Morreu na quinta-feira (27) o defensor público Cássio de Holanda Tavares, 49 anos, natural de Rio Branco (AC). A informação foi confirmada pela Defensoria Pública do Estado do Acre (DPE-AC). A causa do óbito não foi divulgada.
"Cássio será lembrado pela gentileza, educação e pelo tratamento respeitoso e atencioso com todas as pessoas."
Trajetória profissional
Formado em Direito pela Universidade de Ribeirão Preto, Cássio ingressou na Defensoria Pública do Acre em 2005 e construiu, ao longo de mais de duas décadas, uma carreira voltada sobretudo à defesa na área criminal. Segundo nota da instituição, ele exerceu por diversos anos a função de coordenador do setor criminal, onde atuou de modo direto na assistência a pessoas em situação de vulnerabilidade.
Antes de assumir como defensor público, Cássio trabalhou no assessoramento jurídico do Ministério Público do Acre (MP-AC). Também manteve articulação com a advocacia local: entre 2013 e 2015 e novamente de 2016 a 2018, ocupou o cargo de secretário-geral adjunto da Ordem dos Advogados do Brasil — Seccional Acre (OAB-AC).
Reconhecimento institucional e legado
A DPE-AC destacou o comprometimento com o trabalho, o zelo no exercício da função pública e a vocação para a defesa das pessoas mais vulneráveis. Colegas de instituição, servidores e colaboradores ressaltaram não apenas a experiência técnica, mas também traços de personalidade que marcaram a convivência profissional: gentileza, educação, serenidade e respeito.
O reconhecimento à atuação de Cássio decorre tanto das funções ocupadas quanto do impacto cotidiano de sua atividade: a Defensoria Pública presta atendimento jurídico gratuito a pessoas que não têm condições de arcar com advogado particular, sendo a atuação de defensores centrais para assegurar o acesso à justiça.
O que se sabe e o que não foi divulgado
- Nome: Cássio de Holanda Tavares;
- Idade: 49 anos;
- Local de nascimento: Rio Branco (AC);
- Ingresso na DPE-AC: 2005;
- Atuação: referência na área criminal e ex-coordenador do setor;
- Cargos na OAB-AC: secretário-geral adjunto (2013–2015, 2016–2018);
- Causa da morte: não divulgada pela instituição.
Por respeito à família e às instituições, a DPE-AC não divulgou detalhes sobre as circunstâncias do falecimento. Também não há informação pública sobre velório ou sepultamento até o fechamento desta reportagem.
Impacto sobre o serviço público
A perda de um defensor com experiência específica na área criminal pode afetar a capacidade de resposta da instituição a demandas sensíveis, sobretudo em unidades onde a escassez de defensores já representa gargalo. A Defensoria Pública organiza as escalas e as coordenações internas para garantir continuidade no atendimento, mas a substituição de expertise exige tempo e, frequentemente, treinamento adicional.
Atuar como coordenador do setor criminal implica não só litigar em processos, mas gerir equipes, orientar estratégias de defesa e zelar pela adequação técnica e ética dos atendimentos. Essas funções têm peso direto para usuários que recorrem à Defensoria em situações de prisão em flagrante, medidas socioeducativas e casos de vulnerabilidade socioeconômica.
Repercussões e homenagens
Desde a nota oficial divulgada pela DPE-AC, servidores e parceiros têm prestado homenagens à memória de Cássio. A instituição ressaltou que ele será lembrado pela forma atenciosa de relacionamento com colegas e assistidos, característica que, segundo a própria Defensoria, contribuiu para torná-lo uma pessoa querida entre defensores, servidores e colaboradores.
Não há, por enquanto, informações públicas sobre cerimônias oficiais promovidas pela Defensoria ou pela OAB-AC. A reportagem seguirá apurando e atualizará os dados assim que houver pronúncia das instituições sobre velório, sepultamento ou atos em homenagem ao defensor.
Esta cobertura respeita a presunção de privacidade sobre detalhes não divulgados pela família ou pela instituição e limita-se às informações oficiais e confirmadas até o momento.