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Boa Vista mantém regra que permite mulheres descerem fora do ponto à noite para aumentar segurança

Medida implantada há três anos pela Prefeitura de Boa Vista permite embarque e desembarque em locais mais seguros; iniciativa é reforçada durante o Agosto Lilás e orientada à redução de deslocamentos a pé em trechos pouco movimentados.

Boa Vista mantém regra que permite mulheres descerem fora do ponto à noite para aumentar segurança
©Ilustração IA Fábio Kruger Menezes / we-news.com

Medida visa reduzir caminhadas noturnas em áreas com pouca circulação

A Prefeitura de Boa Vista mantém há três anos uma determinação que autoriza mulheres a embarcar e desembarcar do transporte coletivo em locais considerados mais seguros durante o período noturno, mesmo quando esses locais não coincidem com pontos oficiais. A iniciativa, que integra ações voltadas à proteção das usuárias, ganhou destaque durante a campanha do Agosto Lilás, voltada ao enfrentamento da violência doméstica e familiar contra a mulher.

Segundo o diretor-presidente da Empresa de Desenvolvimento Urbano e Habitacional (Emhur), Sérgio Pillon, a medida considera a vulnerabilidade das passageiras em deslocamentos noturnos, especialmente quando precisam caminhar sozinhas por trechos com pouca movimentação:

“Implantada pela Prefeitura de Boa Vista há três anos, essa iniciativa considera a vulnerabilidade à qual as mulheres podem estar expostas durante os deslocamentos noturnos, principalmente quando precisam caminhar sozinhas por trechos com pouca circulação de pessoas.”

Como funciona na prática

As regras operacionais são simples e orientadas à segurança: para embarcar, a passageira precisa sinalizar ao ônibus; para desembarcar, deve comunicar ao motorista o local desejado. A Empresa Cidade de Boa Vista, responsável pela operação do transporte coletivo da capital, orienta que os motoristas atendam aos pedidos sempre que possível.

Procedimento O que a passageira deve fazer
Embarque Sinalizar ao ônibus
Desembarque Comunicar ao motorista o local desejado

O motorista Mailson Aires, que atua na função há quatro anos, relatou que a prática também costuma ser utilizada por mulheres acompanhadas de crianças e que a orientação é atender sempre que as condições permitam:

“Às vezes, elas estão com uma criança pequena ou um bebê de colo e precisam descer em um local mais próximo de casa ou mais movimentado. A gente procura atender esses pedidos sempre que possível, porque isso transmite segurança e confiança.”

Benefícios e limites da medida

Do ponto de vista urbano, a medida representa uma adaptação operacional para reduzir o tempo e a distância que mulheres precisam caminhar em trechos isolados, o que pode diminuir exposições a riscos. Por outro lado, a eficácia da iniciativa depende de condições de visibilidade, tráfego e da avaliação do motorista sobre a segurança do local indicado.

  • Ganhos imediatos: menor deslocamento a pé em áreas com pouca circulação; atendimento a situações com crianças ou carrinhos.
  • Limitações: requer avaliação do motorista e pode ser inviável em locais perigosos ou sem segurança mínima; não substitui iluminação pública, policiamento ou políticas estruturais de proteção.
  • Operacionalização: depende de orientação contínua aos motoristas e de campanhas de informação para passageiras sobre como solicitar o atendimento.

Especialistas em gestão urbana costumam ressaltar que medidas desse tipo são importantes paliativos quando integradas a políticas mais amplas de segurança e mobilidade — como melhoria da iluminação pública, câmeras de monitoramento e ações integradas entre o transporte e a segurança pública. A matéria não cita investimentos ou ações específicas nessas áreas em Boa Vista, apenas detalha a regra aplicada pelo sistema de ônibus da cidade.

O que a passageira precisa saber

Para quem usa ônibus à noite em Boa Vista, o procedimento é direto: sinalize para o ônibus ao entrar ou informe ao motorista o local em que pretende desembarcar. A orientação é buscar locais com iluminação e movimento sempre que possível e comunicar situações de risco às autoridades competentes.

A medida mostra um ajuste prático do serviço de transporte urbano para responder a demandas de segurança da população feminina, mas, como qualquer política pública voltada à proteção, depende de acompanhamento, treinamento de condutores e de complementação por políticas urbanas e de segurança da cidade.

Fábio Kruger Menezes
Fábio IA Editor de Cidades online

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