Politécnico de Setúbal promoveu fórum sobre energia e sustentabilidade marinha
O Instituto Politécnico de Setúbal (IPS) reuniu, a 2 de julho, perto de 70 especialistas nacionais e internacionais para analisar soluções tecnológicas nas áreas da geotermia, da energia eólica offshore e da descarbonização marítima. A iniciativa, intitulada «Mar, Água e Energia 2026», foi organizada pela Unidade Regional de Investigação MARE-IPS em parceria com o grupo EnBioTech.
A sessão contou com a abertura da vice-Presidente do IPS, Luísa Carvalho, e do coordenador do MARE-IPS, Ricardo Salgado, e teve como objetivo reforçar a missão do centro de investigação na transferência de conhecimento para a sustentabilidade dos recursos aquáticos e ambientais.
«transferência de conhecimento para a sustentabilidade dos recursos aquáticos e ambientais»
Áreas de foco e soluções apresentadas
Os participantes discutiram o potencial da geotermia e da energia eólica para a matriz energética nacional, bem como tecnologias destinadas a proteger e manter infraestruturas energéticas em ambiente marítimo. Entre as soluções apresentadas destacaram-se sistemas anticorrosivos inteligentes e revestimentos monitorizados por drones, com aplicação na manutenção preditiva.
- Geotermia: avaliação do potencial e integração na matriz energética.
- Energia eólica offshore: desafios e oportunidades para projetos marinhos.
- Descarbonização marítima: tecnologias para reduzir emissões no setor naval e portuário.
- Manutenção preditiva: revestimentos inteligentes e monitorização por drones.
Participação científica e impacto local
O encontro contou com contributos científicos de várias instituições com presença nacional e internacional, entre as quais o Laboratório Nacional de Energia e Geologia, o Laboratório Nacional de Engenharia Civil, a Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e a Vidzeme University of Applied Sciences. A diversidade de parceiros evidencia a vontade de criar pontes entre investigação e setor produtivo para responder a desafios locais e nacionais.
Para a cidade de Setúbal, sede do IPS e do MARE-IPS, o evento representa uma oportunidade para afirmar-se como polo de investigação aplicada nas áreas marinha e energética, com reflexos esperados na atração de projetos, formação especializada e potenciais parcerias com a indústria. A ênfase na monitorização remota e em soluções anticorrosivas é particularmente relevante para um concelho com forte presença portuária e atividades ligadas ao mar.
| Organizadores | Contributos |
|---|---|
| Unidade Regional de Investigação MARE-IPS; EnBioTech | Laboratórios nacionais, Universidade de Lisboa, Vidzeme University of Applied Sciences |
Consequências e próximos passos
Entre os objectivos sublinhados durante o encontro está a transferência de conhecimento para a sustentabilidade dos recursos aquáticos e ambientais, o que implica um percurso que vai desde a investigação básica até à demonstração e aplicação prática em contexto marítimo. A materialização dessas intenções depende, contudo, da continuidade de financiamento, da cooperação entre instituições e empresas e da capacidade de envolver operadores locais.
Para os investigadores e para a comunidade académica do IPS, iniciativas como «Mar, Água e Energia 2026» servem também para consolidar redes de colaboração e para preparar candidaturas a projetos que possam trazer investimento e emprego qualificado à região. Do ponto de vista municipal e empresarial, os resultados práticos — como protótipos de revestimentos monitorizados ou estudos de viabilidade para pequenos projetos geotérmicos — serão indicadores cruciais do benefício local.
O encontro, ao articular saberes nacionais e estrangeiros, colocou Setúbal no mapa dos debates técnicos sobre a transição energética em meios marítimos. Resta agora transformar as conclusões em projetos concretos que tenham impacto visível na cidade e na região.