A Polícia Judiciária (PJ), com a colaboração da GNR de Almada, deteve dois homens tidos como presumíveis autores de quatro roubos consumados no concelho de Almada entre 28 de julho e 8 de agosto, informou esta terça-feira o Departamento de Investigação Criminal de Setúbal. Os crimes tiveram por alvo três postos de abastecimento de combustíveis e uma farmácia.
Modo de actuação e local dos crimes
Segundo a nota da PJ, os factos foram praticados «atuando em conjugação de esforços», com recurso a arma de fogo e a um motociclo. Enquanto um dos suspeitos permanecia nas imediações dos estabelecimentos a aguardar, o outro deslocava-se ao interior, com a cabeça e a cara cobertas por um capacete, e, sob ameaça de arma de fogo, obrigava os funcionários a entregar o dinheiro das caixas registadoras.
«Enquanto o condutor do motociclo ficava a aguardar nas imediações dos estabelecimentos que pretendiam assaltar, o outro deslocava-se ao interior desses mesmos estabelecimentos. Com a cabeça e cara cobertas por um capacete, e sob a ameaça de arma de fogo, obrigava os funcionários a entregar-lhe o dinheiro que se encontrava no interior das caixas registadoras.»
As ocorrências ocorreram no período entre finais de julho e a segunda semana de agosto, e abrangeram três bombas de gasolina e uma farmácia no concelho. O inquérito foi entregue ao DIAP de Almada.
Detenções, medidas de coacção e seguimento judicial
Os dois suspeitos, de 37 e 42 anos, foram detidos fora de flagrante delito pela PJ, com apoio da GNR de Almada, e apresentados a primeiro interrogatório judicial. Após o interrogatório, um dos arguidos ficou sujeito à medida de coacção de prisão preventiva, enquanto o outro ficou em liberdade com termo de identidade e residência.
| Idade | Medida de coacção |
|---|---|
| 37 anos | Prisão preventiva |
| 42 anos | Termo de identidade e residência |
A investigação prossegue sob a tutela do DIAP de Almada, que dirige o inquérito. A colaboração entre a PJ e a GNR local foi determinante para a identificação e detenção dos suspeitos, segundo a polícia.
Impacto local e prevenção
Os assaltos a estabelecimentos de venda ao público — e, em particular, os que envolvem armas de fogo — tendem a gerar preocupação entre trabalhadores e clientes, sobretudo quando ocorrem em série num curto intervalo temporal. A descrição do modus operandi aponta para uma organização simples mas eficaz: utilização de um motociclo como veículo de fuga e divisão de tarefas entre condutor e assaltante que entra no estabelecimento.
- Período dos crimes: entre 28 de julho e 8 de agosto.
- Locais afetados: três postos de abastecimento de combustíveis e uma farmácia em Almada.
- Agentes envolvidos na detenção: Polícia Judiciária (Depart. Investigação Criminal de Setúbal) e GNR de Almada.
Não tendo sido divulgados valores monetários subtraídos nem mais detalhes operacionais, a investigação continuará a apurar a existência de eventuais cúmplices, fontes de abastecimento da arma ou ligações a outros crimes na área metropolitana.
Para trabalhadores de estabelecimentos comerciais e para responsáveis por empresas locais, esta sequência de assaltos sublinha a importância de medidas preventivas, formação em segurança e cooperação com forças de segurança para reduzir riscos. A PJ e a GNR poderão também reforçar a presença policial preventiva e aconselhamento a empresários afetados, conforme entendido pelas autoridades no decurso do inquérito.
O DIAP de Almada continua a dirigir as diligências, que incluem actos probatórios e recolha de elementos que permitam sustentar as medidas de coacção já aplicadas e, se for caso disso, proceder a novas detenção(s) relacionadas com os factos em investigação.