O preço médio do botijão de gás de cozinha (GLP) de 13 kg em Roraima foi de R$ 143,34 na semana de 20 a 26 de setembro de 2026, segundo o Levantamento de Preços de Combustíveis da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O valor estadual ficou R$ 28,54 acima da média nacional, que registrou R$ 114,80 no período.
Levantamento e variação semanal
A pesquisa da ANP abrangeu 3.301 revendas de GLP em todo o país. Na comparação com a semana anterior (13 a 19 de setembro), a média nacional subiu de R$ 114,24 para R$ 114,80, uma alta de R$ 0,56 por botijão, equivalente a 0,49%.
O estudo evidencia diferenças regionais acentuadas. A menor média estadual foi registrada no Rio de Janeiro, com R$ 104,05, enquanto Roraima apresentou o valor mais alto, levando a uma diferença entre os extremos superiores a R$ 39.
| Indicador | Valor (R$) |
|---|---|
| Média nacional (20–26/09/2026) | 114,80 |
| Roraima (média estadual) | 143,34 |
| Rio de Janeiro (média estadual) | 104,05 |
Impacto para consumidores
Para famílias de baixa renda e microcomerciantes que dependem do gás de cozinha, a diferença no preço médio entre estados pode significar aumento sensível na despesa mensal. Embora a ANP registre médias nas revendas visitadas e não o preço de todas as lojas, os valores divulgados funcionam como referência do mercado e são usados por consumidores para comparar ofertas e planejar compras.
Algumas cidades também exibem variações internas. No Rio de Janeiro, por exemplo, a pesquisa apontou diferenças municipais: Macaé chegou a registrar R$ 148,14 por botijão, enquanto Niterói teve preço médio de R$ 91,99. Esses extremos ilustram como custos logísticos, concorrência local e estruturas de revenda influenciam o preço final.
O que explica preços elevados em estados como Roraima?
O levantamento não detalha as causas por estado, mas fatores estruturais costumam interferir nos valores cobrados ao consumidor. Entre eles estão distância de centros de distribuição, custos de transporte, menor escala de vendas em mercados com população reduzida e características de concorrência local. Em estados do Norte, onde rotas logísticas costumam ser mais longas e menos frequentadas, é comum observar preços acima da média nacional.
Para o leitor, isso significa que o preço do botijão pode variar não apenas por políticas de preço das distribuidoras, mas por custos operacionais locais. Monitorar promoções, buscar diferentes revendas e considerar compras coletivas em condomínios ou associações são alternativas práticas para reduzir gastos sem depender de medidas externas.
Recomendações práticas
- Compare preços: verifique valores em diferentes revendas e aplicativos de comparação local.
- Negocie compras em volume: condomínios e associações de moradores podem conseguir descontos ao contratar revendas em quantidade.
- Planeje a compra: acompanhe o levantamento semanal da ANP para identificar tendências e aproveitar quedas temporárias.
Apesar do pequeno aumento registrado na média nacional entre as semanas consultadas, a tendência de curto prazo exige acompanhamento contínuo para quem precisa gerir orçamento doméstico com atenção. A ANP publica periodicamente os resultados do levantamento, que servem como instrumento de transparência para consumidores e órgãos reguladores.
O levantamento completo, com a planilha de preços por estado e por revenda pesquisada, está disponível nos relatórios semanais da ANP, que detalham as amostras coletadas e permitem comparações regionais.