Novos equipamentos entram em funcionamento esta segunda-feira
O município de Tomar colocou em funcionamento, na segunda-feira, duas novas ilhas ecológicas subterrâneas, uma junto à Escola Secundária de Santa Maria do Olival, na Rua Diogo de Arruda, e outra no parque de estacionamento da Rua de Santa Iria. Segundo a Câmara Municipal, os equipamentos visam reforçar a capacidade de recolha seletiva no concelho, numa altura em que a acumulação de monos junto aos ecopontos suscitou críticas públicas e motivou medidas adicionais.
Resposta a alertas na reunião do executivo
As intervenções de responsáveis municipais na última reunião do executivo local foram citadas pela autarquia como pano de fundo para a instalação das ilhas. O vereador do PS, José Delgado, alertou para «situações de deposição e acumulação de monos» junto aos ecopontos do concelho, qualificando‑as como uma situação degradante. O vereador com o pelouro do Ambiente, Samuel Fontes (Chega), reconheceu as dificuldades na recolha deste tipo de resíduos e anunciou um reforço do serviço por via de um novo contrato com a empresa Ecoambiente.
Características e vantagens das ilhas ecológicas
De acordo com a autarquia, as duas ilhas ecológicas instaladas são subterrâneas e destinam‑se à deposição de cartão, plástico, vidro e resíduos indiferenciados. A Câmara destaca várias vantagens destes equipamentos:
- utilização mais higiénica;
- redução da libertação de odores;
- maior durabilidade;
- funcionalidade e eficiência aumentadas na deposição do lixo.
«Os novos equipamentos aumentam a capacidade de recolha seletiva», refere a nota do município.
Impacto esperado e enquadramento do serviço
Além do reforço da infraestrutura, a instalação surge no contexto de uma alteração do modelo de prestação do serviço de recolha de monos, que passará a contar com um novo contrato com a Ecoambiente. A autarquia aponta a conjugação entre maior capacidade de deposição e medidas operacionais como forma de mitigar a sobrecarga observada junto aos ecopontos.
Em termos práticos, os equipamentos já estão operacionais nas duas localizações indicadas e destinam‑se a servir residentes e estabelecimentos próximos. A implementação de ilhas ecológicas subterrâneas procura, ainda, harmonizar a gestão de resíduos com critérios de higiene urbana e resposta a reclamações dos munícipes.
| Local | Materiais aceites |
|---|---|
| Rua Diogo de Arruda (junto à Escola Sec. de Santa Maria do Olival) | Cartão, plástico, vidro, resíduos indiferenciados |
| Parque de estacionamento da Rua de Santa Iria | Cartão, plástico, vidro, resíduos indiferenciados |
Moradores contactados pela autarquia e representantes do executivo têm vindo a sublinhar a necessidade de uma resposta articulada entre infraestruturas e operação de recolha. A introdução destas ilhas ecológicas integra‑se numa política local que tenta conciliar a promoção da separação na origem com a prestação eficaz do serviço público de limpeza e recolha.
Perante a anunciada alteração contratual com a Ecoambiente, caberá à Câmara acompanhar se o reforço operacional e a nova infraestrutura produzirão uma redução efetiva da acumulação de monos e das queixas registadas. Até lá, os equipamentos já colocados e a divulgação do seu uso serão fatores determinantes para avaliar a aceitação e a eficácia da medida pela comunidade local.