O candidato ao Governo do Distrito Federal, Elisson Ferreira (Agir), afirmou nesta sexta-feira, durante sabatina promovida pela Rádio Metrópoles, que pretende reduzir o número de secretarias do GDF para, no máximo, 22 pastas e implantar medidas de transparência baseadas em tecnologia, denominadas por ele de "Governo de Vidro". As propostas foram apresentadas como parte de um conjunto de medidas para modernizar a administração pública local e melhorar entrega de serviços nas áreas de saúde, segurança e educação.
Gestão mais enxuta e tecnologia como ferramenta
Segundo Elisson, a redução do número de secretarias teria como objetivo tornar a administração mais objetiva e eficiente. Em sua avaliação, uma estrutura administrativa menor permitiria maior coordenação entre as políticas públicas e redução de sobreposição de funções.
Na entrevista, o candidato fez da tecnologia um eixo central de seu discurso, propondo a instalação de painéis em locais de grande fluxo para detalhar dados públicos. Ele citou como pontos de exibição o Palácio do Buriti, a Residência Oficial do Governador e o CENTRAD, onde seriam divulgados gastos, arrecadação diária e contratos, entre outras informações.
“O governo precisa colocar o que está sendo gasto e em qual área. Vamos espalhar painéis em locais com grande fluxo, como no Palácio do Buriti, na Residência Oficial do Governador e no CENTRAD, com transparência mostrando os gastos, arrecadação diária, contratos, entre outros temas”.
Segurança, educação e saúde na pauta
Durante a sabatina, Elisson afirmou que pretende transformar Brasília em referência nas áreas de saúde, segurança e educação, sempre com ênfase no uso de ferramentas digitais para aprimorar a gestão. Na área de segurança pública, o candidato destacou a intenção de realizar concursos públicos como estratégia para reduzir o déficit de profissionais nas corporações locais.
O discurso combina dois vetores: racionalização administrativa através da redução de pastas e ampliação da transparência por meio da tecnologia. A proposta do “Governo de Vidro” busca responder a demandas por maior prestação de contas da administração pública, enquanto a redução de secretarias pretende, segundo o candidato, evitar burocracia excessiva e aprimorar a execução orçamentária.
Detalhes da proposta
Da declaração disponível da sabatina, os pontos centrais anunciados foram:
- Limitação do número de secretarias a um máximo de 22 pastas;
- Instalação de painéis em locais públicos de grande circulação para divulgar gastos, arrecadação e contratos;
- Uso ampliado de tecnologia para monitoramento e gestão de serviços públicos;
- Realização de concursos para reduzir déficit de profissionais na segurança pública.
| Proposta | Descrição |
|---|---|
| Redução de secretarias | Limitar para, no máximo, 22 pastas com objetivo de gestão mais enxuta |
| Governo de Vidro | Painéis públicos em locais institucionais para divulgação de gastos e contratos |
| Concursos na segurança | Realizar seleções para diminuir o deficit de policiais |
O candidato também defendeu que a tecnologia deve ser aliada da gestão pública para melhorar a prestação dos serviços. Na sabatina, Elisson afirmou que uma gestão integrada por meio de plataformas digitais poderia facilitar o acompanhamento por parte dos cidadãos e otimizar processos internos.
Contexto e possíveis implicações
Propostas que alteram a estrutura administrativa têm efeito direto sobre o funcionamento do Executivo local e sobre servidores. Qualquer alteração no número de secretarias envolve estudos legais, possíveis remanejamentos orçamentários e mudanças de atribuições que, na prática, dependem de decreto ou projeto de lei conforme a legislação local. A transparência proposta por meio de painéis públicos pode ampliar o acesso à informação, mas sua efetividade dependerá de detalhamento técnico e operacional que ainda não foi apresentado na sabatina.
Nos próximos dias, é esperado que outros candidatos também apresentem suas propostas de organização administrativa e transparência, permitindo uma comparação mais ampla entre programas de governo para a eleição no Distrito Federal. A discussão sobre o tamanho do Estado, eficiência e mecanismos de controle social segue sendo central para os eleitores que buscam alternativas para o funcionamento do GDF.
Reportagem em Brasília.