O anúncio de que o Festival Nacional de Robótica — RoboCup Portugal Open — terá lugar em Felgueiras entre 21 e 24 de abril de 2027 suscitou ontem interesse em Tomar, onde escolas profissionais, estabelecimentos de ensino superior e empresas do sector tecnológico acompanham de perto iniciativas que promovam a ligação entre formação e mercado de trabalho.
Uma plataforma nacional com alcance regional
Organizado pela Escola Profissional de Felgueiras (EPF), em parceria com a Sociedade Portuguesa de Robótica (SPR), a Escola Superior de Tecnologia e Gestão (ESTG) da Universidade Técnica do Porto e o município anfitrião, o evento é apresentado pelos promotores como «um dos principais eventos nacionais dedicados à robótica, inteligência artificial, sistemas autónomos, ciência e tecnologia».
Segundo a organização, prevê‑se a presença de cerca de 600 participantes e mais de 12 mil visitantes, entre equipas nacionais e internacionais. A iniciativa pretende funcionar como espaço de competição e divulgação científica, mas também como plataforma de contacto entre estudantes, investigadores e empresas.
«um dos principais eventos nacionais dedicados à robótica, inteligência artificial, sistemas autónomos, ciência e tecnologia»
O que isto representa para Tomar
Tomar integra um tecido empresarial e formativo com empresas de metalomecânica, têxtil e agroalimentar que, embora em escalas distintas das grandes áreas industriais do Norte, podem beneficiar da aproximação a soluções de automação, sensores e dispositivos médicos. Além disso, escolas profissionais e cursos técnicos da região veem nestes eventos uma oportunidade para que os alunos contactem tecnologias emergentes e potenciais empregadores.
Do ponto de vista pedagógico, a presença de um evento desta natureza no calendário nacional reforça a possibilidade de criar itinerários de visita e projetos colaborativos entre escolas de Tomar e centros de investigação ou empresas presentes em Felgueiras. Apesar de ainda não haver confirmações de participação por parte de instituições tomarenses, a natureza transversal do festival — que liga ensino, investigação e mundo empresarial — torna provável um interesse prático das formações técnico‑profissionais locais.
- Datas: 21 a 24 de abril de 2027
- Organizadores: EPF, SPR, ESTG (UTP) e Município de Felgueiras
- Objectivos: competição, divulgação científica e ligação entre ensino e empresas
- Participantes previstos: cerca de 600; visitantes estimados: mais de 12 000
Setores e consequências práticas
A organização realça a intenção de reforçar a ligação entre a robótica e sectores considerados estratégicos para a economia local e regional — calçado e componentes, metalomecânica, têxtil, agroalimentar e vitivinicultura, saúde e dispositivos médicos, automação e electrónica. Para Tomar, cujas empresas locais operam em alguns desses domínios, isso pode traduzir‑se em:
- oportunidades de formação e reciclagem tecnológica para trabalhadores e técnicos;
- possibilidade de contactos com fornecedores de soluções de automação e componentes electrónicos;
- visibilidade para projectos educativos e jovens talentos se articularem com empresas nacionais.
Oportunidades de participação e próximos passos
Apesar de o festival decorrer no distrito do Porto, a sua natureza nacional sugere que escolas e empresas de outras regiões — incluindo Tomar e a área de Lisboa e Vale do Tejo — possam visitar, inscrever equipas ou estabelecer contactos para parcerias. Entidades como a Sociedade Portuguesa de Robótica e a Ciência Viva, que apoiam iniciativas dessa natureza, poderão também favorecer itinerários de participação para jovens e centros de ensino fora da região anfitriã.
Enquanto se aguarda o programa detalhado do evento e as oportunidades concretas de inscrição para equipas e expositores, contactos entre escolas profissionais e câmaras municipais poderão facilitar deslocações organizadas e a inclusão de estudantes em actividades de competição e demonstração.
Em Tomar, responsáveis por formação técnica e industriais locais afirmam acompanhar a calendarização nacional e estudam formas de promover a participação dos seus alunos e técnicos. O impacto real — em termos de projectos conjuntos, recrutamento e transferências tecnológicas — dependerá das designações finais do programa e das parcerias que forem estabelecidas até ao próximo ano.