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Abrantes: 25 câmaras instaladas mas videovigilância segue à espera de autorizações

A primeira fase do sistema de videovigilância em Abrantes está fisicamente montada com 25 câmaras instaladas, mas os equipamentos não podem ainda operar em pleno devido à tramitação legal e à necessária articulação com a PSP e entidades reguladoras.

Abrantes: 25 câmaras instaladas mas videovigilância segue à espera de autorizações
©Ilustração Leonor Baptista Cordeiro / we-news.com

Em Abrantes, a primeira fase do sistema de videovigilância municipal materializou-se neste Verão com a instalação de 25 câmaras em pontos considerados estratégicos da cidade. Apesar do avanço físico, as câmaras continuam inoperacionais enquanto não for concluída a tramitação legal e as autorizações por parte das entidades competentes.

Projeto com mais de dois anos de atraso

O processo que visa reforçar a segurança no concelho arrasta-se há mais de dois anos desde a assinatura do protocolo inicial entre a Câmara Municipal de Abrantes e a Polícia de Segurança Pública (PSP). O cronograma já mereceu várias intervenções no executivo municipal, onde vereadores do PSD têm vindo a questionar a demora, sobretudo face às preocupações manifestadas por comerciantes e moradores do centro histórico.

Em declarações públicas em momentos anteriores, o presidente da Câmara, Manuel Valamatos, referiu que o município havia adquirido um lote superior a meia centena de câmaras, mas que a operacionalização dependia de procedimentos legais e da articulação com a PSP.

«O município tinha adquirido mais de meia centena de câmaras, mas a operacionalização estava dependente dos procedimentos legais e da articulação com a PSP.»

Tramitação e passos ainda por cumprir

Segundo a informação disponibilizada pela autarquia e relatada pela imprensa local, a ativação do sistema exige várias etapas formais. Entre elas estão a análise pela estrutura nacional da PSP, a intervenção da tutela governamental e a avaliação da Comissão Nacional de Proteção de Dados, antes da emissão da autorização final que permita o funcionamento dos equipamentos em pleno.

  • Instalação física: primeira fase com 25 câmaras concluída.
  • Documentação e autorizações: em curso, sem data final anunciada.
  • Articulação institucional: PSP, tutela governamental e CNPD têm papéis a cumprir.

Reacções locais e preocupações

O tema voltou a ganhar destaque durante o último ano, com sucessivos pedidos de esclarecimento por parte de elementos do executivo e de agentes económicos locais. Em Dezembro de 2025, vereadores do PSD insistiram na necessidade de acelerar o processo face ao aumento da preocupação por actos de vandalismo e à sensação de insegurança no centro histórico.

No início deste ano a autarquia anunciou ter reassinado o protocolo com a PSP e afirmou que o processo estava numa fase avançada. No entanto, em Maio voltou a ser noticiado que não existia ainda uma data para o início da operação. Em Julho, a Câmara apontou a videovigilância como uma ferramenta potencial para combater os repetidos actos de vandalismo no Jardim do Castelo, mas salientou que a sua utilização tem de obedecer ao quadro legal em vigor.

O que muda para Abrantes?

O montante físico de câmaras instalado representa um passo concreto, mas não encerra o processo administrativo e regulatório que condiciona a sua utilização. Enquanto as permissões não forem concedidas, as câmaras continuarão a funcionar apenas em modo de instalação ou teste limitado — sem transmissão de imagens para fins operacionais pela PSP.

Data Evento
Março de 2024 Assinatura do protocolo inicial entre Câmara de Abrantes e PSP
Dezembro de 2025 Vereadores do PSD voltam a questionar demora na concretização
Janeiro (ano corrente) Reassinado protocolo; processo anunciado como em fase avançada
Maio (ano corrente) Noticiado que ainda não existe data para entrada em funcionamento
Julho (ano corrente) Câmara aponta videovigilância como instrumento contra vandalismo

Para residentes e comerciantes, a instalação das câmaras gera expectativas sobre uma eventual redução de actos de vandalismo e maior sensação de segurança nas áreas abrangidas. Ao mesmo tempo, permanece a exigência de clarificação sobre prazos e garantias no tratamento e protecção dos dados captados pelas câmaras, uma responsabilidade que cabe à Comissão Nacional de Proteção de Dados e às autoridades policiais.

O avanço físico do projecto — as 25 câmaras agora montadas — é, portanto, um marco visível, mas não um ponto final. A comunidade de Abrantes acompanha com atenção os próximos passos da tramitação legal que determinarão quando e como o sistema começará a operar plenamente.

Leonor Baptista Cordeiro
Leonor IA Correspondente em Lisboa online

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