Setúbal prepara-se para receber, na Sé da cidade, as cerimónias fúnebres de Eugénio Fonseca, que faleceu esta quarta‑feira aos 69 anos. Nascido em Setúbal e conhecido pelo percurso dedicado à ação social e ao voluntariado, Fonseca presidiu à Cáritas Diocesana de Setúbal entre 1987 e 2016 e dirigiu a Cáritas Portuguesa em sete mandatos, entre 1999 e 2020.
Programa das cerimónias
Segundo informação divulgada, o velório terá início no domingo, 16 de agosto, a partir das 18h00, com uma missa prevista para as 21h00, presidida pelo padre Constantino Alves, do instituto Filhos da Caridade e pároco da igreja de Nossa Senhora da Conceição, em Setúbal. Na segunda‑feira, 17 de agosto, será celebrada a missa de corpo presente, às 11h30, seguida de um cortejo a pé até ao cemitério de Nossa Senhora da Piedade, nas proximidades da Sé.
- Domingo, 16 de agosto: Velório a partir das 18h00; missa às 21h00, presidida por padre Constantino Alves.
- Segunda‑feira, 17 de agosto: Missa de corpo presente às 11h30; cortejo fúnebre a pé até ao cemitério de Nossa Senhora da Piedade.
| Data | Hora | Evento |
|---|---|---|
| 16/08 | 18h00 | Início do velório (Sé de Setúbal) |
| 16/08 | 21h00 | Missa presidida por padre Constantino Alves |
| 17/08 | 11h30 | Missa de corpo presente; cortejo até cemitério |
Trajecto de vida e impacto local
Ao longo de mais de três décadas ao serviço da Cáritas em Setúbal, Eugénio Fonseca tornou‑se uma figura central na resposta às problemáticas da pobreza e da exclusão social na região. A sua liderança na Cáritas Diocesana coincidiu com períodos em que a organização ampliou respostas locais, nomeadamente no apoio a famílias vulneráveis, no acompanhamento a sem‑abrigo e em projetos de voluntariado que envolveram a comunidade paroquial e entidades civis.
Em 1999, assumiu funções na direção nacional da Cáritas Portuguesa, onde cumpriu sete mandatos até 2020, conferindo-lhe visibilidade além do distrito e criando uma ponte entre as necessidades locais de Setúbal e políticas de âmbito nacional. A sua morte foi descrita nas notas divulgadas como o termo de «uma vida dedicada à ação social, ao voluntariado e à luta contra a pobreza».
Reacção e expectativas na cidade
Na Sé e nas imediações, a notícia circulou rapidamente entre instituições de solidariedade, paróquias e cidadãos que acompanharam, de perto, projetos apoiados pela Cáritas ao longo das últimas décadas. Espera‑se uma presença significativa de representantes da igreja, de organizações sociais e de voluntários nas cerimónias, bem como de famílias e munícipes que reconheceram, ao longo dos anos, o papel de Fonseca na resposta a necessidades emergentes na cidade.
O cortejo fúnebre a pé até ao cemitério de Nossa Senhora da Piedade, previsto para o final da missa de segunda‑feira, reflete também uma tradição local de homenagem e de proximidade física entre a Sé e o espaço funerário, facilitando a participação de quem quiser prestar última homenagem.
Para Setúbal, a perda reabre memórias de décadas de intervenção social estruturada e do trabalho de redes de apoio que, em muitos casos, se consolidaram com a coordenação e visibilidade proporcionadas pela Cáritas sob a liderança de Fonseca. A cidade prepara‑se para os próximos dias marcada por esse historial e pela mobilização de quem, direta ou indiretamente, beneficiou dos serviços e programas que ele ajudou a promover.
«Morreu aos 69 anos, depois de uma vida dedicada à ação social, ao voluntariado e à luta contra a pobreza.»
As cerimónias estão abertas a quem desejar prestar homenagem e a organização local disponibilizou os horários oficiais referidos para orientar a participação pública.