A Polícia Judiciária (PJ), através da Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e à Criminalidade Tecnológica, deteve cinco mulheres suspeitas de envolvimento numa rede de cibercrimes cujas diligências atingiram várias localidades do país, incluindo Almada. As detenções ocorreram no decurso da operação designada «LOGIN», que incluiu oito buscas domiciliárias e o empenho da Polícia de Segurança Pública no terreno.
Inquérito arrancou após acesso indevido a plataformas bancárias
Segundo a PJ, a investigação teve início em março do ano passado, quando foi identificada a conduta de uma funcionária bancária que terá acedido indevidamente a canais digitais de clientes. A partir desse acesso foram realizadas transferências para diversos «money mules», que dispersaram os fundos obtidos de forma fraudulenta.
- Detidas: cinco mulheres;
- Buscas domiciliárias: Almada, Seixal, Pombal e Elvas (oito no total);
- Vítimas identificadas: pelo menos 13;
- Prejuízo apurado: cerca de 110 000 euros;
- Unidade responsável: Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e à Criminalidade Tecnológica da PJ.
Durante as buscas foram apreendidas «diversa documentação e prova digital», refere a mesma fonte. As detidas vão ser presentes a interrogatório para eventual aplicação de medidas de coação.
Métodos e contextos do esquema
O inquérito apurou que os ilícitos não se limitaram ao esquema inicial envolvendo a funcionária bancária. A investigação foi unificada com outros casos conexos nos quais os suspeitos receberam valores através de técnicas como phishing e anúncios fraudulentos de falso arrendamento de imóveis. A PJ identificou, assim, um padrão de dispersão dos fundos por intermédio de third parties — os chamados money mules — que dificultava o rastreio das transferências.
| Item | Quantidade / Local |
|---|---|
| Detenções | 5 |
| Buscas domiciliárias | Almada, Seixal, Pombal, Elvas (8 no total) |
| Vítimas identificadas | 13 (pelo menos) |
| Prejuízo apurado | ≈ 110 000 € |
Na cidade de Almada, o envolvimento da força policial no cumprimento das buscas suscitou preocupação entre moradores e comerciantes, ainda que não haja indicações públicas de que as detenções estejam ligadas a estabelecimentos locais ou serviços municipais. A Polícia de Segurança Pública prestou suporte operativo às acções da PJ nas várias localidades onde decorreram as diligências.
Consequências locais e prevenção
A operação realça a persistência de esquemas de fraude que combinam acesso indevido a plataformas financeiras com métodos de engenharia social (phishing) e anúncios fraudulentos, prática que pode afectar residentes de Almada e da região do Grande Lisboa. A dispersão de fundos por intermédio de contas de terceiros complica a recuperação de ativos e exige uma resposta coordenada das autoridades e das instituições financeiras.
As detidas serão presentes às autoridades judiciais para avaliação das medidas de coação. A investigação prossegue no sentido de identificar outros envolvidos e aferir a extensão total dos prejuízos e das práticas criminosas associadas.
Fonte: Polícia Judiciária; operação «LOGIN».