A sessão da Câmara Municipal de Palmela desta quarta-feira, realizada de forma simbólica na Biblioteca Municipal, voltou a colocar no centro do debate vários problemas do concelho: obras em suspenso, reabilitação de conjuntos edílicos e o calendário de eventos locais. Entre intervenções de vereadores e reclamações de residentes, a Câmara comprometeu-se a dar respostas próximas no terreno, embora alguns prazos ainda dependam de entidades externas.
Feira Medieval e agenda cultural
O vereador Pedro Taleço apresentou o programa que envolverá a Feira Medieval, evento que arranca na próxima sexta-feira e se prolonga até domingo. A iniciativa integra-se na agenda cultural e turística do concelho, pretendendo dinamizar espaços do centro histórico e atrair visitantes às paragens vinícolas e gastronómicas já montadas no recinto.
Obras e reclamações dos moradores
Vereadores da oposição aproveitaram a sessão para reiterar problemas recorrentes no espaço público. O porta‑voz social‑democrata Roberto Cortegano voltou a alertar para a necessidade de intervenção no Jardim Manuel Sequeira Paula, em frente à coletividade dos Loureiros, qualificando o piso como «em mau estado» e pedindo esclarecimentos sobre o cronograma de obras.
Sobre a reabilitação da antiga sede do Pinhalnovense, o socialista José Carlos de Sousa explicou que o concurso de obras foi lançado com um valor de 48.000 euros, mas que a empreitada «ficou deserta duas vezes» e que a Câmara aguarda uma resposta das Infraestruturas de Portugal para poder avançar. Quanto ao edifício do Café Santa Rosa, o autarca afirmou que já existe um projeto em curso e que a autarquia está à espera de uma resposta para definir a intervenção futura.
«O concurso para as obras de reabilitação da antiga sede foi lançado por quarenta e oito mil euros, mas ficou deserto duas vezes», afirmou José Carlos de Sousa.
Saneamento e pavimentações no Pinhal Novo
Outro foco de preocupação foram as obras de saneamento no Pinhal Novo, onde o vereador José Calado sinalizou atrasos nas intervenções nas ruas António Sérgio, Lagoa da Palha e 25 de Abril — trabalhos que «estão parados há semanas» e que tinham sido iniciados no mandato anterior. O vereador questionou ainda quando será reposto o pavimento afetado pelas intervenções.
O responsável pelo Urbanismo, vereador Paulo Garcia, reconheceu o atraso mas garantiu que a situação «será resolvida» e que a autarquia «tem tentado incomodar o menos possível». Especificamente sobre o cruzamento entre a ponte nova e a antiga Estrada dos Espanhóis — onde está prevista a construção de uma rotunda — o mesmo vereador informou que a empresa «terá que começar a obra no início de outubro».
| Assunto | Situação referida |
|---|---|
| Ruas António Sérgio, Lagoa da Palha e 25 de Abril | Obras de saneamento paradas há semanas |
| Cruzamento ponte nova / Estrada dos Espanhóis | Rotunda prevista; início previsto para início de outubro |
| Antiga sede do Pinhalnovense | Concurso de 48.000€ lançado; ficou deserto duas vezes; espera por Infraestruturas de Portugal |
Intervenções no espaço público e mobilidade
Em resposta a pedido do vereador Roberto Cortegano sobre o Jardim Manuel Sequeira Paula, Paulo Garcia disse que o espaço vai receber novo mobiliário urbano e que a Câmara irá reunir com a Junta de Freguesia de Palmela para analisar sugestões locais. O vereador Afonso Brandão questionou também a calendarização de outras intervenções viárias.
- Reabilitação de edifícios históricos: concurso deserto e dependência de entidades externas.
- Obras de saneamento no Pinhal Novo: paragens e reposições de pavimento pendentes.
- Programação cultural: Feira Medieval com início na próxima sexta‑feira.
A sessão decorreu na Biblioteca Municipal, no perímetro onde se montam palcos e stands vinícolas, sob o olhar do castelo que domina a serra. A escolha do local sublinhou a simultânea realidade do concelho: enquanto a atividade cultural e turística se prepara para acolher público, persistem questões infraestruturais e de reabilitação com impacto direto na qualidade de vida dos residentes.
Os assuntos ficam agora com prazos e promessas: algumas respostas dependem de decisões externas, outras de ajustes na calendarização da autarquia. Para a população, a expectativa é clara — ver obras concluídas e espaços públicos recuperados sem mais adiamentos, sobretudo em zonas onde as intervenções já arrancaram e estão atualmente paradas.