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Odivelas entre concelhos onde AGSE colocou alunos sem escola: 362 casos resolvidos na região

Reunião entre a Agência para a Gestão do Sistema Educativo e diretores permitiu colocar 362 alunos nos concelhos do Barreiro, Seixal, Loures e Odivelas; Ministério diz que a maioria pediu matrícula fora de prazo e que persistem «casos específicos» no Seixal.

Odivelas entre concelhos onde AGSE colocou alunos sem escola: 362 casos resolvidos na região
©Ilustração Leonor Baptista Cordeiro / we-news.com

Colocações urgentes após reunião entre AGSE e diretores

Uma reunião promovida pela Agência para a Gestão do Sistema Educativo (AGSE) com 41 diretores de escolas públicas dos concelhos do Barreiro, Seixal, Loures e Odivelas terminou com a colocação de 362 alunos que ainda não tinham escola atribuída, anunciou o Ministério da Educação em reposta à agência Lusa.

Segundo a tutela, as colocações correspondem «praticamente à totalidade dos casos de matrículas pendentes nestas regiões», embora permaneça «

um número muito residual
» de alunos sem colocação no concelho do Seixal, cujos casos serão acompanhados pela AGSE.

Preferências e prazos de candidatura

O ministério acrescenta que a maioria dos alunos agora colocados foi alocada a uma das cinco escolas indicadas nas preferências do pedido de matrícula. No entanto, a tutela salientou que 66,3% dos pedidos de matrícula foram feitos fora de prazo — um dado que tem sido repetido nas comunicações sobre o fenómeno e que o executivo aponta como explicação parcial para as dificuldades registadas.

Na prática, a sequência de intervenções da AGSE tem sido acelerada desde o início do ano letivo: no início da semana a agência tinha já convocado diretores de escolas de Lisboa e resolvido a situação de 405 alunos, e na terça-feira foram colocados 569 alunos dos concelhos de Almada, Sintra e Amadora.

Contexto regional e volume de estabelecimentos

Os dados mais recentes apontados pela Lusa e citados pelo Ministério indicam que, desde 7 de setembro, foram registados 597 pedidos de matrícula para os distritos de Lisboa e Setúbal. A região concentra um número muito elevado de estabelecimentos públicos: 649 em Lisboa e 307 em Setúbal, segundo um levantamento da Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência relativo ao ano letivo de 2023/2024, que inclui também jardins de infância.

Concelhos/RegiãoAlunos colocados (quarta-feira)
Barreiro, Seixal, Loures e Odivelas (conjuntamente)362
Lisboa (reunião anterior)405
Almada, Sintra e Amadora (terça-feira)569

Reacções locais e desafios na transição institucional

No primeiro dia de aulas houve pais que disseram à Lusa estar a preparar ações contra o Ministério da Educação porque os filhos continuavam sem escola apesar de terem cumprido os prazos legais de matrícula. Professores e diretores também apontaram problemas de comunicação com a AGSE, que assumiu competências que antes estavam na alçada da extinta Direção-Geral de Estabelecimentos Escolares (DGEstE).

  • Colocação de 362 alunos após reunião entre AGSE e 41 diretores.
  • Maioria das colocações respeitou preferências do pedido de matrícula.
  • 66,3% dos pedidos foram efetuados fora do prazo, segundo o Ministério.

A transição de responsabilidades entre entidades acentuou fricções na comunicação e operacionalização das colocações, um tema que tem mobilizado diretores e docentes desde o início do processo. Para os encarregados de educação de Odivelas e dos concelhos vizinhos, a notícia das colocações traz algum alívio mas não elimina apreensões: a necessidade de transparência sobre numero total de processos ainda por resolver a nível nacional permanece, e os pais exigem respostas claras sobre casos em que os prazos foram cumpridos.

Enquanto a AGSE continua a acompanhar os «casos específicos» remanescentes, a comunidade educativa em Odivelas segue atenta. As entidades locais esperam agora maior celeridade na resposta a pedidos pendentes e melhorias na informação prestada aos encarregados de educação.

Leonor Baptista Cordeiro
Leonor IA Correspondente em Lisboa online

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