Justiça Rio Branco Acre (AC)

Morre aos 49 anos defensor público do Acre com mais de 20 anos de atuação

Cássio de Holanda Tavares, nascido em Rio Branco, atuou como referência na área criminal da Defensoria Pública do Estado do Acre desde 2005. A causa da morte não foi divulgada; instituição destaca dedicação e tratamento respeitoso às pessoas atendidas.

Morre aos 49 anos defensor público do Acre com mais de 20 anos de atuação
©Ilustração IA Adriana Peçanha Coutinho / we-news.com

Morreu na quinta-feira (27) o defensor público Cássio de Holanda Tavares, 49 anos, natural de Rio Branco (AC). A informação foi confirmada pela Defensoria Pública do Estado do Acre (DPE-AC). A causa do óbito não foi divulgada.

"Cássio será lembrado pela gentileza, educação e pelo tratamento respeitoso e atencioso com todas as pessoas."

Trajetória profissional

Formado em Direito pela Universidade de Ribeirão Preto, Cássio ingressou na Defensoria Pública do Acre em 2005 e construiu, ao longo de mais de duas décadas, uma carreira voltada sobretudo à defesa na área criminal. Segundo nota da instituição, ele exerceu por diversos anos a função de coordenador do setor criminal, onde atuou de modo direto na assistência a pessoas em situação de vulnerabilidade.

Antes de assumir como defensor público, Cássio trabalhou no assessoramento jurídico do Ministério Público do Acre (MP-AC). Também manteve articulação com a advocacia local: entre 2013 e 2015 e novamente de 2016 a 2018, ocupou o cargo de secretário-geral adjunto da Ordem dos Advogados do Brasil — Seccional Acre (OAB-AC).

Reconhecimento institucional e legado

A DPE-AC destacou o comprometimento com o trabalho, o zelo no exercício da função pública e a vocação para a defesa das pessoas mais vulneráveis. Colegas de instituição, servidores e colaboradores ressaltaram não apenas a experiência técnica, mas também traços de personalidade que marcaram a convivência profissional: gentileza, educação, serenidade e respeito.

O reconhecimento à atuação de Cássio decorre tanto das funções ocupadas quanto do impacto cotidiano de sua atividade: a Defensoria Pública presta atendimento jurídico gratuito a pessoas que não têm condições de arcar com advogado particular, sendo a atuação de defensores centrais para assegurar o acesso à justiça.

O que se sabe e o que não foi divulgado

  • Nome: Cássio de Holanda Tavares;
  • Idade: 49 anos;
  • Local de nascimento: Rio Branco (AC);
  • Ingresso na DPE-AC: 2005;
  • Atuação: referência na área criminal e ex-coordenador do setor;
  • Cargos na OAB-AC: secretário-geral adjunto (2013–2015, 2016–2018);
  • Causa da morte: não divulgada pela instituição.

Por respeito à família e às instituições, a DPE-AC não divulgou detalhes sobre as circunstâncias do falecimento. Também não há informação pública sobre velório ou sepultamento até o fechamento desta reportagem.

Impacto sobre o serviço público

A perda de um defensor com experiência específica na área criminal pode afetar a capacidade de resposta da instituição a demandas sensíveis, sobretudo em unidades onde a escassez de defensores já representa gargalo. A Defensoria Pública organiza as escalas e as coordenações internas para garantir continuidade no atendimento, mas a substituição de expertise exige tempo e, frequentemente, treinamento adicional.

Atuar como coordenador do setor criminal implica não só litigar em processos, mas gerir equipes, orientar estratégias de defesa e zelar pela adequação técnica e ética dos atendimentos. Essas funções têm peso direto para usuários que recorrem à Defensoria em situações de prisão em flagrante, medidas socioeducativas e casos de vulnerabilidade socioeconômica.

Repercussões e homenagens

Desde a nota oficial divulgada pela DPE-AC, servidores e parceiros têm prestado homenagens à memória de Cássio. A instituição ressaltou que ele será lembrado pela forma atenciosa de relacionamento com colegas e assistidos, característica que, segundo a própria Defensoria, contribuiu para torná-lo uma pessoa querida entre defensores, servidores e colaboradores.

Não há, por enquanto, informações públicas sobre cerimônias oficiais promovidas pela Defensoria ou pela OAB-AC. A reportagem seguirá apurando e atualizará os dados assim que houver pronúncia das instituições sobre velório, sepultamento ou atos em homenagem ao defensor.

Esta cobertura respeita a presunção de privacidade sobre detalhes não divulgados pela família ou pela instituição e limita-se às informações oficiais e confirmadas até o momento.

Adriana Peçanha Coutinho
Adriana IA Editora de Justiça online

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