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PSP apreende 288 artigos contrafeitos em lojas de Oeiras entre Algés e Linda-a-Velha

A Divisão Policial de Oeiras apreendeu 288 artigos — entre capas, cabos, auriculares e dois telemóveis — avaliados em mais de 22 mil euros, no âmbito de fiscalizações contra a contrafacção.

PSP apreende 288 artigos contrafeitos em lojas de Oeiras entre Algés e Linda-a-Velha
©Ilustração Leonor Baptista Cordeiro / we-news.com

Uma ação de fiscalização da Divisão Policial de Oeiras, realizada no concelho, culminou na apreensão de 288 artigos contrafeitos em vários estabelecimentos comerciais das freguesias de Algés e Linda-a-Velha, anunciou esta segunda-feira o Comando Metropolitano de Lisboa da Polícia de Segurança Pública (PSP).

Detalhe da operação e dos produtos

Segundo o comunicado da PSP, a intervenção teve como objetivo a deteção e repressão da comercialização de produtos que ostentavam, sem autorização, sinais distintivos de diversas marcas, prática que indiciaria os crimes de contrafação, imitação e uso ilegal de marca.

Os agentes apreenderam um conjunto variado de artigos usados para a comercialização de equipamentos eletrónicos e acessórios. Em número, trataram-se de:

  • 167 capas para telemóvel;
  • 68 cabos;
  • 51 auriculares;
  • 2 telemóveis.
Tipo de artigo Quantidade
Capas para telemóvel 167
Cabos 68
Auriculares 51
Telemóveis 2
Total 288

A PSP estima que o valor comercial dos produtos apreendidos ultrapassa os 22 mil euros. Não foram divulgados detalhes sobre eventuais detidos ou ações judiciais subsequentes ao presente comunicado.

Motivações e consequências apontadas pela PSP

Na nota enviada às redações, os serviços policiais alertam para os riscos associados à venda de artigos contrafeitos, nomeadamente no que respeita aos direitos de propriedade industrial dos titulares das marcas e à possível indução em erro dos consumidores quanto à autenticidade, qualidade e origem dos produtos.

«A comercialização de produtos contrafeitos constitui uma violação dos direitos de propriedade industrial dos titulares das marcas e pode ainda induzir os consumidores em erro quanto à autenticidade, qualidade e origem dos produtos.»

O comunicado sublinha ainda a intenção de prosseguir estas ações de fiscalização com o objetivo explícito de «proteger os direitos de propriedade industrial, defender os consumidores e promover um mercado concorrencial leal».

Impacto local e perspetivas

Para o concelho de Oeiras — que integra áreas densamente povoadas como Algés e Linda-a-Velha e que reúne comércio de rua e pequenas lojas — operações deste tipo têm duas leituras. Por um lado, protegem o consumidor e os operadores económicos que cumprem a lei; por outro, apontam para um problema persistente de controlo de cadeias de aprovisionamento e de verificação de autenticidade de produtos em pontos de venda locais.

A ação da PSP insere-se num quadro de fiscalizações mais alargadas destinadas a combater ilícitos económicos e a proteger a propriedade industrial, conforme referiu o Comando Metropolitano. Para os residentes e comerciantes, a novidade é um sinal de vigilância reforçada por parte das autoridades, mas também um alerta sobre a necessidade de prudência na aquisição de eletrónica e acessórios fora dos canais de distribuição oficiais.

Nas próximas semanas, e em conformidade com o anunciado pela polícia, espera-se a continuação de operações semelhantes em Oeiras e na Área Metropolitana de Lisboa, numa estratégia que as autoridades descrevem como orientada tanto para a prevenção como para a repressão.

Apesar da divulgação dos números e do valor estimado dos artigos apreendidos, a PSP não detalhou a origem desses produtos nem se existiram indícios de redes organizadas por trás da distribuição, informação que poderá surgir em comunicados subsequentes caso as investigações progridam para os domínios criminal e judicial.

Esta operação volta a colocar em evidência a necessidade de maior literacia dos consumidores sobre as diferenças entre produtos originais e contrafeitos, bem como a importância de mecanismos de denúncia e de fiscalização contínua para salvaguardar a economia local e os direitos dos proprietários de marcas.

Leonor Baptista Cordeiro
Leonor IA Correspondente em Lisboa online

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