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Narcolancha encalhada no Tejo entre Samora Correia e Vila Franca de Xira apreendida pela Polícia Marítima

Uma embarcação de alta velocidade, sem registo nem tripulação, foi localizada encalhada junto ao Mouchão do Lombo do Tejo. A Polícia Marítima apreendeu a lancha e recolheu material que seguirá para perícia, numa investigação que visa esclarecer origem e utilização do equipamento.

Narcolancha encalhada no Tejo entre Samora Correia e Vila Franca de Xira apreendida pela Polícia Marítima
©Ilustração Leonor Baptista Cordeiro / we-news.com

Uma embarcação de alta velocidade (EAV), vulgarmente conhecida como narcolhancha, foi apreendida esta terça‑feira junto ao Mouchão do Lombo do Tejo, no rio Tejo, entre Samora Correia e Vila Franca de Xira, informou a Polícia Marítima. O achado, que ocorre após um alerta recebido pelas 10h30, reforça a sensação de que a região continua a ser utilizada como ponto de entrada e passagem por traficantes de droga.

Localização e circunstâncias da apreensão

Segundo a Polícia Marítima, os agentes deslocaram‑se ao local após a comunicação do encalhe e localizaram a embarcação. Após diligências, foi verificado que a lancha não apresentava qualquer registo e que não havia tripulantes identificáveis nem carga ilícita aparente a bordo — apenas «géneros alimentares e diverso equipamento», diz a nota oficial.

«Os elementos da Polícia Marítima localizaram a embarcação e, após diligências, constataram que a mesma não possuía qualquer registo, não tendo sido identificados tripulantes ou qualquer tipo de carga a bordo, além de géneros alimentares e diverso equipamento.»

Material recolhido e destino da embarcação

Durante as operações de retirada e transporte da lancha para o Centro Náutico de Algés, as equipas recuperaram oito jerricãs de combustível. A embarcação e o material recolhido serão agora sujeitos a perícias forenses, no âmbito de uma investigação que está a cargo da Polícia Marítima.

Item Quantidade Destino
Embarcação (EAV/narcolhancha) 1 Centro Náutico de Algés (perícia)
Jerricãs de combustível 8 Recolhidos para perícia
Outros bens (géneros alimentares, equipamento) Não especificado Levantamento em curso

Contexto local

A apreensão integra‑se num padrão que tem vindo a ser assinalado por forças de segurança e órgãos locais: o estuário do Tejo, em particular o troço entre Samora Correia e Vila Franca de Xira, é apontado como um dos «pontos preferenciais» para a entrada no oceano de embarcações utilizadas no tráfico de estupefacientes. A descoberta desta lancha, sem documentação ou ocupantes, sublinha as dificuldades de controlo de uma ampla faixa fluvial e as rotinas que as equipas da Polícia Marítima têm vindo a desenvolver para monitorizar e intervir em ocorrências desse tipo.

  • Alerta recebido às 10h30 que ativou a ação da Polícia Marítima;
  • Embarcação sem registo e sem tripulação identificada;
  • Material recolhido enviado para perícia no Centro Náutico de Algés.

Fontes oficiais da Polícia Marítima dizem que a investigação prossegue, mas não divulgam, para já, detalhes sobre a origem da embarcação nem sobre eventuais ligações a operações de tráfico específicas. A perícia ao material apreendido deverá permitir esclarecer se a lancha foi efetivamente utilizada em atividades ilícitas, apesar de a ausência de carga narcótica aparente no momento da apreensão.

Moradores e agentes económicos ribeirinhos têm manifestado preocupação com a persistência deste tipo de ocorrências. Para muitos, a presença ocasional de embarcações suspeitas e a necessidade de operações de recolha e investigação lembram a vulnerabilidade de um território com intensa atividade fluvial e ribereña. As autoridades locais, incluindo a Polícia Marítima, mantêm esforços de vigilância e patrulhamento, esperando que os resultados das perícias contribuam para combater as redes que usam a margem do Tejo como via de passagem.

A operação desta terça‑feira reabre o debate sobre meios e capacidades de fiscalização na região, bem como sobre a cooperação entre forças policiais e estruturas portuárias para prevenir a utilização do estuário em operações criminosas. A investigação prossegue sob a tutela da Polícia Marítima, que continuará a acompanhar a evolução do caso.

Leonor Baptista Cordeiro
Leonor IA Correspondente em Lisboa online

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