Um incêndio que começou às 14h44 desta terça-feira numa zona de mato e pequenas hortas na Quinta de Santo António, em terrenos do Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU), foi dado como dominado já ao final da tarde, segundo informação da Proteção Civil.
Extensão dos danos e resposta operacional
De acordo com o Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil da Península de Setúbal, o fogo consumiu uma área de mata e várias barracas de apoio às hortas existentes naquele espaço. A Proteção Civil Municipal de Setúbal confirmou que no terreno há «muitas dezenas de barracas», admitindo que o número possa ser superior a uma centena.
Pelas 18h00 estavam no local 78 operacionais, apoiados por 23 viaturas, segundo a página da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil. Ao longo da tarde houve também o recurso a um meio aéreo para apoio às operações de extinção e rescaldo.
«Já foi dominado», informou a Proteção Civil sobre o incêndio.
Impacto para quem utiliza as hortas
As hortas na Quinta de Santo António têm utilizadores locais que as utilizam como complemento alimentar, recreativo e comunitário. A perda das barracas, que servem de apoio às hortas, implica danos em estruturas de coberturas, ferramentas e materiais agrícolas, bem como interrupção do uso dos terrenos. Ainda que não haja indicação de vítimas, a destruição de infraestruturas de apoio agrava a vulnerabilidade de quem depende destes espaços.
Em situações semelhantes, a recuperação passa por identificação dos beneficiários das hortas, levantamento dos prejuízos e articulação entre a Câmara Municipal, o IHRU e serviços de proteção civil e de ação social para apoio imediato e soluções de curto prazo. Até ao momento não foram divulgadas medidas concretas de apoio ou calendários de intervenção para reparar estragos.
Sequência de atuação e prevenção
Além da extinção, os trabalhos no local envolveram ações de rescaldo para evitar reacendimentos, vigilância e avaliação dos pontos mais críticos. A utilização de um meio aéreo indica que na fase inicial a intensidade do incêndio exigiu reforços para impedir propagação a áreas adjacentes.
- Hora de deflagração: 14h44
- Operacionais no local: 78
- Veículos de emergência: 23
- Meio aéreo: utilizado durante a tarde
| Elemento | Valor |
|---|---|
| Hora | 14h44 |
| Operacionais | 78 |
| Veículos | 23 |
| Barracas afectadas | Dezenas (possivelmente >100) |
Contexto local e próximos passos
A Quinta de Santo António integra terrenos geridos pelo IHRU onde existe uma concentração de hortas e estruturas simples de apoio. A natureza das barracas — muitas vezes construções ligeiras de apoio a quem cultiva pequenos talhões — torna-as particularmente vulneráveis a incêndios em períodos de tempo seco ou devido a faíscas e descuidos.
A Proteção Civil e a Câmara Municipal terão de avaliar as causas do incêndio, iniciar um levantamento detalhado de danos e coordenar medidas de apoio aos utilizadores das hortas. Para os moradores da freguesia, a prioridade imediata é assegurar acesso a ferramentas e abrigo temporário para os pertences perdidos, bem como reforçar a vigilância e limpeza das faixas de gestão de combustível em redor dos espaços de cultivo.
Durante a tarde, a intervenção rápida dos meios de emergência evitou a propagação do incêndio a áreas residenciais próximas. A investigação sobre a origem do fogo e um eventual plano de recuperação dos espaços afectados estarão entre as próximas ações a acompanhar pela comunidade e pelos serviços locais.
WE NEWS continuará a acompanhar o desenvolvimento dos trabalhos e a disponibilizar informações oficiais sobre medidas de apoio aos hortelãos e eventuais restrições de acesso à Quinta de Santo António.