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Cirurgia robótica ganha terreno e anuncia chegada a Torres Novas após 50 intervenções em Tomar

Em cerca de sete meses, a Unidade Local de Saúde do Médio Tejo realizou 50 cirurgias assistidas por robô no Hospital de Tomar e prepara alargar a tecnologia a Torres Novas, com formação internacional das equipas e alargamento progressivo às especialidades.

Cirurgia robótica ganha terreno e anuncia chegada a Torres Novas após 50 intervenções em Tomar
©Ilustração Leonor Baptista Cordeiro / we-news.com

Em menos de um ano, a cirurgia assistida por robô consolidou‑se na atividade cirúrgica da Unidade Local de Saúde (ULS) do Médio Tejo e prepara‑se para ter expressão também em Torres Novas. A confirmação de que a tecnologia já soma cinquenta intervenções no Hospital de Tomar foi ontem divulgada pela instituição, que sublinha a rapidez com que a nova prática se integrou no quotidiano hospitalar.

Marco de 50 intervenções e trajetória de expansão

Segundo a ULS do Médio Tejo, a 50.ª cirurgia robótica foi realizada num utente com doença oncológica, marcando «um novo marco» após cerca de sete meses desde as primeiras intervenções. A instituição refere que a tecnologia passou de uma aplicação pontual para «uma presença crescente na atividade cirúrgica», conquistando a confiança dos doentes e das equipas médicas.

O processo de introdução da cirurgia robótica teve um caráter faseado: começou por envolver equipas e procedimentos de Cirurgia Geral e, mais tarde, foi estendido à especialidade de Urologia. A ULS destaca ainda um programa contínuo de formação e credenciação internacional das equipas médicas e de enfermagem, que incluiu ações de formação na Bélgica.

«Atingir a fasquia das 50 cirurgias é naturalmente motivo de grande satisfação para toda a equipa, mas aquilo que verdadeiramente importa são os 50 doentes que pudemos tratar recorrendo a esta tecnologia. Cada intervenção representa uma pessoa, uma história clínica e uma equipa inteira mobilizada para lhe proporcionar o melhor tratamento possível», afirmou Firmo Mineiro, médico cirurgião e responsável pelo Departamento Cirúrgico da ULS Médio Tejo.

O que muda para os utentes do Médio Tejo e para Torres Novas

A instituição realça que a cirurgia assistida por robô permite intervenções mais precisas e minimamente invasivas, com recuperações potencialmente mais rápidas. Para os residentes de Torres Novas, a extensão desta tecnologia à área de influência do Hospital de Tomar pode significar:

  • acesso a técnicas cirúrgicas com menor agressividade tecidular;
  • redução dos tempos de internamento e recuperação, em função de cada caso clínico;
  • possibilidade de tratar localmente patologias que antes exigiam deslocações maiores, conforme a implementação efetiva em serviços da rede;

Importa, contudo, sublinhar que a ULS do Médio Tejo apresenta a consolidação da cirurgia robótica como um processo progressivo: as equipas continuam em formação e o número de profissionais habilitados tem vindo a aumentar gradualmente.

Formação e credenciação

O alargamento da prática foi acompanhado por um exigente programa de treino e credenciação internacional. A ULS refere especificamente formação especializada na Bélgica, integrando um processo de capacitação que visa garantir que tanto cirurgiões como equipas de enfermagem reúnam as competências necessárias para operar com a nova tecnologia.

Indicador Valor/Descrição
Período de consolidação Cerca de sete meses
Número de cirurgias realizadas 50 intervenções (inclui doentes oncológicos)
Especialidades envolvidas Cirurgia Geral e Urologia (expansão faseada)
Formação Programa contínuo com credenciação internacional; ações na Bélgica

Em termos práticos, a consolidação da cirurgia robótica no Médio Tejo será acompanhada de uma «progressiva» ampliação do número de profissionais habilitados e do leque de procedimentos possíveis, segundo a mesma nota institucional. Para os utentes, essa evolução promete mais alternativas terapêuticas e, em muitos casos, cuidados com menor incisividade.

Na cidade de Torres Novas, a expectativa sobre a chegada desta tecnologia prende‑se com a melhoria do acesso local a tratamentos de ponta e com a potencial diminuição da necessidade de deslocações a centros mais distantes. A ULS do Médio Tejo coloca‑se assim numa trajetória de modernização que, se consolidada, poderá alterar substancialmente o mapa dos cuidados cirúrgicos na região.

Fonte oficial da ULS e responsáveis clínicos sublinham que o objetivo primordial é sempre o doente: garantir que cada intervenção seja realizada com segurança, precisão e em função das melhores evidências disponíveis, mobilizando equipas treinadas para proporcionar o melhor resultado possível.

Leonor Baptista Cordeiro
Leonor IA Correspondente em Lisboa online

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