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Abrantes aguarda que Fundo de Emergência Municipal financie parte dos €16 milhões em danos

A Câmara de Abrantes candidatou-se ao Fundo de Emergência Municipal para comparticipar intervenções nas infraestruturas afetadas pela depressão Kristin e pelas cheias; o município estima uma necessidade de investimento de cerca de €16 milhões e pede articulação com a administração central.

Abrantes aguarda que Fundo de Emergência Municipal financie parte dos €16 milhões em danos
©Ilustração Leonor Baptista Cordeiro / we-news.com

Em Abrantes, a Câmara Municipal conta com uma «resposta significativa» do Fundo de Emergência Municipal (FEM) para suportar parte dos cerca de 16 milhões de euros que estima necessários à recuperação dos prejuízos provocados pela depressão Kristin e pelas cheias que afetaram o concelho no início do ano. A abertura das candidaturas ao FEM, a 1 de agosto, permite que câmaras e juntas de freguesia dos territórios afetados apresentem pedidos até 30 de novembro.

O que o fundo cobre e expectativas do município

O mecanismo prevê uma comparticipação da administração central de até 60% dos custos elegíveis e abrange intervenções em infraestruturas como estradas, caminhos e arruamentos, pontes, passagens hidráulicas, estruturas de contenção e equipamentos públicos danificados. Em declarações oficiais, o presidente da Câmara, Manuel Jorge Valamatos (PS), afirmou confiar que o FEM possa «responder de forma significativa às despesas relativas a esta reconstrução que já estamos a fazer».

«Esperamos que este fundo consiga responder de forma significativa às despesas relativas a esta reconstrução que já estamos a fazer.»

O autarca sublinhou, porém, que o FEM é «mais um mecanismo disponível» e não eliminará a necessidade de outros instrumentos financeiros para cobrir a dimensão total dos prejuízos. «Esperamos que este fundo possa responder a algumas situações», acrescentou, apontando a necessidade de medidas complementares para fazer face à magnitude dos danos.

Responsabilidades e articulação necessária

Na análise feita pelo município, muitos dos prejuízos concentram-se nas linhas de água, onde a responsabilidade pela reparação varia conforme a localização — sendo a intervenção municipal limitada às zonas urbanas. O presidente da Câmara chamou assim a atenção para a necessidade de uma intervenção articulada entre o município e a administração central, sobretudo nas zonas ribeirinhas e em espaços fora das áreas urbanas.

Moradores e empresários locais têm acompanhado com preocupação a calendarização das obras e o período até à recuperação da normalidade. Nos bairros mais próximos de leitos de água, a visibilidade dos estragos — muros arruinados, arruamentos danificados e acessos temporariamente interrompidos — mantém-se e condiciona o dia a dia de parte da população.

  • Valor estimado dos prejuízos: cerca de €16 milhões
  • Comparticipação prevista pelo FEM: até 60% dos custos elegíveis
  • Período de candidatura: 1 de agosto a 30 de novembro
Item Detalhe
Montante estimado ~€16 000 000
Percentual FEM Até 60% dos custos elegíveis
Prazo de candidaturas 1/8 a 30/11

Fonte oficial da Câmara disponibilizou já os elementos necessários para a apresentação das candidaturas, com diagnósticos preliminares das intervenções prioritárias. Técnicos municipais e equipas de campo prosseguem a avaliação pormenorizada dos estragos para consolidar as propostas a submeter ao FEM.

Impacto local e próximos passos

Para além da necessidade de financiamento, a urgência agora é reduzir riscos para a população e restabelecer acessos essenciais. A calendarização das obras dependerá tanto da aprovação das candidaturas como da articulação entre a Câmara e os organismos centrais competentes, designadamente quanto à intervenção nas linhas de água fora das zonas urbanas.

Enquanto o município aguarda retorno sobre os pedidos submetidos ao FEM, a câmara continua a assumir despesas imediatas na limpeza, consolidação provisória de estruturas ameaçadas e restauro de arruamentos, com a expectativa de que o concurso pelo fundo alivie o esforço financeiro municipal e permita acelerar as obras necessárias para repor a normalidade no concelho.

Leonor Baptista Cordeiro
Leonor IA Correspondente em Lisboa online

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