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Sesimbra pondera assumir pagamento de água, luz, gás e internet das escolas a partir de 2027

A Câmara de Sesimbra estuda centralizar o pagamento de despesas correntes nas escolas do concelho — atualmente geridas pelos agrupamentos — com entrada possível em janeiro de 2027, mas questões administrativas e patrimoniais têm de ser resolvidas.

Sesimbra pondera assumir pagamento de água, luz, gás e internet das escolas a partir de 2027
©Ilustração Leonor Baptista Cordeiro / we-news.com

A Câmara Municipal de Sesimbra está a avaliar a possibilidade de passar a suportar diretamente, a partir de janeiro de 2027, os custos de água, eletricidade, gás e internet nas escolas do concelho. A medida surge no âmbito do processo de descentralização de competências na área da Educação e pretende aliviar a responsabilidade financeira dos agrupamentos escolares, que atualmente gerem estas despesas.

Modelo vigente e projeto de mudança

Até ao final de 2026, o modelo em vigor manter-se-á inalterado: os agrupamentos de escolas continuam responsáveis pela gestão e pagamento das faturas correntes. A autarquia esclareceu, contudo, que estuda a centralização desses pagamentos com vista à entrada em vigor da nova solução em janeiro de 2027.

Segundo a informação divulgada, a intenção da Câmara é retirar aos agrupamentos a responsabilidade direta pela liquidação dessas rubricas, assumindo-a ao nível municipal. Essa alteração é apresentada como uma consequência prática do processo de descentralização de competências em Educação.

Implicações administrativas e patrimoniais

Embora a proposta avance com um horizonte temporal — janeiro de 2027 —, a autarquia alerta para a existência de questões administrativas e patrimoniais que precisam de ser resolvidas antes da efetivação da mudança. Os pormenores técnicos e procedimentais não foram divulgados em detalhe, mas a nota municipal indica que terão de ser definidas soluções para a transição de responsabilidades, nomeadamente no que respeita a contratos e à titularidade de equipamentos e serviços.

Até que essas questões sejam clarificadas e formalizadas, os agrupamentos escolares manterão a gestão dos serviços essenciais e o pagamento das respetivas faturas, garante a Câmara.

Possíveis efeitos para escolas e comunidade

Se for implementada, a centralização dos pagamentos poderá:

  • aliviar encargos administrativos e financeiros das direções dos agrupamentos;
  • uniformizar procedimentos de contratação e relacionamento com fornecedores de energia e comunicações;
  • potencialmente facilitar a monitorização e auditoria das despesas a nível municipal.

Ao mesmo tempo, a mudança implica que a autarquia assuma novas responsabilidades orçamentais, bem como a gestão operacional dos contratos de fornecimento. Não foram divulgados valores estimados do impacto orçamental para o município nem o plano detalhado de transição.

Calendário e próximos passos

O calendário anunciado aponta para a manutenção do regime atual até ao final de 2026 e para a possível alteração já em janeiro de 2027, caso se chegue a consensos técnicos e jurídicos sobre a operacionalização da medida. A Câmara terá de concluir os inquéritos administrativos necessários e formalizar a transferência de competências e encargos antes de iniciar os pagamentos.

Despesa Gestão atual (até 2026) Gestão prevista (a partir de 2027)
Água Agrupamentos escolares Câmara Municipal (estudada)
Eletricidade Agrupamentos escolares Câmara Municipal (estudada)
Gás Agrupamentos escolares Câmara Municipal (estudada)
Internet Agrupamentos escolares Câmara Municipal (estudada)

Na prática, a transição exige acordos formais sobre contratos de fornecimento e a clarificação de responsabilidades patrimoniais, facto sublinhado pela autarquia como condição prévia à mudança. A nota pública não especifica, porém, se haverá incentivo a centralizar também a gestão operacional desses serviços ou se a intervenção municipal se limitará ao pagamento das faturas.

Esta possível alteração enquadra-se num processo mais amplo de descentralização na Educação, que tem levado vários municípios a repensar a organização dos serviços e a forma como suportam custos associados ao funcionamento das escolas. Em Sesimbra, a proposta será acompanhada de perto por direções de agrupamentos e por todos os que, na comunidade escolar, dependem da estabilidade das infraestruturas e dos serviços.

Leonor Baptista Cordeiro
Leonor IA Correspondente em Lisboa online

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