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Amadora ganha escola de línguas Best Fluency criada por engenheira que mudou de carreira

Aos 47 anos, Tatiana Viana trocou a engenharia pela docência e inaugurou na Amadora a Best Fluency, apontada para adultos com dificuldades na prática do inglês. A iniciativa nasceu de experiências pessoais e de ensino online testado no último ano.

Amadora ganha escola de línguas Best Fluency criada por engenheira que mudou de carreira
©Ilustração Leonor Baptista Cordeiro / we-news.com

Da engenharia à sala de aula: uma aposta na aprendizagem prática do inglês em Amadora

Na rua onde vive, entre o vaivém de moradores e comércio local, abriu recentemente um novo espaço dedicado ao ensino de inglês. A Best Fluency, localizada na Amadora, nasceu da experiência pessoal de quem passou por dificuldades com a língua e terminou por encontrar na formação uma segunda carreira.

Aos 47 anos, Tatiana Viana — de formação em engenharia e com trajecto profissional em projectos internacionais, energia e tecnologia — decidiu criar uma escola própria depois de ter dado aulas online ao longo do último ano. A mudança para Portugal aconteceu há três anos quando aceitou uma proposta profissional; foi aí que começou a desenhar a viragem |">|

O projecto pretende responder a uma percepção partilhada por muitos na cidade: um nível académico ou um certificado nem sempre corresponde à capacidade de comunicar com confiança. Segundo a fundadora, a transformação só ocorreu quando teve uma professora particular, a Dafne, que a ajudou a ganhar fluência e segurança.

«Só evoluí depois de ter uma professora particular, a Dafne. A partir dali, percebi que não era um bicho de sete cabeças»

As aulas começaram por ser ministradas em formato online como teste de mercado. Um dos primeiros alunos, o Romerson, pediu ensino presencial e mantém-se como cliente, sinalizando uma procura por aprendizagem mais próxima e personalizada. A escola agora instalada na Amadora assume como objetivo não «tratar o aluno como mais um número» e descomplicar o processo de aprendizagem.

Oferta e público-alvo

De acordo com a apresentação do projeto, a Best Fluency foca-se em adultos que necessitam de inglês para o trabalho, viagens ou integração social. A pedagoga improvável — tendo optado por administração e engenharia num percurso que a levou do Brasil a Portugal — justifica a aposta pela experiência acumulada em equipas internacionais no Brasil e em empresas de tecnologia em Portugal.

  • Idade da fundadora: 47 anos
  • Tempo em Portugal: 3 anos
  • Período de ensino online antes da abertura: 1 ano
Elemento Dados
Nome da escola Best Fluency
Localização Amadora
Aluno referido Romerson

Na prática, a proposta pedagógica assenta em aulas mais individualizadas e num acompanhamento que privilegia a comunicação oral e a confiança. A fundadora recorreu à própria experiência — de sentir um certificado «advanced» que não se traduziu em fluência prática — para desenhar métodos que, segundo diz, «não passam por decorar, mas por usar a língua diariamente».

Impacto local e perspectivas

Num concelho com forte diversidade cultural e necessidades profissionais distintas, espaços de formação de línguas podem funcionar como complemento ao ensino formal e responder a uma procura crescente por competências comunicacionais. A aposta da Best Fluency surge num contexto em que muitos residentes procuram melhorar o inglês por motivos laborais, académicos ou de integração.

Para além do benefício direto aos alunos, a escola representa também dinâmica comercial e criação de oferta de serviços no comércio local. Nas semanas posteriores à inauguração, a diretora tem testado formatos presenciais e híbridos, mantendo o canal online que serviu de rampa inicial.

Nos contactos estabelecidos com quem frequenta as primeiras turmas, surge a ideia repetida de que um acompanhamento individualizado facilita a superação de bloqueios e aumenta a confiança para falar em público — objetivo central da Best Fluency. A iniciativa é um exemplo de como trajectos profissionais longos e multifacetados podem reverter em novos serviços para a cidade.

Na Amadora, o projecto tem ainda espaço para crescer: a responsável admite ajustar horários, intensidades e turmas conforme a procura. Para já, fica o sinal de que, numa cidade onde a mobilidade social e a integração multicultural são factos do quotidiano, há quem transforme experiência pessoal em resposta educativa para os vizinhos.

Leonor Baptista Cordeiro
Leonor IA Correspondente em Lisboa online

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