A cidade de Santarém acolhe, nos dias 17 e 18 de agosto, uma oficina regional sobre Manejo Integrado do Fogo na Agricultura Familiar, iniciativa que reúne técnicos municipais e estaduais com o objectivo de qualificar práticas de prevenção e de uso controlado do fogo na Amazónia.
Participação e objectivos
A formação decorre no Centro de Informações Ambientais (CIAM) e é organizada pelo Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade (Semas), pela Secretaria de Estado da Agricultura Familiar (Seaf) e pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Santarém (Semma).
Segundo a comunicação da Semma, a proposta é fortalecer capacidades técnicas de gestores e equipas municipais para a prevenção e o manejo integrado do fogo, com repercussões na redução da degradação ambiental, na adoção de práticas produtivas sustentáveis e na adaptação às mudanças climáticas.
Quem participa
Estão convocados técnicos das secretarias municipais de Meio Ambiente e Agricultura de diversas localidades da região. Entre os municípios representados, para além de Santarém, participam:
- Rurópolis
- Trairão
- Itaituba
- Belterra
- Mojuí dos Campos
- Óbidos
- Juruti
- Oriximiná
- Alenquer
- Monte Alegre
- Prainha
- Curuá
| Elemento | Detalhe |
|---|---|
| Local | Centro de Informações Ambientais (CIAM), Santarém |
| Organizadores | IPAM, Semas, Seaf e Semma de Santarém |
| Período | 17 e 18 de agosto |
Conteúdos e abordagem
No primeiro dia, a programação inclui temas como a dinâmica do fogo na Amazónia, as mudanças climáticas, os incêndios florestais e os processos de degradação ambiental. A oficina está orientada para a troca de experiências, a formação técnica e a construção conjunta de estratégias para a prevenção e o manejo responsável do fogo.
A secretária municipal de Meio Ambiente de Santarém, Vânia Portela, destacou a importância da iniciativa para fortalecer a integração entre municípios e qualificar as respostas face aos riscos aumentados durante o período de estiagem.
«O manejo integrado do fogo exige conhecimento, planejamento e, principalmente, integração entre o poder público, as instituições e as comunidades. Receber essa formação em Santarém é uma oportunidade de qualificar nossas equipes e, ao mesmo tempo, compartilhar experiências com outros municípios», afirmou a secretária.
Na nota oficial, Vânia Portela sublinhou ainda que o objetivo é «orientar o uso responsável do fogo quando autorizado e proteger nossas florestas, a produção rural e, sobretudo, a vida das pessoas», lembrando que o trabalho exige continuidade e construção conjunta.
Implicações para a gestão ambiental regional
A realização de uma oficina desta natureza, com apoio técnico de instituições regionais e com a presença de múltiplos municípios, aponta para uma tentativa explícita de articular respostas locais a um problema que atravessa territórios: o uso do fogo como prática agrícola e os riscos associados no contexto de alterações climáticas. A capacitação técnica e a partilha de experiências entre municípios podem contribuir para:
- melhor planeamento das práticas agrícolas que recorrem ao fogo;
- redução de incêndios acidentais e da degradação de áreas naturais;
- fortalecimento da cooperação intermunicipal e entre instituições públicas e comunidades.
Ao reunir gestores e técnicos num processo formativo, a oficina pretende traduzir conhecimentos científicos e técnicas de manejo em medidas práticas aplicáveis nas realidades locais — um passo que, segundo os organizadores, é necessário para conciliar produção familiar, segurança de comunidades e conservação ambiental na Amazónia.
Fonte: Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Santarém (comunicado institucional).