O Serviço de Pneumologia da Unidade Local de Saúde Almada‑Seixal (ULSAS) realizou, pela primeira vez, exames com ultrassonografia endoscópica brônquica (EBUS), marcando o início da utilização desta técnica de broncologia de intervenção na instituição. A novidade foi implementada em julho, com intervenções que envolveram uma equipa multidisciplinar e que, segundo a unidade, representam um reforço da capacidade diagnóstica local.
Uma ferramenta de diagnóstico menos invasiva
A técnica de EBUS permite, através de uma sonda de ecografia introduzida nas vias respiratórias, a avaliação da árvore traqueobrônquica e dos gânglios linfáticos adjacentes. Mediante a modalidade radial, é também possível estudar lesões pulmonares periféricas. Na prática clínica, isto pode traduzir‑se na obtenção de informação diagnóstica que, em alguns casos, dispensa procedimentos cirúrgicos mais invasivos, como a mediastinoscopia ou determinadas biópsias cirúrgicas.
Para os doentes com suspeita ou diagnóstico de doença oncológica do pulmão, a possibilidade de realizar um estadiamento e uma caracterização menos agressiva é particularmente relevante. Além da oncologia respiratória, o EBUS pode contribuir para o estudo de tumores de outros órgãos quando exista envolvimento pulmonar, bem como em quadros inflamatórios ou infecciosos de natureza pulmonar ou sistémica.
Equipa e organização
As primeiras intervenções com EBUS linear e radial na ULSAS decorreram em julho e reuniram uma equipa formada por pneumologistas, anestesiologia, enfermagem e técnicas de radiologia e de exames especiais. Participaram especificamente:
- Profissionais do Serviço de Pneumologia: Ricardo Gomes e Jorge Soares;
- Anestesiologista: Joana Marques;
- Enfermeiros: Elsa Peixe e Paulo Monteiro;
- Técnicas de radiologia: Mafalda Teixeira e Catarina Serrano;
- Técnicas auxiliares de saúde do Serviço de Exames Especiais: Miriam Silva e Edna Oliveira.
| Data | Procedimentos | Equipa envolvida |
|---|---|---|
| Julho (primeiras intervenções) | EBUS linear e radial | Pneumologistas, anestesiologia, enfermagem, técnicas de radiologia e auxiliares |
A ULSAS salientou que a introdução desta tecnologia constitui «um novo avanço na capacidade assistencial da instituição», destacando o trabalho conjunto dos profissionais e serviços envolvidos na sua concretização.
Impacto local e implicações para doentes
Para a população de Seixal e concelhos vizinhos servidos pela ULSAS, a operacionalização do EBUS representa uma alteração na oferta de cuidados respiratórios que pode reduzir deslocações para centros mais distantes e acelerar processos diagnósticos. Em doenças pulmonares malignas, um diagnóstico e estadiamento mais célere influencia decisões terapêuticas e planeamento multidisciplinar, com impacto direto no percurso do doente.
Do ponto de vista institucional, a capacidade de realizar EBUS reforça a diferenciação do Serviço de Pneumologia da ULSAS, criando oportunidades para maior integração com oncologia, imagiologia e cirurgia torácica. Para os profissionais, abre‑se também espaço ao desenvolvimento de competências específicas em broncologia de intervenção.
Embora a implementação já tenha ocorrido, a articulação contínua entre serviços, a formação de recursos humanos e a gestão de listas de espera serão determinantes para que esta tecnologia beneficie, de forma sustentada, a população local. A ULSAS apontou a introdução do EBUS como «um novo avanço» na sua capacidade assistencial, sublinhando a importância do envolvimento multidisciplinar na sua concretização.
«A implementação da técnica é um novo avanço na capacidade assistencial da instituição»
Fonte oficial da ULS Almada‑Seixal assinalou ainda que a nova ferramenta contribui para diagnósticos mais diferenciados e para uma abordagem potencialmente menos invasiva dos doentes. Para sugestões ou notícias, o diário que divulgou a informação referiu o contacto por correio eletrónico, mantendo aberta a via de comunicação com a comunidade.
A entrada em funcionamento do EBUS coloca a ULSAS entre as unidades locais que alargam a oferta de procedimentos de broncologia de intervenção, com consequências directas na gestão de casos respiratórios complexos e na resposta assistencial prestada aos utentes de Seixal e da região.