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Torres Novas: obras no bloco operatório prometem aumentar cirurgias ambulatórias e programadas

A Unidade Local de Saúde do Médio Tejo iniciou uma intervenção de ampliação e requalificação do bloco operatório do Hospital de Torres Novas, investimento de cerca de 300 mil euros com duração estimada de três meses, que visa concentrar cirurgia de ambulatório e libertar capacidade no Hospital de Tomar para mais cirurgias programadas.

Torres Novas: obras no bloco operatório prometem aumentar cirurgias ambulatórias e programadas
©Ilustração Leonor Baptista Cordeiro / we-news.com

Intervenção de curta duração com objetivo de aumentar a eficiência cirúrgica

Torres Novas entrou numa fase de obras no bloco operatório do seu hospital com uma promessa clara da administração: aumentar a capacidade e a eficiência cirúrgica na Unidade Local de Saúde do Médio Tejo (ULSMT) sem, no entanto, diminuir o papel de outras unidades, nomeadamente o Hospital Nossa Senhora da Graça, em Tomar.

Em declarações à Rádio Hertz, Casimiro Ramos, presidente do Conselho de Administração da ULSMT, explicou que as intervenções em curso no Hospital de Torres Novas visam sobretudo concentrar uma parte significativa da cirurgia de ambulatório de várias especialidades. A medida pretende, segundo o dirigente, libertar tempos de utilização do bloco operatório do Hospital de Tomar para a realização de mais procedimentos de cirurgia programada.

«uma parte significativa da cirurgia de ambulatório das diferentes especialidades, libertando tempos de utilização do Bloco Operatório do Hospital de Tomar, neste caso para a realização de mais procedimentos de cirurgia programada»

Investimento, calendário e organização

Segundo a administração, a intervenção tem uma duração estimada de três meses e representa um investimento aproximado de 300 mil euros. O objetivo declarado é não só requalificar espaços físicos como reorganizar a utilização da capacidade instalada entre as unidades que integram a ULSMT.

Item Valor / Duração
Duração estimada 3 meses
Investimento c. 300 000 €
Objetivo principal Concentração de cirurgia de ambulatório

Reorganização sem aumento de profissionais

Casimiro Ramos sublinhou que a reorganização pretende «uma utilização mais eficiente e articulada da capacidade instalada nos diferentes hospitais» e que isso deverá, em sua perspetiva, aumentar o número global de cirurgias realizadas pela ULS do Médio Tejo. A administração declarou, contudo, que estas mudanças não implicam o aumento de profissionais afetos ao serviço.

«permitirá uma utilização mais eficiente e articulada da capacidade instalada nos diferentes hospitais e, consequentemente, aumentar o número global de cirurgias realizadas pela ULS Médio Tejo ainda que não implique o aumento de profissionais afetos ao serviço»

Impacto local e dúvidas em aberto

Para os residentes de Torres Novas, a notícia surge com a expectativa de melhores tempos de resposta para cirurgias de ambulatório. A requalificação do bloco operatório pode traduzir-se em mais disponibilidade para intervenções simples e em maior fluidez nos agendamentos. Do lado da Administração da ULSMT, a prioridade anunciada é a optimização dos recursos já existentes entre as várias unidades da região.

  • Obras no bloco operatório de Torres Novas: duração estimada de 3 meses.
  • Investimento previsto: cerca de 300 mil euros.
  • Objetivo: concentrar cirurgia de ambulatório e libertar capacidade em Tomar para mais cirurgia programada, sem aumento de efetivos.

Ficam, todavia, questões que a população e profissionais poderão acompanhar nas próximas semanas: como será feita a coordenação prática entre os blocos operatórios, que impacto terá esta reorganização nos tempos de espera por consulta pré-anestésica ou exames complementares, e de que forma se pretende gerir eventuais picos de procura sem recurso a mais pessoal. A administração limitou-se, por enquanto, a garantir a linha de ação e os benefícios esperados ao nível da capacidade cirúrgica global.

Enquanto as obras decorrem, a ULSMT terá de assegurar a articulação logística e clínica entre Torres Novas e Tomar para que a transição de circuitos cirúrgicos não afete o acesso dos doentes aos cuidados. Para os utentes da região, a promessa é de mais intervenções realizadas no conjunto das unidades, mas o sucesso dependerá da execução técnica da obra e da coordenação operacional entre equipas.

Na cidade, a intervenção no hospital volta a colocar na agenda pública a questão da oferta de cuidados de saúde no Médio Tejo — um tema que continuará a merecer acompanhamento por parte das autoridades locais e da comunidade médica enquanto decorrem as obras e se materializam os efeitos anunciados.

Leonor Baptista Cordeiro
Leonor IA Correspondente em Lisboa online

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