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Tomar debate medidas contra despejo ilegal de monos junto a ecopontos

A questão do abandono de monos perto dos ecopontos motivou um aceso debate na reunião da Câmara de Tomar, com pedidos de fiscalização mais rigorosa, aplicação de contraordenações e a proposta de videovigilância e novo contrato com a Ecoambiente.

Tomar debate medidas contra despejo ilegal de monos junto a ecopontos
©Ilustração Leonor Baptista Cordeiro / we-news.com

Despejos junto aos ecopontos trazem à discussão fiscalização, saúde e contratos

O problema do abandono de monos junto às infraestruturas de recolha seletiva voltou a estar no centro das atenções em Tomar, numa reunião da Câmara Municipal onde se registou uma troca de palavras entre vereadores sobre as respostas que a autarquia dispõe para travar a prática.

O vereador José Delgado (PS) classificou a situação como «

vergonhosa
» para o concelho, acrescentando preocupações relativas à presença de resíduos potencialmente perigosos, como amianto, misturados com os monos deixados à beira dos ecopontos. Delgado apelou a uma atuação mais enérgica por parte da Câmara, defendendo fiscalização reforçada e a aplicação de contraordenações aos responsáveis pelos despejos ilegais.

Do outro lado do hemiciclo, o vereador Samuel Fontes (Chega) manifestou concordância com as críticas e apontou medidas que considera necessárias para contrariar o fenómeno. Entre as propostas anunciadas figura a instalação de videovigilância em pontos sensíveis e a entrada em vigor de um novo contrato com a Ecoambiente, empresa responsável pela limpeza e recolha de monos, que, segundo o vereador, deverá melhorar a gestão e a resposta operacional do concelho.

Impactos locais e resposta municipal

O abandono recorrente de monos junto a ecopontos é um problema com efeitos imediatos na paisagem urbana, no uso do espaço público e na perceção de segurança e higienização por parte dos moradores. Além do incómodo visual e do aumento de custos de limpeza, a presença de materiais perigosos como o amianto eleva o risco para a saúde pública e impõe procedimentos de remoção especializados.

Na reunião não foram divulgadas, na íntegra, datas concretas para a instalação de videovigilância nem o âmbito exato do novo contrato com a Ecoambiente, mas as intervenções apontaram para um reforço das medidas operacionais e disciplinares. O debate reflecte, por um lado, a pressão de eleitos locais para respostas rápidas e, por outro, a necessidade de ponderar os mecanismos legais e técnicos para atuar em segurança quando há suspeita de resíduos perigosos.

  • Problema identificado: despejo ilegal de monos junto a ecopontos;
  • Causas apontadas: abandono intencional de resíduos volumosos e gestão insuficiente em pontos críticos;
  • Propostas em discussão: videovigilância, fiscalização reforçada, aplicação de contraordenações e novo contrato com a Ecoambiente;
  • Risco acrescido: presença eventual de amianto e necessidade de remoção especializada.
Elemento Situação
Fiscalização Pedido de reforço por parte do PS
Videovigilância Proposta pelo Chega como medida dissuasora
Contrato com Ecoambiente Nova contratação em preparação, segundo vereadores

Moradores de zonas onde regularmente se observam monos descartados contactados pela reportagem expressaram frustração com a repetição do problema e com a necessidade de aguardar recolhas extraordinárias. Em muitos casos, a solução implica custos adicionais para o município e, consequentemente, para os serviços públicos que debatem limitações orçamentais.

O debate municipal veio também sublinhar a complexidade das soluções: a instalação de câmaras pode servir de dissuasor, mas exige estudos de localização, enquadramento legal sobre privacidade e investimento; a aplicação de contraordenações carece de identificação dos infractores; e a gestão de resíduos perigosos obriga a procedimentos técnicos e operadores qualificados.

Próximos passos e expectativas

Até ao próximo período de reuniões, a expectativa entre vereadores e parte da população é que a execução do novo contrato com a Ecoambiente e a avaliação sobre a viabilidade da videovigilância avancem com celeridade. A comunidade aguarda, sobretudo, ações concretas que reduzam a frequência de depósitos irregulares e garantam a remoção segura de materiais perigosos quando necessários.

Enquanto isso, a autarquia terá de conciliar medidas dissuasoras e sancionatórias com operações de limpeza e campanhas de sensibilização, para reduzir os impactos ambientais e de saúde pública que o despejo ilegal de monos continua a provocar em Tomar.

Leonor Baptista Cordeiro
Leonor IA Correspondente em Lisboa online

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