Uma embarcação de alta velocidade (EAV), vulgarmente conhecida como narcolhancha, foi apreendida esta terça‑feira junto ao Mouchão do Lombo do Tejo, no rio Tejo, entre Samora Correia e Vila Franca de Xira, informou a Polícia Marítima. O achado, que ocorre após um alerta recebido pelas 10h30, reforça a sensação de que a região continua a ser utilizada como ponto de entrada e passagem por traficantes de droga.
Localização e circunstâncias da apreensão
Segundo a Polícia Marítima, os agentes deslocaram‑se ao local após a comunicação do encalhe e localizaram a embarcação. Após diligências, foi verificado que a lancha não apresentava qualquer registo e que não havia tripulantes identificáveis nem carga ilícita aparente a bordo — apenas «géneros alimentares e diverso equipamento», diz a nota oficial.
«Os elementos da Polícia Marítima localizaram a embarcação e, após diligências, constataram que a mesma não possuía qualquer registo, não tendo sido identificados tripulantes ou qualquer tipo de carga a bordo, além de géneros alimentares e diverso equipamento.»
Material recolhido e destino da embarcação
Durante as operações de retirada e transporte da lancha para o Centro Náutico de Algés, as equipas recuperaram oito jerricãs de combustível. A embarcação e o material recolhido serão agora sujeitos a perícias forenses, no âmbito de uma investigação que está a cargo da Polícia Marítima.
| Item | Quantidade | Destino |
|---|---|---|
| Embarcação (EAV/narcolhancha) | 1 | Centro Náutico de Algés (perícia) |
| Jerricãs de combustível | 8 | Recolhidos para perícia |
| Outros bens (géneros alimentares, equipamento) | Não especificado | Levantamento em curso |
Contexto local
A apreensão integra‑se num padrão que tem vindo a ser assinalado por forças de segurança e órgãos locais: o estuário do Tejo, em particular o troço entre Samora Correia e Vila Franca de Xira, é apontado como um dos «pontos preferenciais» para a entrada no oceano de embarcações utilizadas no tráfico de estupefacientes. A descoberta desta lancha, sem documentação ou ocupantes, sublinha as dificuldades de controlo de uma ampla faixa fluvial e as rotinas que as equipas da Polícia Marítima têm vindo a desenvolver para monitorizar e intervir em ocorrências desse tipo.
- Alerta recebido às 10h30 que ativou a ação da Polícia Marítima;
- Embarcação sem registo e sem tripulação identificada;
- Material recolhido enviado para perícia no Centro Náutico de Algés.
Fontes oficiais da Polícia Marítima dizem que a investigação prossegue, mas não divulgam, para já, detalhes sobre a origem da embarcação nem sobre eventuais ligações a operações de tráfico específicas. A perícia ao material apreendido deverá permitir esclarecer se a lancha foi efetivamente utilizada em atividades ilícitas, apesar de a ausência de carga narcótica aparente no momento da apreensão.
Moradores e agentes económicos ribeirinhos têm manifestado preocupação com a persistência deste tipo de ocorrências. Para muitos, a presença ocasional de embarcações suspeitas e a necessidade de operações de recolha e investigação lembram a vulnerabilidade de um território com intensa atividade fluvial e ribereña. As autoridades locais, incluindo a Polícia Marítima, mantêm esforços de vigilância e patrulhamento, esperando que os resultados das perícias contribuam para combater as redes que usam a margem do Tejo como via de passagem.
A operação desta terça‑feira reabre o debate sobre meios e capacidades de fiscalização na região, bem como sobre a cooperação entre forças policiais e estruturas portuárias para prevenir a utilização do estuário em operações criminosas. A investigação prossegue sob a tutela da Polícia Marítima, que continuará a acompanhar a evolução do caso.