Animação no Parque das Nações e aposta na inclusão
O Parque das Nações foi o palco da primeira edição do Lisboa Dragon Boat Festival, evento organizado pela Associação Dragon Boat Portugal que ao longo de três dias transformou a doca do Oceanário num cenário de competição, formação e convívio náutico. Segundo a organização, participaram mais de 700 pessoas, num formato que conjugou regatas, provas escolares e iniciativas com fins sociais.
A prova principal teve um desfecho de destaque: a equipa da Unidade Especial de Polícia da PSP venceu a regata final, num programa que alinhou equipas de clubes, universidades, escolas, corporações de bombeiros e outras entidades. Ao mesmo tempo, o festival assumiu um compromisso com a inclusão social e apoiou a SPEM (Associação de Solidariedade), numa das componentes de impacto comunitário do evento.
Envolvimento das escolas e formação de novos praticantes
O School Challenge, que decorreu a 25 de setembro no âmbito do festival, envolveu mais de 500 alunos de escolas da Grande Lisboa. Para muitos destes jovens tratou‑se do primeiro contacto com a modalidade, que tem vindo a crescer internacionalmente e a afirmar‑se como desporto coletivo acessível.
- Organização: Associação Dragon Boat Portugal
- Local: Doca do Oceanário, Parque das Nações, Lisboa
- Participantes: mais de 700
- School Challenge: mais de 500 alunos envolvidos
- Vencedores da regata final: Unidade Especial de Polícia da PSP
«Mais de 700 participantes tiveram a oportunidade de experimentar e competir em Dragon Boat», afirmou a organização.
Na margem do Tejo, as bancadas improvisadas e as margens da doca receberam famílias, grupos escolares e curiosos, criando uma atmosfera de festa. Equipas de clubes náuticos aproveitaram o espaço para demonstrar técnica e velocidade, enquanto equipas iniciantes beneficiaram de sessões de introdução à modalidade.
Impacto social e continuidade da aposta
Para a organização, esta primeira edição tinha dois objetivos complementares: promover a prática do dragon boat em Lisboa e usar o desporto como ferramenta de inclusão. A ligação com a SPEM traduziu‑se em atividades de angariação de fundos e visibilidade para projetos sociais apoiados pela associação. A presença de forças de segurança e bombeiros sublinhou ainda o caráter agregador do evento.
| Elemento | Indicador |
|---|---|
| Participantes totais | Mais de 700 |
| School Challenge (alunos) | Mais de 500 |
| Local | Parque das Nações, Doca do Oceanário |
Do ponto de vista local, a iniciativa insere‑se numa aposta de dinamização da frente ribeirinha de Lisboa enquanto espaço de eventos desportivos e inclusivos. O uso da doca do Oceanário, com fácil acessibilidade por transportes públicos e proximidade a infraestruturas turísticas, facilitou a adesão de diferentes públicos e potenciou a presença de escolas da Grande Lisboa.
A primeira edição do festival mostrou também a capacidade de articular entidades diversas — desde associações desportivas a forças de segurança e instituições de solidariedade — em torno de um calendário que pretende repetir‑se nos anos seguintes, consolidando o dragon boat como modalidade de referência nas atividades náuticas da cidade.
Os organizadores apontam já para a análise dos resultados e o planeamento de futuras edições, com objetivo de aumentar o número de equipas e reforçar as componentes formativas e solidárias. Para os residentes e frequentadores do Parque das Nações, o festival foi uma oportunidade para descobrir uma modalidade coletiva que combina técnica, coordenação e trabalho em equipa, enquanto contribui para causas locais.
O êxito de público e a diversidade de participantes fazem prever que Lisboa possa vir a integrar, de forma regular, o mapa nacional e internacional de eventos de dragon boat, com reflexos positivos para a prática desportiva e para a dinâmica comunitária da margem ribeirinha.