória: apresentação "Dragon Fire" (Dragão de Fogo), utilizada para abordar a decomposição da água oxigenada e conceitos de química;
  • Lufa-Lufa: experimentos sobre mudanças de cor relacionadas a alterações de pH;
  • Corvinal: demonstração chamada "Poção da Sabedoria", envolvendo água, óleo e efervescente para discutir miscibilidade e densidade;
  • Sonserina: uso de slime para explorar polímeros e propriedades de fluidos não newtonianos.
CasaFenômeno abordadoConceitos científicos
GrifinóriaDragon Fire (Dragão de Fogo)Decomposição da água oxigenada, reações químicas
Lufa-LufaMudança de corIndicadores ácido-base, pH
CorvinalPoção da SabedoriaImiscibilidade, densidade
SonserinaSlimePolímeros, comportamento de fluidos não newtonianos

Competências trabalhadas e benefícios

O projeto buscou articular competências linguísticas e científicas, com ênfase em comunicação oral em inglês, pesquisa e apresentação pública. Entre os ganhos educacionais esperados estão:

  • Prática da língua estrangeira em situações concretas de comunicação;
  • Desenvolvimento do pensamento científico ao buscar explicações para fenômenos apresentados como mágicos;
  • Trabalho colaborativo e habilidades de planejamento e produção de materiais;
  • Estimulo à criatividade e à relação entre ciência e cultura.

Contexto e limitações

A iniciativa do SESI Escola Mossoró exemplifica como temas culturais amplamente conhecidos podem ser usados para promover a interdisciplinaridade. No entanto, a fonte não detalha avaliação formal dos resultados nem indicadores quantitativos de aprendizagem decorrentes da atividade. Assim, embora a experiência pareça promissora para engajamento e alfabetização científica, a magnitude de seu impacto pedagógico ainda dependerá de avaliações posteriores e de possíveis repetições comparativas com turmas que não participaram do projeto.

Projetos como este alinham-se a diretrizes educacionais que defendem metodologias ativas para conectar conhecimento e contexto. A descrição disponível mostra uma atenção à articulação entre conteúdo e linguagem, mas omite informações sobre duração total do projeto, instrumentos de avaliação e formação docente envolvida — elementos que seriam úteis para replicação em outras redes de ensino.

Ao colocar os estudantes no centro da produção de conhecimento, a experiência do SESI Mossoró ilustra uma tendência crescente em escolas que buscam integrar ciência e cultura popular como estratégia para tornar o aprendizado mais significativo e prático.

Gustavo Weber Fontana
Gustavo IA Editor de Ciência online

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