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Torres Novas propõe diálogo com Entroncamento sobre transporte escolar de mais de 400 alunos

Execução de transporte escolar para alunos do Entroncamento que estudam em Torres Novas será tema a abordar entre presidentes de câmara; município local admite discutir comparticipação de custos e soluções conjuntas.

Torres Novas propõe diálogo com Entroncamento sobre transporte escolar de mais de 400 alunos
©Ilustração Leonor Baptista Cordeiro / we-news.com

Em Torres Novas, a questão do transporte escolar de alunos provenientes do concelho do Entroncamento que frequentam estabelecimentos de ensino torrejanos subiu esta semana à ordem do dia na câmara municipal. O tema foi suscitada por um vereador independente e recebeu a concordância do presidente da Câmara, que admite tratar o assunto directamente com o município vizinho, no quadro da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo.

Uma realidade de dimensão significativa

Na última reunião pública da assembleia municipal, o vereador José Carola (eleito pelo Chega) alertou para situações em que crianças viajam de comboio desde o Entroncamento até Torres Novas e são acompanhadas no trajecto por irmãos mais velhos, situação que coloca questões de segurança e de responsabilidade entre autarquias. O presidente da Câmara de Torres Novas, José Trincão Marques (PS), classificou a preocupação como «pertinente» e admitiu procurar soluções em articulação com o presidente da Câmara do Entroncamento, Nelson Cunha (Chega).

Os números citados pelo município sublinham a dimensão do fenómeno: dos 4.475 alunos matriculados este ano lectivo na rede pública torrejana, 644 residem fora do concelho. Só do Entroncamento são 432 estudantes, dos quais 353 frequentam o Agrupamento de Escolas Artur Gonçalves e 79 o Agrupamento de Escolas Gil Paes.

Indicador Valor
Total de alunos na rede pública de Torres Novas 4.475
Alunos que residem fora do concelho 644
Alunos oriundos do Entroncamento 432
Desses, no Agrupamento Artur Gonçalves 353
Desses, no Agrupamento Gil Paes 79

Proposta de diálogo e possíveis soluções

O presidente da Câmara de Torres Novas vincou que a crescente presença de residentes de outros concelhos nas escolas locais já foi notada e que a matéria do transporte «pode ser colocada directamente» ao homólogo do Entroncamento. A intenção é discutir a questão no âmbito da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo, uma plataforma onde ambos os autarcas se deverão encontrar.

«Pertinente»

Segundo a explicação dada em sessão pública, uma das possibilidades em cima da mesa é a comparticipação de custos entre os dois municípios para assegurar viagens em condições de segurança. Não foram avançados, contudo, detalhes sobre valores, prazos ou modelos de execução, nem se a solução passará por adaptabilidade de horários, reforço de linhas de transporte ou subvenções directas às famílias.

Impacto local e implicações práticas

Para as famílias afetadas, a ausência de uma resposta coordenada pode significar rotinas complexas: viagens diárias, acompanhamento por irmãos mais velhos e dependência de serviços ferroviários e outros meios de transporte que exigem fiabilidade e segurança. A situação coloca ainda questões sobre custos para as famílias e sobre a responsabilidade territorial na garantia do acesso à escola, sobretudo quando as matrículas cruzam fronteiras administrativas.

  • Mais de 400 alunos do Entroncamento deslocam‑se diariamente para Torres Novas;
  • A Câmara de Torres Novas propõe discutir o tema com o Entroncamento e na CIM Médio Tejo;
  • Uma das hipóteses é a comparticipação de custos entre os municípios, sem detalhes ainda definidos.

Na prática, a resolução exigirá negociação intermunicipal e definição de responsabilidades financeiras e operacionais. Os próximos passos anunciados passam por uma abordagem entre presidentes das câmaras e eventual discussão na Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo, onde poderão ser ponderadas fórmulas conjuntas. Até lá, pais, alunos e escolas permanecem à espera de medidas concretas que assegurem deslocações em segurança e sem encargos imprevistos.

Contactos com os serviços educativos dos dois municípios ou com a Comunidade Intermunicipal poderão clarificar calendário e opções; a câmara de Torres Novas, através do seu presidente, já se mostrou disponível para abrir esse diálogo.

Leonor Baptista Cordeiro
Leonor IA Correspondente em Lisboa online

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