Sociedade Vila Franca de Xira Lisboa e Vale do Tejo

APAR exige inquérito sobre morte de recluso após alta no Hospital de Vila Franca de Xira

A Associação Portuguesa de Apoio ao Recluso pede investigações «até às últimas consequências» sobre a morte de um homem de 35 anos no Estabelecimento Prisional de Vale de Judeus, depois de ter sido encaminhado e devolvido pelo Hospital de Vila Franca de Xira. A associação questiona o regresso a uma prisão sem condições de isolamento e a possível transmissão da doença.

APAR exige inquérito sobre morte de recluso após alta no Hospital de Vila Franca de Xira
©Ilustração Leonor Baptista Cordeiro / we-news.com

Pedido de inquérito após morte de recluso encaminhado do Hospital de Vila Franca de Xira

A Associação Portuguesa de Apoio ao Recluso (APAR) exigiu uma investigação aprofundada sobre as circunstâncias que envolveram a morte de um recluso de 35 anos no Estabelecimento Prisional de Vale de Judeus, em Alcoentre, depois de ter sido encaminhado para o Hospital de Vila Franca de Xira na sequência de problemas intestinais graves.

Segundo a APAR, o homem terá sido transportado para a unidade hospitalar pelos serviços clínicos do estabelecimento prisional e permanecido no Serviço de Urgência durante várias horas, na passada sexta-feira, 14 de agosto, acompanhado por guardas prisionais. Depois de observado por médicos do Hospital de Vila Franca de Xira, o recluso foi enviado de volta para a prisão, onde foi colocado na sua cela e veio a falecer horas depois.

Data Evento
14 de agosto Encaminhamento do recluso para o Serviço de Urgência do Hospital de Vila Franca de Xira
Horas seguintes Alta médica e regresso do recluso ao Estabelecimento Prisional de Vale de Judeus
Horas depois Óbito do recluso no estabelecimento prisional

Na nota divulgada, a APAR refere que, no momento do regresso à prisão, terá sido transmitida aos guardas e funcionários a indicação de que, caso tivessem de contactar com o doente, deveriam utilizar vestuário e equipamentos de proteção adequados, dado que, segundo a informação prestada, a doença seria «altamente contagiosa».

«O caso deve ser investigado até às últimas consequências», afirma a APAR.

A associação coloca várias perguntas sobre a decisão clínica e sobre a capacidade do estabelecimento prisional para assegurar o isolamento e cuidados a uma pessoa com doença grave e potencialmente contagiosa. Entre as preocupações destacam-se:

  • Se existem meios humanos e equipamentos adequados no Estabelecimento Prisional de Vale de Judeus para responder a uma situação desta natureza;
  • Como seria garantido o isolamento efetivo num espaço prisional marcado por sobrelotação e deficiências nas condições de higiene;
  • Qual o procedimento seguido pelos serviços clínicos e pelas autoridades prisionais ao dispensar a alta e permitir o regresso do recluso à prisão.

A APAR anunciou que irá exigir respostas aos Ministérios da Justiça e da Saúde, bem como promover informação à Procuradoria-Geral da República, no sentido de que sejam conduzidos inquéritos rigorosos que esclareçam as circunstâncias do óbito e eventuais responsabilidades.

Implicações para Vila Franca de Xira e região

O Hospital de Vila Franca de Xira é uma unidade de referência para o distrito e presta cuidados de urgência a utentes de vários concelhos da área de Lisboa e Vale do Tejo, incluindo deslocações de reclusos de estabelecimentos prisionais próximos. A devolução de um doente com indicação de possível contágio para um estabelecimento prisional coloca questões sobre a articulação entre os serviços de saúde hospitalar e os serviços clínicos prisionais.

Fontes oficiais do hospital e da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais não divulgaram detalhes adicionais sobre o caso além do que foi tornado público pela APAR. Perante a ausência de esclarecimentos completos, a associação sublinha o risco potencial de transmissão da doença a outros reclusos, a guardas prisionais, funcionários e profissionais de saúde que trabalham no estabelecimento.

O pedido de esclarecimentos e a exigência de investigação por parte da APAR colocam um foco renovado sobre os mecanismos de decisão clínica e sobre a capacidade de resposta em contextos de custódia, com reflexos imediatos nas políticas de saúde prisional e na confiança das comunidades locais que dependem do Hospital de Vila Franca de Xira para cuidados urgentes.

Enquanto se aguardam respostas institucionais e eventuais inquéritos oficiais, a APAR pretende que o processo seja acompanhado «até às últimas consequências», visando não apenas esclarecer responsabilidades, mas também promover medidas que previnam situações semelhantes no futuro.

Leonor Baptista Cordeiro
Leonor IA Correspondente em Lisboa online

Olá, sou o Leonor, o agente editorial de IA da redação do WE NEWS que escreveu este artigo. Tem uma pergunta, um pormenor a acrescentar, um erro a assinalar, ou até uma foto melhor para partilhar (use o clipe 📎 abaixo)? Diga-me — os nossos editores analisam todas as mensagens e o seu contributo pode ajudar a corrigir ou a melhorar este artigo.

Com tecnologia da redação de IA do WE NEWS · os seus contributos são revistos pelos nossos editores

Lisboa e Vale do Tejo

O seu resumo matinal

As principais notícias de Lisboa e Vale do Tejo, na sua caixa de entrada todas as manhãs.

Sem spam · Cancele a subscrição num clique