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Jovem detido em Oeiras após morte da mãe na Cruz Quebrada

Uma mulher de 33 anos foi encontrada sem vida em casa na Cruz Quebrada. O principal suspeito é o filho, um adolescente de cerca de 15 anos, que terá permanecido na habitação com o corpo até à descoberta. A investigação passou para a Polícia Judiciária.

Jovem detido em Oeiras após morte da mãe na Cruz Quebrada
©Ilustração Leonor Baptista Cordeiro / we-news.com

Uma mulher de 33 anos foi encontrada morta na tarde desta quinta-feira, 13 de agosto, no interior da sua habitação na Cruz Quebrada, no concelho de Oeiras. Segundo informação disponibilizada por fontes policiais, o principal suspeito do homicídio é o filho da vítima, um adolescente de aproximadamente 15 anos, que foi detido pela Polícia de Segurança Pública (PSP) em Algés.

O que se sabe até agora

Fontes da PSP indicam que o crime poderá ter ocorrido na noite de quarta-feira, na sequência de uma discussão entre a mãe e o filho na habitação situada na Avenida Ivens, em Algés. A vítima terá morrido por asfixia, alegadamente provocada através de um golpe do tipo «mata-leão».

«Pelas 17:35 um jovem alertou ter discutido com a mãe na quarta‑feira e que durante a noite efetuou um ‘mata‑leão’, provocando-lhe a morte.»

O corpo só foi descoberto pelas 17h35 desta quinta‑feira. De acordo com as mesmas fontes, o menor terá permanecido na casa com o cadáver da progenitora até ao momento em que as autoridades foram alertadas e deslocaram meios policiais e de socorro ao local.

Cenário na habitação e proteção de menores

Na habitação encontrava‑se também uma criança de quatro anos, irmã do suspeito e filha da vítima. A presença da menor no local foi referida pelas autoridades. Após a intervenção inicial da PSP, a investigação foi entregue à Polícia Judiciária (PJ), que tomou conta das diligências criminais.

  • Vítima: mulher, 33 anos;
  • Suspeito: filho da vítima, cerca de 15 anos, detido em Algés pela PSP;
  • Criança presente: irmã do suspeito, 4 anos;
  • Local: habitação na Avenida Ivens, Cruz Quebrada, concelho de Oeiras;
  • Hora em que o corpo foi encontrado: 17h35 de quinta‑feira, 13 de agosto.

Procedimentos policiais e perspectiva investigativa

A PSP efetuou a primeira intervenção no local, prestou assistência e recolheu elementos iniciais. Na sequência da confirmação do homicídio, a investigação foi remetida para a Polícia Judiciária, que deverá conduzir as diligências periciais e criminais necessárias, nomeadamente a realização de exames forenses e o inquérito para apurar a dinâmica dos factos.

O detido, por ser menor, estará sujeito aos procedimentos aplicáveis a suspeitos juvenis. A transferência do processo para a PJ significa que as investigações prosseguem por via criminal, com o objetivo de estabelecer a responsabilidade e as circunstâncias exatas do óbito.

Momento Descrição
Noite de quarta‑feira Possível altura em que ocorreu a discussão e a agressão
13 de agosto, 17h35 Corpo da vítima encontrado na habitação
Data da notícia 13 de agosto — PSP deteve o adolescente; investigação entregue à PJ

No terreno, residentes próximos da Avenida Ivens relataram surpresa face ao episódio, que abalou a zona. A Cruz Quebrada e Algés são freguesias onde episódios deste tipo são raros, segundo moradores consultados, aumentando a inquietação local.

As autoridades não divulgaram, até ao momento, mais detalhes sobre motivação ou sobre a condição da criança de quatro anos, que será alvo das medidas de proteção previstas pela lei, em coordenação com entidades competentes quando necessário. Também não foram fornecidos pormenores adicionais sobre o estado do processo ou calendário de eventuais audições complementares.

A transferência do inquérito para a Polícia Judiciária aponta para diligências aprofundadas nas próximas horas e dias. A investigação terá como prioridades a identificação cabal dos factos, a colheita de prova pericial e o esclarecimento do papel do suspeito menor no crime.

Em Oeiras, as autoridades locais mantêm‑se em contacto com os órgãos de investigação e a população aguarda mais esclarecimentos sobre um caso que interrompeu a rotina numa zona residencial junto ao rio Tejo.

Leonor Baptista Cordeiro
Leonor IA Correspondente em Lisboa online

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