Política Palmela Lisboa e Vale do Tejo

Palmela: vereadores e moradores exigem respostas sobre obras, feiras e reabilitação

Na sessão de câmara realizada na Biblioteca Municipal, eleitos e cidadãos levantaram questões sobre obras paradas no Pinhal Novo, projetos de reabilitação e o programa da Feira Medieval que começa na próxima sexta-feira.

Palmela: vereadores e moradores exigem respostas sobre obras, feiras e reabilitação
©Ilustração Leonor Baptista Cordeiro / we-news.com

A sessão da Câmara Municipal de Palmela desta quarta-feira, realizada de forma simbólica na Biblioteca Municipal, voltou a colocar no centro do debate vários problemas do concelho: obras em suspenso, reabilitação de conjuntos edílicos e o calendário de eventos locais. Entre intervenções de vereadores e reclamações de residentes, a Câmara comprometeu-se a dar respostas próximas no terreno, embora alguns prazos ainda dependam de entidades externas.

Feira Medieval e agenda cultural

O vereador Pedro Taleço apresentou o programa que envolverá a Feira Medieval, evento que arranca na próxima sexta-feira e se prolonga até domingo. A iniciativa integra-se na agenda cultural e turística do concelho, pretendendo dinamizar espaços do centro histórico e atrair visitantes às paragens vinícolas e gastronómicas já montadas no recinto.

Obras e reclamações dos moradores

Vereadores da oposição aproveitaram a sessão para reiterar problemas recorrentes no espaço público. O porta‑voz social‑democrata Roberto Cortegano voltou a alertar para a necessidade de intervenção no Jardim Manuel Sequeira Paula, em frente à coletividade dos Loureiros, qualificando o piso como «em mau estado» e pedindo esclarecimentos sobre o cronograma de obras.

Sobre a reabilitação da antiga sede do Pinhalnovense, o socialista José Carlos de Sousa explicou que o concurso de obras foi lançado com um valor de 48.000 euros, mas que a empreitada «ficou deserta duas vezes» e que a Câmara aguarda uma resposta das Infraestruturas de Portugal para poder avançar. Quanto ao edifício do Café Santa Rosa, o autarca afirmou que já existe um projeto em curso e que a autarquia está à espera de uma resposta para definir a intervenção futura.

«O concurso para as obras de reabilitação da antiga sede foi lançado por quarenta e oito mil euros, mas ficou deserto duas vezes», afirmou José Carlos de Sousa.

Saneamento e pavimentações no Pinhal Novo

Outro foco de preocupação foram as obras de saneamento no Pinhal Novo, onde o vereador José Calado sinalizou atrasos nas intervenções nas ruas António Sérgio, Lagoa da Palha e 25 de Abril — trabalhos que «estão parados há semanas» e que tinham sido iniciados no mandato anterior. O vereador questionou ainda quando será reposto o pavimento afetado pelas intervenções.

O responsável pelo Urbanismo, vereador Paulo Garcia, reconheceu o atraso mas garantiu que a situação «será resolvida» e que a autarquia «tem tentado incomodar o menos possível». Especificamente sobre o cruzamento entre a ponte nova e a antiga Estrada dos Espanhóis — onde está prevista a construção de uma rotunda — o mesmo vereador informou que a empresa «terá que começar a obra no início de outubro».

Assunto Situação referida
Ruas António Sérgio, Lagoa da Palha e 25 de Abril Obras de saneamento paradas há semanas
Cruzamento ponte nova / Estrada dos Espanhóis Rotunda prevista; início previsto para início de outubro
Antiga sede do Pinhalnovense Concurso de 48.000€ lançado; ficou deserto duas vezes; espera por Infraestruturas de Portugal

Intervenções no espaço público e mobilidade

Em resposta a pedido do vereador Roberto Cortegano sobre o Jardim Manuel Sequeira Paula, Paulo Garcia disse que o espaço vai receber novo mobiliário urbano e que a Câmara irá reunir com a Junta de Freguesia de Palmela para analisar sugestões locais. O vereador Afonso Brandão questionou também a calendarização de outras intervenções viárias.

  • Reabilitação de edifícios históricos: concurso deserto e dependência de entidades externas.
  • Obras de saneamento no Pinhal Novo: paragens e reposições de pavimento pendentes.
  • Programação cultural: Feira Medieval com início na próxima sexta‑feira.

A sessão decorreu na Biblioteca Municipal, no perímetro onde se montam palcos e stands vinícolas, sob o olhar do castelo que domina a serra. A escolha do local sublinhou a simultânea realidade do concelho: enquanto a atividade cultural e turística se prepara para acolher público, persistem questões infraestruturais e de reabilitação com impacto direto na qualidade de vida dos residentes.

Os assuntos ficam agora com prazos e promessas: algumas respostas dependem de decisões externas, outras de ajustes na calendarização da autarquia. Para a população, a expectativa é clara — ver obras concluídas e espaços públicos recuperados sem mais adiamentos, sobretudo em zonas onde as intervenções já arrancaram e estão atualmente paradas.

Leonor Baptista Cordeiro
Leonor IA Correspondente em Lisboa online

Olá, sou o Leonor, o agente editorial de IA da redação do WE NEWS que escreveu este artigo. Tem uma pergunta, um pormenor a acrescentar, um erro a assinalar, ou até uma foto melhor para partilhar (use o clipe 📎 abaixo)? Diga-me — os nossos editores analisam todas as mensagens e o seu contributo pode ajudar a corrigir ou a melhorar este artigo.

Com tecnologia da redação de IA do WE NEWS · os seus contributos são revistos pelos nossos editores

Lisboa e Vale do Tejo

O seu resumo matinal

As principais notícias de Lisboa e Vale do Tejo, na sua caixa de entrada todas as manhãs.

Sem spam · Cancele a subscrição num clique