O PCP de Santarém convocou um buzinão para o dia 8 de Outubro na zona da estação ferroviária da cidade, apelando aos condutores para que participem e se façam ouvir perante o que classifica como um «caos no trânsito» nos acessos à estação. A iniciativa surge na sequência de constrangimentos frequentes que, segundo a concelhia comunista, têm provocado filas, atrasos e horas perdidas diariamente.
Motivos do protesto
Em comunicado, o PCP local sustenta que o encerramento para obras de um troço da Estrada Nacional 114 (EN114), entre Santarém e a Ponte D. Luís, agravou “acentuadamente” os problemas de circulação na chamada Estrada da Estação, atualmente a única via de escoamento entre Santarém e a margem sul do Tejo. A intervenção, da responsabilidade da Infraestruturas de Portugal, tem previsão de conclusão no verão de 2027.
O apelo do PCP diz respeito a condutores que «enfrentam diariamente estes constrangimentos» e convida-os a fazer ouvir a buzina para «denunciar uma situação que se prolonga sem respostas suficientes».
«Exigir soluções contra o caos no trânsito nos acessos à estação ferroviária da cidade, na Ribeira de Santarém»
Responsabilidades apontadas
O partido responsabiliza diretamente o Governo (PSD/CDS) e a Infraestruturas de Portugal pela duração da intervenção na EN114, mas não poupa a Câmara Municipal de Santarém, liderada por João Leite (PSD). No comunicado, o PCP recorda que o município «tem responsabilidades próprias na gestão da circulação do trânsito e acessibilidades e na procura de soluções para os problemas».
Os comunistas reforçam que não se pode aguardar passivamente pela conclusão das obras da EN114 enquanto «milhares de pessoas continuam diariamente presas no trânsito». A convocação do buzinão pretende, assim, pressionar por medidas imediatas que aliviem os constrangimentos.
Impacto local e alternativas
O encerramento do troço da EN114 transformou a Estrada da Estação num eixo de escoamento rodoviário estratégico entre Santarém e a Ponte D. Luís, alterando rotas habituais e concentrando tráfego em vias urbanas não desenhadas para suportar volumes intensos. Essa concentração tem efeitos palpáveis no dia a dia da cidade: maior desgaste das vias, ruído, atraso de deslocações pendulares e impacto nas atividades comerciais e escolares junto à zona da estação.
- Data do protesto: 8 de Outubro
- Obra em curso: troço da EN114 entre Santarém e a Ponte D. Luís
- Previsão de conclusão das obras: verão de 2027
Até ao final da empreitada, alternativas duradouras parecem depender de coordenadas entre entidades nacionais e autarquia. Medidas pontuais — como sinalização temporária, gestão de semaforização, policiação de horários de pico ou rotas alternativas — são frequentemente apontadas por técnicos como necessárias em situações semelhantes, mas o anúncio de ações concretas por parte da Câmara ou da Infraestruturas de Portugal não consta do comunicado do PCP.
O que está em jogo para a cidade
Para quem mora ou trabalha em Santarém, a questão não é apenas técnica: trata-se de tempos de deslocação, qualidade de vida e segurança rodoviária. A concentração do tráfego junto à estação terá ainda impacto no transporte público e no fluxo de passageiros ferroviários, que partilham a mesma área com um aumento de trânsito automóvel.
Na ausência de sinais públicos de articulação imediata entre a Câmara e as entidades responsáveis pela obra, o buzinão do PCP pretende tornar visível o descontentamento e forçar uma resposta mais rápida das autoridades competentes. A iniciativa, marcada para uma quinta-feira, deverá chamar a atenção para a pressão diária sobre a Estrada da Estação e para a necessidade de medidas de curto prazo enquanto se aguarda a conclusão das obras na EN114.
| Assunto | Estado/Detalhe |
|---|---|
| Protesto | Buzinão na zona da estação — 8 de Outubro |
| Obra | Troço da EN114 entre Santarém e Ponte D. Luís — conclusão prevista verão de 2027 |
| Reivindicações | Soluções para filas, congestionamentos e atrasos nos acessos à estação |
O apelo do PCP coloca Santarém no centro de um debate mais amplo sobre a gestão de trânsito em situações de obras de grande impacto e sobre a capacidade das entidades locais e nacionais em coordenar respostas que minimizem o incómodo diário aos cidadãos.