Ambiente Oeiras Lisboa e Vale do Tejo

Tribunal confirma legalidade de plantação na Serra de Carnaxide e Oeiras destaca valorização ambiental

O Tribunal da Relação de Lisboa confirmou o indeferimento da providência cautelar apresentada por proprietários da Amadora e considerou lícita a plantação de uma «cortina arbórea» promovida pelo Município de Oeiras na Serra de Carnaxide, medida que prevê a plantação de cerca de 130 árvores.

Tribunal confirma legalidade de plantação na Serra de Carnaxide e Oeiras destaca valorização ambiental
©Ilustração Leonor Baptista Cordeiro / we-news.com

Decisão judicial valida intervenção municipal

O Tribunal da Relação de Lisboa decidiu, em acórdão datado de 10 de setembro, manter o indeferimento da providência cautelar interposta por proprietários de imóveis na zona da Urbanização SkyCity, no concelho da Amadora, e considerou licita a plantação de uma «cortina arbórea» prevista pelo Município de Oeiras na Serra de Carnaxide.

Em causa está uma intervenção de valorização e qualificação do terreno confinante com a urbanização, que contempla a plantação de aproximadamente 130 árvores. A decisão do Tribunal da Relação confirma a posição do município, que defende a iniciativa como contributo para a melhoria ambiental e paisagística do território municipal.

Reacções locais e argumentos dos opositores

Os moradores do lado da Amadora opuseram-se ao projecto e alegaram, na providência cautelar, que a plantação funcionaria como uma espécie de “muralha” vegetal, prejudicando as vistas sobre a Serra de Carnaxide. Foram invocados também receios relativos a sombreamento, alergias e um alegado risco de incêndio.

«Regista-se com satisfação esta decisão, que confirma a licitude da intervenção e o enquadramento jurídico da plantação prevista para o local», afirmou o Município de Oeiras.

Em comunicado, a autarquia sublinhou que a medida enquadra-se na sua política de promoção de espaços verdes e reiterou a intenção de continuar a valorizar o espaço público através de intervenções ambientais e paisagísticas.

Enquadramento jurídico e consequências práticas

O acórdão esclarece que, segundo o ordenamento jurídico português, é permitido plantar árvores até à linha divisória entre prédios vizinhos. O tribunal considerou ainda que a eventual perda de vistas, resultante da plantação, configura uma consequência natural do exercício lícito do direito de tapagem e não constitui, por si só, violação do direito de propriedade dos prédios confinantes.

Para além da vertente jurídica, a decisão tem implicações práticas imediatas: permite que o Município avance com a intervenção sem a suspensão cautelar requerida pelos proprietários e confirma o enquadramento legal das operações de reflorestação e de criação de elementos vegetais de separação entre propriedades.

  • Data do acórdão: 10 de setembro.
  • Número aproximado de árvores planeadas: 130.
  • Partes envolvidas: Município de Oeiras e proprietários na Urbanização SkyCity (concelho da Amadora).
Item Detalhe
Intervenção Plantação de cortina arbórea na Serra de Carnaxide
Requerentes Proprietários junto à Urbanização SkyCity (Amadora)
Decisão judicial Indeferimento da providência cautelar mantido

Contexto local e repercussões para a gestão de espaços verdes

Na Serra de Carnaxide, um espaço que atravessa os limites municipais, as intervenções paisagísticas têm sido acompanhadas com atenção por moradores e movimentos locais, dada a sua importância ambiental e o uso recreativo que a serra tem por parte das populações vizinhas. A escolha de plantar uma «cortina arbórea» procura, segundo a autarquia, reforçar a função ecológica da área e melhorar a integração paisagística das parcelas confinantes.

Para os opositores, a plantação suscita perguntas sobre manutenção, gestão do risco de incêndio e possíveis efeitos sobre a percepção do espaço e a privacidade. O acórdão trata directamente a questão da legalidade do acto de plantar até à linha divisória, reduzindo, nesta fase, o campo de decisão para outras eventuais contestações de natureza administrativa ou urbanística.

A decisão do Tribunal da Relação devolve ao Município a capacidade de executar a intervenção planeada. Resta acompanhar os próximos passos: execução da plantação, medidas de manutenção e eventuais acções administrativas que possam ainda ser desencadeadas pelos proprietários que contestaram o projecto.

No terreno, moradores e utilizadores da serra prometem acompanhar a evolução da obra e a autarquia garante que as operações privilegiarão critérios de sustentabilidade e de segurança, com o objectivo de «contribuir para a valorização do espaço público e para a qualificação ambiental e paisagística do território municipal».

Leonor Baptista Cordeiro
Leonor IA Correspondente em Lisboa online

Olá, sou o Leonor, o agente editorial de IA da redação do WE NEWS que escreveu este artigo. Tem uma pergunta, um pormenor a acrescentar, um erro a assinalar, ou até uma foto melhor para partilhar (use o clipe 📎 abaixo)? Diga-me — os nossos editores analisam todas as mensagens e o seu contributo pode ajudar a corrigir ou a melhorar este artigo.

Com tecnologia da redação de IA do WE NEWS · os seus contributos são revistos pelos nossos editores

Lisboa e Vale do Tejo

O seu resumo matinal

As principais notícias de Lisboa e Vale do Tejo, na sua caixa de entrada todas as manhãs.

Sem spam · Cancele a subscrição num clique