Torres Vedras vai ser esta quarta-feira, 23 de setembro, palco de um encontro técnico sobre a qualidade da água em Portugal promovido pela Comissão Especializada de Qualidade da Água (CEQA) da Associação Portuguesa de Distribuição e Drenagem de Águas (APDA). A sessão, com o tema «O Futuro da Qualidade da Água: emergências, inovação e pessoas», realiza‑se na ESCO – Escola de Serviços e Comércio do Oeste e reúne representantes de entidades reguladoras, operadores de água e saúde pública.
Agenda centra‑se na prevenção e resposta a situações críticas
O programa, segundo a APDA, divide‑se em dois painéis principais e pretende abordar os desafios atuais enfrentados pelas entidades gestoras no contexto da transformação digital, das exigências ambientais e da renovação de competências técnicas. A organização sublinha que o setor atravessa um ponto de inflexão em que segurança sanitária e eficiência operacional estão cada vez mais dependentes da digitalização e da instrumentação em linha.
- Local: ESCO – Escola de Serviços e Comércio do Oeste, Torres Vedras
- Data: 23 de setembro
- Tema: O Futuro da Qualidade da Água: emergências, inovação e pessoas
Entre os tópicos previstos estão a monitorização em tempo real dos parâmetros de qualidade, a utilização de dados para apoiar a tomada de decisão e a importância de preparar respostas articuladas entre operadores, saúde e regulação face a eventuais episódios de contaminação.
Participantes e interlocutores locais
O primeiro painel, intitulado «Controlar a qualidade da água em cenários de emergência», inclui intervenções da ERSAR (Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos), da Unidade Local de Saúde do Oeste e de operadores como as Águas do Centro Litoral, bem como dos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento (SMAS) de Torres Vedras e de Leiria. O segundo painel, «Qualidade da Água – Antecipar a agenda e construir capacidade», reúne representantes das Águas e Energia do Porto, da APDA, da INDAQUA e do LAIST/IST.
| Painel | Entidades anunciadas |
|---|---|
| Controlar a qualidade da água em cenários de emergência | ERSAR; Unidade Local de Saúde do Oeste; Águas do Centro Litoral; SMAS Torres Vedras; SMAS Leiria |
| Qualidade da Água – Antecipar a agenda e construir capacidade | Águas e Energia do Porto; APDA; INDAQUA; LAIST/IST |
«O Futuro da Qualidade da Água: emergências, inovação e pessoas»
Implicações práticas para Torres Vedras
Para a população de Torres Vedras, a realização do encontro na cidade é relevante por dois motivos. Em primeiro lugar, porque os SMAS de Torres Vedras participam diretamente no debate sobre protocolos de resposta e na articulação com a saúde e a regulação — áreas que condicionam a rapidez e a eficácia de medidas em situações de risco. Em segundo lugar, porque as discussões sobre digitalização e instrumentação em linha apontam para possíveis alterações nas práticas de monitorização do abastecimento local, com impacto na vigilância contínua da qualidade da água.
Nos últimos anos, a crescente disponibilidade de sensores e sistemas de gestão remota tem sido apontada, pela APDA, como um fator decisivo para reforçar a resiliência das infraestruturas. A adoção destas tecnologias tem implicações operacionais (necessidade de formação e competências), económicas (investimento em equipamentos e plataformas de dados) e institucionais (coordenar atores distintos em situações de emergência).
Formação e capacitação na ordem do dia
O encontro prevê ainda uma reflexão sobre a necessidade de reforço das competências técnicas nas organizações do setor. Representantes de entidades nacionais e regionais vão partilhar experiências e abordar modelos de antecipação, preparação e resposta. Para os técnicos locais, a partilha de boas práticas e a articulação com universidades e centros de investigação — como o LAIST/IST, que integra o programa — podem constituir oportunidades para desenvolver capacidades e projetos piloto na região.
Em termos práticos, os debates em Torres Vedras deverão contribuir para clarificar rotinas de atuação conjunta entre operadores, regulação e saúde pública, bem como promover a troca de informação sobre soluções tecnológicas que permitam respostas mais rápidas e informadas a qualquer problema de qualidade da água.
A realização do fórum na ESCO confirma também o papel da cidade como plataforma para discussões técnicas de âmbito nacional, aproximando decisões e propostas dos operadores locais e da comunidade que depende diariamente do sistema de abastecimento e saneamento.