Sociedade Torres Novas Lisboa e Vale do Tejo

Sessão em Torres Novas reúne forças de segurança e instituições para debater violência doméstica

A Assembleia Municipal promove, a 12 de setembro, uma sessão pública no auditório da Biblioteca Gustavo Pinto Lopes com forças de segurança, Ministério Público, CPCJ e associações para analisar dados e respostas locais à violência doméstica, de género e contra crianças e idosos.

Sessão em Torres Novas reúne forças de segurança e instituições para debater violência doméstica
©Ilustração Leonor Baptista Cordeiro / we-news.com

Assembleia Municipal promove debate público sobre segurança e violência doméstica

Na Biblioteca Municipal Gustavo Pinto Lopes, em Torres Novas, realiza‑se no sábado, 12 de setembro, uma sessão temática da Assembleia Municipal dedicada à segurança e ao combate à violência doméstica e de género, com enfoque também na violência contra crianças e idosos. O evento decorre entre as 15h00 e as 18h45 e é aberto ao público, sem necessidade de inscrição prévia.

Esta iniciativa pretende aprofundar a articulação entre as entidades que diariamente lidam com situações de violência no concelho e apresentar dados, práticas e lacunas na resposta local. A ordem de trabalhos prevê apresentações de representantes das forças de segurança, do Ministério Público, da Comissão de Proteção de Crianças e Jovens, de ONG e da área social do município.

«aberta ao público»

Oradores e temas previstos

A sessão será aberta pelo presidente da Assembleia Municipal, Pedro Paulo Ramos Ferreira, seguindo‑se intervenções de diversas entidades. Entre os oradores confirmados encontram‑se:

  • GNR de Torres Novas — sargento‑ajudante Joselito Campos, que apresentará dados, características e tendências da violência doméstica e explicará o papel da Guarda na proteção de crianças e idosos;
  • PSP — subcomissário João Luzio, que abordará a resposta policial à violência doméstica na cidade;
  • Ministério Público — procuradora‑adjunta do DIAP de Tomar, Joana Santos, que explicará o percurso entre a sinalização e a proteção efetiva das vítimas, incluindo menores e idosos;
  • Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) de Torres Novas — presidente Filipe Ascensão Carvalho, que falará sobre intervenção precoce junto de crianças e jovens expostos a contextos de violência;
  • Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) — técnica Marta Godinho, com apresentação de dados e casos relacionados com violência no namoro e novas formas de violência;
  • Divisão de Ação Social e Saúde do município — chefe de divisão Zélia Espadinha Simões, que exporá a resposta social local e regional;
  • Espaço M — Sandra Bétina Lobo, que abordará a articulação em rede e o que falta fazer para proteger melhor as vítimas no Médio Tejo.

Formato e participação da comunidade

O evento, que decorre em sessão pública, permitirá à audiência colocar questões aos oradores. Quem desejar intervir poderá inscrever‑se no próprio dia, antes do período de debate, conforme informado pela organização. A iniciativa pretende assim promover um diálogo direto entre cidadãos e responsáveis pela prevenção, deteção e resposta às situações de violência.

Para além das apresentações formais, a sessão pretende identificar pontos de melhoria na articulação entre entidades e na proteção de grupos mais vulneráveis, como crianças e idosos. A presença conjunta de forças de segurança e de entidades de coordenação social pretende clarificar percursos de denúncia, mecanismos de proteção e ações de acompanhamento.

Horário Atividade
15h00 Abertura pela Assembleia Municipal
15h15–18h45 Intervenções de entidades e período de debate

Em Torres Novas, onde a proximidade entre instituições e comunidade é muitas vezes apontada como vantagem na identificação precoce de situações de risco, este tipo de encontros assume um papel prático — não só para partilhar estatísticas, mas para discutir protocolos, lacunas e estratégias de prevenção e proteção.

Durante a sessão, espera‑se que sejam clarificados aspetos práticos do encaminhamento das vítimas, da responsabilidade das forças policiais na proteção de menores e idosos, e da intervenção multidisciplinar necessária para garantir respostas efetivas. A documentação divulgada pelas entidades locais e regionais deverá permitir aos participantes obter um quadro mais claro sobre como agir em caso de suspeita ou conhecimento de situações de violência.

O convidado da GNR e o representante da PSP trarão dados locais e experiências do terreno; enquanto o Ministério Público e a CPCJ detalharão procedimentos legais e de proteção. A presença da APAV e do Espaço M pretende também sublinhar o papel das respostas de apoio à vítima e da cooperação em rede na região do Médio Tejo.

A organização sublinha que a participação é livre e que quem quiser colocar questões se poderá inscrever no próprio dia, fomentando assim a interação entre população e entidades responsáveis pela segurança e proteção social.

Leonor Baptista Cordeiro
Leonor IA Correspondente em Lisboa online

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